VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES PRECISA ACABAR

Written in

by

A BAHIA SE MOBILIZA SOBRE ESSE TEMA

Uma rotina de medo, na vida das mulheres.

Anualmente, o Atlas da Violência, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), lança um relatório atualizando os dados de violência no Brasil. O trabalho é feito em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Como nas anteriores, busca-se retratar a violência no Brasil, principalmente, a partir dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. São informações sobre homicídios analisadas à luz da perspectiva de gênero, raça, faixa etária, entre outras. Diante do quadro preocupante, a Bahia vem se mobilizando para reduzir índices e por um fim a esses crimes hediondos.

Os dados estatísticos de violência contra as mulheres em 2024 e 2025 revelam uma preocupante tendência de aumento na violência de gênero no Brasil. Em 2024, foram registrados 1.450 feminicídios, um aumento em relação ao ano anterior, e 2.485 homicídios dolosos de mulheres. Em 2025, 38% das mulheres afirmaram ter sido vítimas de algum tipo de violência, o maior número da série histórica desde 2017.

Os dados também mostram que a violência contra as mulheres é frequentemente cometida por homens, com 71,6% dos casos de violência doméstica, sexual e/ou outras violências contra mulheres tendo como agressor o sexo masculino. O ambiente doméstico é um dos locais mais perigosos para as mulheres, com 35% dos homicídios de mulheres ocorrendo dentro da própria residência.

A pesquisa “Visível e Invisível: Vitimização de Meninas e Mulheres” revela que, todos os dias, 140 mulheres e meninas são mortas por seus parceiros íntimos ou familiares, o que equivale a uma mulher ser vítima de feminicídio a cada 10 minutos.

A violência de gênero no Brasil é uma questão de saúde pública que requer atenção e intervenção. É fundamental que a sociedade, o Estado e a comunidade se unam para combater essa violência e promover a segurança e a igualdade de gênero.

Mais de 10 mil violações contra mulheres foram registradas na Bahia em 2025. Embora os casos tenham caído 29%, especialistas alertam para subnotificações e destacam a importância das medidas de proteção e das denúncias. Foram mais de 14 mil casos de violência contra mulheres em 2025, segundo os dados mais recentes.

Esse tipo de violência continua sendo uma realidade preocupante na Bahia em 2025. Levantamentos recentes de órgãos oficiais revelam que, embora haja redução em alguns índices, o número de casos permanece elevado e a subnotificação ainda limita a real dimensão do problema.

De janeiro a agosto deste ano, o estado registrou 14.202 violações de direitos das mulheres, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). Contudo, apenas 1.795 denúncias foram efetivamente formalizadas, revelando que a maioria das vítimas ainda não busca apoio junto às autoridades. Em Salvador, foram 5.895 ocorrências, das quais somente 677 se transformaram em denúncias.

O recorte mais grave envolve os feminicídios. Entre janeiro e março de 2025, a Bahia contabilizou 24 assassinatos de mulheres motivados por gênero, sendo fevereiro o mês mais violento, com 11 casos. Em 2024, foram registrados 106 feminicídios, número já inferior ao de 2023 (115 casos), mas que ainda expõe a persistência da violência letal contra mulheres.

Outro dado, este positivo, que chama atenção, é o crescimento na procura por atendimento. O Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), da Defensoria Pública do Estado da Bahia, realizou 3.411 atendimentos até 30 de julho de 2025, um aumento superior a 50% em relação ao mesmo período do ano passado. No mesmo período, foram solicitadas 396 medidas protetivas de urgência, recurso fundamental para garantir a segurança das vítimas.

Apesar da redução pontual observada em alguns indicadores, como aponta também a Rede de Observatórios de Segurança, a subnotificação segue sendo o maior desafio. O número de ocorrências é muito superior ao de denúncias formalizadas, o que revela a barreira enfrentada por milhares de mulheres no acesso à justiça e à proteção.

Autoridades estaduais reforçam a importância de utilizar os canais de denúncia, como o Ligue 180, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e a própria Defensoria Pública, que oferecem acolhimento e medidas legais de proteção.

A Bahia vem fazendo a sua parte. ASSISTA OS VÍDEOS ABAIXO.

Sentir medo em situações cotidianas, viver sob o controle, a vigilância e o ciúme do companheiro, sofrer violência física ou verbal, ver casos de feminicídios nas manchetes quase todos os dias NÃO É NORMAL! A violência contra a mulher é crime, e normalizar tudo isso é tirar a liberdade de quem precisa de proteção.
O Governo da Bahia está do lado das mulheres e conta com você. Se você sofre ou conhece alguma mulher que sofre violência, denuncie: Ligue 1
80.

Existe um adversário invisível nos dias de jogos: a violência contra a mulher.
E o problema não está só no agressor, mas na normalização.
Violência contra a mulher NÃO É NORMAL. Ver os índices de ameaças e agressões aumentarem em mais de 25% quando tem partida é inadmissível.
O futebol é paixão nacional, não pode virar sinônimo de medo, tensão e violência dentro de casa.
Vem com a gente virar esse jogo: se você sofre ou conhece alguma mulher que sofre violência, denuncie: Ligue 180.

Governo da Bahia. Do lado das mulheres.

Fontes: Ipea, EBC, psdbmulher.org.br, Mais Região, Agência Brasil, GOVBA.

One response to “VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES PRECISA ACABAR”

  1. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Muitas batalhas precisamos vencer!

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre ÂNGULO E FOCO

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading