
O Governo do Estado dá “mais uma dentro”, em benefício das populações menos favorecidas da Bahia: assina com o BID e o FIDA um compromisso para realizar várias intervenções na região da Mata Atlântica, na região Sul. O amplo projeto Parceiros da Mata vai direto aos pontos mais sensíveis de carência na região. Os demais territórios baianos também serão contemplados na sequência.
Jovens e comunidades tradicionais da região da Mata Atlântica, no Sul da Bahia, mereceram atenção especial na reunião que deu início a esse amplo projeto de desenvolvimento do Governo da Bahia – através da Secretaria de Desenvolvimento Rural e da CAR-Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional. Terminou nesta sexta-feira (14/02), na sede da CAR, a reunião da “missão de arranque” do projeto Parceiros da Mata, que tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável nas áreas rurais da Mata Atlântica da Bahia. O projeto vai a campo a partir de agora.
A missão contou com a participação da equipe responsável pelo projeto, que atuará para transformar a realidade de 100 mil famílias nos territórios: Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio das Contas. As ações incluem desde o acesso à água potável e esgotamento sanitário até o fortalecimento do trabalho de mulheres, jovens e comunidades tradicionais.
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, ressaltou as necessidades da região: “O Governo do Estado tem feito investimentos significativos ao longo dos anos, mas este é o primeiro projeto dessa magnitude na área. Nossa expectativa é reduzir desigualdades, aumentar a produção de alimentos com acesso à água, oferecer assistência técnica e criar uma infraestrutura que possibilite a geração de renda nas comunidades rurais.”
Apoio internacional
O oficial do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), no Brasil, Hard Vieira, destacou os diferenciais do projeto. “Será a primeira vez que as operações do FIDA na Bahia terão como foco o bioma Mata Atlântica. Entre as ações inovadoras, teremos segurança hídrica, saneamento básico, pagamentos por serviços ambientais, além de iniciativas já realizadas em projetos anteriores, como a regularização ambiental e fundiária, e a atenção a grupos vulneráveis, como mulheres e jovens. Este é um projeto de seis anos, e hoje iniciamos esse novo capítulo.”
Octávio Damiani, especialista líder em Desenvolvimento Rural e Agricultura do BID, afirmou: “Esta missão é fundamental, pois marca o início da execução do projeto. Estamos transformando as propostas criadas na teoria em ações práticas. Neste primeiro momento, estamos revisando as propostas técnicas, contratos prioritários e definindo as estratégias operacionais.”
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Na reunião, todos os detalhes do Programa foram abordados.
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