Você tem um ‘pet’ e se surpreende com a consciência que ele tem?

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“O dia em que o homem conhecer o íntimo de um animal, morrerá todo o mistério e, nesse dia, para ele, terá início uma nova era.” (Leonardo Da Vinci – nasc. 15 de abril de 1452 e morte em 2 de maio de 1519)

Fevereiro 22, 2025

Esta frase de Da Vinci, proferida há meio milênio, é uma visão futurista e filosófica sobre a relação entre humanos e animais – revela sua compreensão profunda da consciência de outras espécies. Ele sugere que a mente e as emoções dos animais ainda são um mistério para os humanos. Quando conseguirmos compreender verdadeiramente sua consciência, sentimentos e inteligência, nosso modo de ver o mundo mudará.

Atualmente, muitas pessoas ainda subestimam a complexidade emocional e cognitiva dos animais. Quando a ciência e a empatia nos permitirem enxergar os animais como seres sencientes, deixaremos de vê-los apenas como recursos ou seres inferiores.

Para quem não sabe, senciente é um termo que se refere à capacidade de um ser de sentir, perceber e ter experiências conscientes. Um ser senciente não apenas reage a estímulos, mas também experimenta sensações e emoções. Esse conceito é frequentemente usado em debates sobre ética animal, pois muitos animais demonstram dor, medo, alegria e afeto, o que os torna seres sencientes. Diferente de apenas ter vida, a senciência implica uma vivência subjetiva, ou seja, o ser sente o mundo de forma única.

Os principais exemplos de seres sencientes são os humanos (obviamente); os mamíferos como cães, gatos, elefantes e golfinhos, que demonstram emoções complexas. As aves como papagaios e corvos, que mostram inteligência e laços sociais. E outros animais, como polvos e alguns peixes, que evidenciam aprendizado e comportamento social.

Revolução moral, ética e científica.

A senciência é um dos principais argumentos para a defesa do direito dos animais, pois reconhecer que eles sentem dor e prazer significa que merecem consideração moral.

Esse novo entendimento pode levar a uma revolução moral, ética e científica. A relação entre humanos e animais poderá se tornar mais respeitosa, influenciando desde a alimentação e o meio ambiente até o reconhecimento dos direitos dos animais.

Avanços na ciência já mostram que animais possuem emoções, memória e inteligência sofisticadas. Movimentos pelos direitos dos animais vêm crescendo, mudando leis e comportamentos. Tecnologias ligadas à neurociência e a recente inteligência artificial ajudam a estudar a consciência animal.

“Os animais têm alma???”

Escrito pelo especialista italiano Ernesto Bozzano (1862 -1943), o livro que leva esse título discute manifestações metapsíquicas envolvendo animais, explorando a possibilidade de que eles tenham alma e experiências telepáticas. Os fenômenos metapsíquicos mencionados, envolvendo animais, incluem episódios telepáticos. Os animais realizam episódios telepáticos, como no O cão Bob, que transmitiu telepaticamente sua agonia ao seu dono, Rider Haggard, que faz parte da publicação.

Também foram registrados pelo Dr. Bozzano, casos de Percepção de Espíritos e Manifestações Supranormais. Em casos com este, animais percebem espíritos e outras manifestações supranormais, muitas vezes junto com humanos, em locais ditos ‘assombrados’. Surpreendentes, também, são os relatos de materializações de formas de animais, como a materialização de um cãozinho durante sessões mediúnicas.

Da mesma forma cuidadosa, foram registradas aparições post-mortem. Casos de aparições, após terem morrido, de animais identificados pelo cientista, sugerindo a sobrevivência da psique animal. O documento inclui, ainda, relatos de alucinações telepáticas, quando animais desempenham o papel de agentes em alucinações telepáticas, como no O cão Fox, que apareceu em sonho ao seu dono, após ser atacado por buldogues.

São muitas vezes registrados casos de premonições de morte: Animais manifestam premonições de morte, como cães que uivam antes da morte de uma pessoa da família. Fenômenos de Assombração também constam do livro, contando como animais percebem manifestações de assombração, como ruídos e aparições em locais assombrados. E, por fim, animais que, junto com humanos, têm visões de espíritos humanos.

Esses fenômenos, segundo Bozzano (foto) e sua equipe, sugerem que os animais possuem faculdades supranormais semelhantes às dos humanos, capazes de perceber e interagir com o mundo espiritual.

Alguns casos relatados na publicação

Sim, o documento menciona exemplos de premonições de morte em animais. Aqui estão alguns casos:

O Cão da Senhora Borderieux: Uma amiga da senhora Borderieux tinha uma cadela que, antes da morte de seu marido, se meteu debaixo do sofá onde ele repousava e começou a uivar lastimosamente. No dia seguinte, o marido faleceu.

O Cão do Sr. Marcel Mangin: O cão do Sr. Marcel Mangin, conhecido por prever mortes na família, começou a uivar de maneira significativa no dia anterior à morte súbita de seu dono por embolia.

O Cão da Senhora Camille: A cadela da senhora Camille começou a uivar de maneira lastimosa e se meteu debaixo do sofá onde seu marido repousava. No dia seguinte, o marido faleceu.

O Cão do Dr. Gustave Geley: Durante a agonia de uma jovem paciente, o cão da casa começou a uivar de maneira lúgubre e lastimosa, persistindo até a morte da jovem.

O Cão do Sr. William Ford: O cão de um velho fazendeiro começou a uivar gemendo, na manhã em que o fazendeiro anunciou que sua hora havia chegado. O cão morreu às oito e meia da noite, seguido pelo fazendeiro às dez horas.

A conclusão de Ernesto Bozzano é a de que a psique animal é parte de um grande processo de evolução espiritual. Os animais não apenas possuem alma, mas seguem um caminho progressivo rumo à perfeição, assim como os seres humanos. Essa ideia está alinhada com conceitos espíritas e reforça a noção de que todas as formas de vida estão interligadas na jornada evolutiva do espírito. Os animais demonstram traços de inteligência, sensibilidade e até mesmo manifestações mediúnicas, indicando uma continuidade entre a consciência animal e a humana.

A sua, a nossa!

WIKIPEDIA – “Ernesto Bozzano (Gênova, 9 de janeiro de 1862 — 24 de junho de 1943) foi um professor de filosofia da ciência na Universidade de Turim e pesquisador espírita italiano. Destacou-se como um contribuinte ativo na literatura italiana e francesa sobre fenômenos paranormais, a partir da virada do século XIX até o início dos anos 1940. Foi um dos poucos pesquisadores italianos nomeados membros honorários da Society for Psychical Research (SPR), American Society for Psychical Research (ASPR) e Institut Métapsychique International (IMI)”.


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