É bom saber que temos mais de 200 parasitas no nosso corpo

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Porque eles causam, ou agravam muito, praticamente, todas as doenças que nos atingem.

Permitam-me os caros leitores tratar hoje desse assunto visualmente asqueroso, mas vitalmente importante para que todos sejam cuidadosos com esse grave problema de saúde que, muitas vezes, é ignorado nas nossas consultas médicas.

Existem centenas de tipos de vermes, alguns deles microscópicos, que podem infectar os seres humanos. Esses parasitas causam diversas doenças, algumas delas bastante conhecidas e comuns em certas regiões do mundo. Na Rússia, principalmente, os médicos sempre levam em conta os parasitas como causas de muitas doenças e desenvolvem formas de tratamento.

Por outro lado, praticamente, todos os médicos-legistas (que fazem autópsias) relatam a presença de muitos vermes em cadáveres examinados, atestando que nosso corpo é um condomínio, onde os moradores comem o próprio espaço onde vivem. Muitos especialistas destacam que nossa alimentação pode agradar ou desagradar os “hóspedes”, daí a importância de evitarmos alguns alimentos.

Os parasitas e vermes geralmente não têm “preferências” alimentares no sentido que nós pensamos, mas alguns alimentos os repelem – como coentro, salsa, sementes de abóbora e de mamão, entre outros. Muitos deles progridem nos ambientes ricos em certos nutrientes. Alguns alimentos e práticas de consumo podem contribuir para a proliferação desses parasitas:

Carne crua ou mal cozida: As tênias, por exemplo, são muitas vezes adquiridas através do consumo de carne de porco ou de vaca que não foi cozida adequadamente.

Peixe cru ou mal cozido: Alguns vermes, como os que causam a anisaquíase, podem ser encontrados em peixes crus ou mal cozidos, com destaque para os pratos japoneses com salmão cru: sushi e sashimi.

Frutas e vegetais não lavados: Alguns parasitas intestinais, como Ascaris e Trichuris, podem ser transmitidos através do consumo de frutas e vegetais contaminados com ovos de vermes.

Para evitar o risco de infecção por parasitas

Cozinhe bem a carne e o peixe: Certifique-se de cozinhar a carne e o peixe até que estejam bem passados para matar os parasitas que possam estar presentes.

Lave bem frutas e vegetais: Sempre lave frutas e vegetais antes de consumi-los, especialmente se forem comidos crus.

Mantenha boas práticas de higiene: Lave as mãos regularmente, especialmente antes de preparar ou consumir alimentos, e evite o contato com solos contaminados.

Evite consumir água não tratada: Beba apenas água filtrada ou fervida.

Evite andar descalço: Andar descalço pode aumentar o risco de infecção por vermes que penetram na pele.

Essas precauções podem ajudar a reduzir significativamente o risco de infecção por parasitas e manter sua saúde em dia.

Aqui estão alguns dos principais vermes e as doenças associadas a eles:

Lombrigas (Ascaris lumbricoides): Causam ascaridíase, infecção intestinal que pode levar à desnutrição e problemas de crescimento infantil.

Tênias (Taenia solium e Taenia saginata): Causam teníase, que pode resultar em problemas digestivos e outros, porque a Taenia solium também pode causar cisticercose, uma infecção mais grave que afeta o sistema nervoso central e os músculos.

Ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus): Eles provocam ancilostomíase, que pode causar problemas nutricionais e anemia.

Schistosoma (Schistosoma mansoni, Schistosoma haematobium): Causam esquistossomose, também conhecida como bilharziose, que pode afetar diversos órgãos, entre eles o fígado, intestinos e a bexiga.

Enterobius vermicularis: Causa oxiurose (ou enterobíase), uma infecção que provoca coceira intensa na região anal, principalmente à noite.

Filarídeos (Wuchereria bancrofti, Brugia malayi): Causam filariose linfática, também conhecida como elefantíase, que pode levar à deformidade dos membros e ao inchaço grave.

Trichuris trichiura: Causa tricuríase, que pode resultar em diarreia, anemia e dor abdominal.

Esses são apenas alguns exemplos, mas existem muitos outros vermes e parasitas que podem afetar os seres humanos. A prevenção e o tratamento dessas infecções são, geralmente, práticas de higiene, saneamento adequado e medicamentos antiparasitários.

Difíceis de detectar

Diversos tipos de vermes e parasitas podem não ser detectados em exames de fezes convencionais, mesmo que a pessoa esteja infectada. Isso acontece por vários motivos, como:

Ciclo de Vida do Parasita: Alguns vermes só liberam ovos ou larvas em determinadas fases do ciclo de vida, então a coleta pode acontecer em um momento em que não há material para ser identificado.

Quantidade de Parasitas: Se a infestação for leve, a quantidade de ovos ou larvas pode ser muito pequena, dificultando a detecção no exame.

Erro na Coleta: Se a amostra não for coletada corretamente ou armazenada da maneira adequada, pode comprometer o resultado.

Parasitas que não eliminam ovos nas fezes: Alguns vermes, como a Strongyloides stercoralis, podem estar presentes no organismo sem liberar ovos ou larvas nas fezes regularmente.

Diagnóstico Limitado: Exames simples, como o parasitológico comum, podem não detectar todos os tipos de parasitas, especialmente os que vivem em outros órgãos, além do intestino.

Como melhorar a detecção e o combate?

É recomendado realizar o exame em três amostras, coletadas em dias alternados usar técnicas mais avançadas, como o método de Faust ou outros que detectam o DNA do parasita e informar ao médico sobre sintomas, viagens recentes ou contato com água ou alimentos contaminados. Se houver suspeita de verminose, mas o exame deu negativo, o médico pode pedir exames mais específicos ou até indicar o tratamento com base nos sintomas.

A rotina de fazer desparasitação anual com medicamentos de nomes comerciais terminados em bendazol tem-se mostrado insuficiente, diante da imensa variedade de vermes. Cada vez mais os especialistas, principalmente da Medicina Integrativa, se dedicam a pesquisar e elaborar protocolos de tratamentos alternativos, utilizando substâncias naturais de eficácia comprovada, historicamente. É o caso, por exemplo, do Protocolo Hulda Clark, composto de extratos de cravo da índia, nogueira negra e absinto, à venda pela Internet, entre outros, testados e aprovados.

Portanto, a ciência moderna e a sabedoria popular têm se encontrado para criar protocolos fitoterápicos altamente eficientes contra dezenas de tipos de vermes — desde os mais comuns, como lombrigas e giárdia, até parasitas mais difíceis de eliminar, como tênias e amebas. Além de evitar doenças causadas por bactérias e fungos.

Vamos nos cuidar?

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2 respostas a “É bom saber que temos mais de 200 parasitas no nosso corpo”

  1. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Revelação bomba

  2. Avatar de Luiz Antonio Bastos

    Nossa! basta isso aqui para acender um grande sinal vermelho: “nosso corpo é um condomínio, onde os moradores comem o próprio espaço onde vivem”

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