Pesquisa PNAD Contínua, de novembro de 2024 a janeiro de 2025, foi divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (27). Renda média do trabalho dos ocupados segue em alta.


Foto: Vitor Vasconcelos / Secom PR
O rendimento mensal de todos os trabalhos chegou a R$3.343 no trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 .
Mais uma notícia excelente do Governo Lula: O Brasil registrou a menor taxa de desocupação, de 6,5%, no trimestre encerrado em janeiro. O índice foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, 27 de fevereiro. O levantamento levou em conta toda a série histórica da PNAD Contínua, a partir de 2012.
A taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas e subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas compondo a força de trabalho potencial, em relação à força de trabalho ampliada) ficou em 15,5% no trimestre encerrado em janeiro, resultado considerado estável na comparação trimestral (15,4%).
Cerca de 7,2 milhões de pessoas estavam desocupadas no país, de novembro de 2024 a janeiro de 2025. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando existiam 8,3 milhões de pessoas desocupadas, houve recuo de 13,1%, uma redução de 1,1 milhão de pessoas desocupadas na força de trabalho.
A quantidade de pessoas ocupadas em janeiro deste ano era de aproximadamente 103 milhões, equivalentes a 58,2. Confrontado ao mesmo trimestre do ano anterior (57,3%), esse indicador teve variação positiva de 0,9 pontos percentuais.
Redução da informalidade
O percentual de trabalhadores informais na população ocupada foi de 38,3%, equivalente a 39,5 milhões de trabalhadores informais. Esse índice foi inferior ao verificado, tanto no trimestre anterior, que fechou em 38,9%, quanto no mesmo trimestre de 2024 (39,0%). A redução na informalidade é consequência da diminuição do contingente de trabalhadores sem carteira assinada (13,9 milhões), assim como da estabilidade do número de trabalhadores por conta própria (25,8 milhões).
Cresceu também o rendimento
O valor mensal de todos os trabalhos chegou a R$3.343 no trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 com crescimento de 1,4% em relação ao trimestre encerrado em outubro do ano passado, e de 3,7% quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. A soma das remunerações de todos os trabalhadores atingiu R$339,5 bilhões, crescendo 6,2% (mais R$19,9 bilhões) no ano.
Um dos responsáveis pela pesquisa, William Kratochwill, comenta que “o movimento da massa de rendimento real pode ser explicado pela variação do volume de trabalhadores ocupados, ou pela variação salarial. Nesse trimestre, a população ocupada aumentou em 2,4%, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, um aumento superior a 2 milhões de pessoas. Esse crescimento explica, em parte, o aumento da massa de rendimento em 6,2%, alcançando R$339,5 bilhões”.
A subutilização de mão-de-obra ficou estável
A taxa composta de subutilização mostrou estabilidade no trimestre (15,4%) e teve queda de 2,0 p.p. no ano (17,6%). A população subutilizada (18,1 milhões) também ficou estável no trimestre e recuou 11% (menos 2,2 milhões de pessoas) no ano, totalizando 20,3 milhões.
Gerados 137,3 mil novos empregos formais só em janeiro
Se, por um lado, cai o desemprego, aumenta o número de trabalhadores empregados no Brasil, em quatro dos cinco ramos da economia pesquisados. O destaque vai para a indústria, com a abertura de 70,4 mil novas vagas.

Foto: Bridgestone Bahia-Mateus Pereira-GOVBA
As mulheres ocuparam quase 80% do total de novos postos formais gerados em janeiro.
Somente em janeiro de 2025, foram gerados no Brasil 137.303 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado, o melhor dos últimos três meses, é resultado da diferença entre 2,27 milhões de pessoas admitidas e 2,13 milhões de desligamentos em todo o país no período. Esse é um dos resultados apontados na pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgada quarta-feira, 26 de fevereiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estoque total de pessoas empregadas do Brasil é de 47,3 milhões de empregos formais, crescimento de 3,6% em relação a janeiro do ano passado.
O ministro Luiz Marinho, doTrabalho e Emprego, comentou esses bons resultados: “São 137 mil postos formais gerados no mês, empregos que impulsionam a economia. Começamos o ano com geração de empregos de qualidade e queremos manter esse crescimento ao longo de 2025, com a expectativa de alcançar o patamar de 2024”, afirmou.
Resultados por setores da economia
Registraram números positivos, no primeiro mês do ano, quatro dos cinco grupos de atividades econômicas pesquisadas. O destaque foi para a Indústria, que respondeu pela criação de 70,4 mil vagas. Em seguida, aparecem Serviços, com 45,1 mil, Construção (38,3 mil) e Agropecuária (35,7 mil). Somente o Comércio apresentou desempenho negativo, com -52,4 mil vagas.
Em janeiro, 17 dos 27 estados da Federação fecharam o mês com saldo positivo. Os estados com maior saldo foram São Paulo (+36.125), Rio Grande do Sul (26.732) e Santa Catarina (+23.062).
Trabalhadores do sexo feminino passaram a ocupar quase 80% do total de novos postos formais gerados em janeiro. Elas preencheram 109.267 dos novos postos com carteira assinada, enquanto os homens ocuparam apenas 28.036 vagas.
Os trabalhadores com ensino médio completo tiveram melhores resultados no número de contratações, em janeiro: 83.798. A faixa etária dos empregados com idades entre 18 e 24 anos ocuparam a maior parcela das vagas (79.784). No mês passado, o salário médio de admissão, foi de R$ 2.265,01.
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