O MILENAR ESTUDO DA INFLUÊNCIA DOS ASTROS

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O cientista J. Kepler afirmou que “a astrologia é a filha tola, mas indispensável da astronomia”.

Os caldeus controlavam os movimentos no céu com instrumentos rudimentares

Como no Universo tudo gira, para nós, o céu muda sem parar. Um dia aquele planeta estava aqui, amanhã estará em outro ponto. No imenso gira-gira do sistema solar, são milhares as posições de um astro, em relação a outro. O que pode mudar na sua vida, ao saber que esse vai-e-vem influencia seu dia-a-dia? E se souber que a compreensão desses ciclos pode lhe ajudar a prever e se preparar para os efeitos que eles provocam?

Ah! Você pode dizer que a Astrologia – com seus mais de 6 mil anos de história – não tem comprovação científica e desdenhar do tema. Curioso é que, ao longo do tempo, diversos cientistas reconhecidos também praticaram astrologia, especialmente em épocas em que a distinção entre astrologia e astronomia ainda não era clara. Até o início da era moderna, ambas as áreas estavam intimamente ligadas. Alguns dos cientistas mais notáveis foram astrólogos, também, porque relacionavam e entendiam quanto o movimento celeste pode prever eventos terrenos, como colheitas, saúde ou política.

Psicólogos famosos também relacionaram os astros com a psique, as emoções e a mente humana. Eles exploraram ou mencionaram a relação entre os astros e a psique humana, especialmente dentro de abordagens mais simbólicas, arquetípicas ou filosóficas da psicologia. Embora a maioria dos acadêmicos contemporâneos rejeite a astrologia como ciência, alguns estudiosos viram nela uma linguagem simbólica que pode refletir aspectos da psique humana.

Cientistas famosos que eram também astrólogos

1. Nicolau Copérnico (1473–1543), conhecido por sua teoria heliocêntrica. Ele estudava astrologia enquanto praticava medicina, como era comum na época.

2. Johannes Kepler (1571–1630) foi o grande astrônomo que formulou as leis do movimento planetário. Kepler também elaborava horóscopos e acreditava que os corpos celestes poderiam influenciar eventos terrenos.

3. Galileu Galilei (1564–1642). Além de suas descobertas astronômicas, Galileu praticava astrologia, especialmente em consultas médicas, uma prática comum entre cientistas do período.

4. Isaac Newton (1643–1727). Ainda que Newton tenha sido mais focado na ciência experimental e na matemática, há registros de que estudava alquimia e astrologia em suas investigações ocultistas.

5. Tycho Brahe (1546–1601), o astrônomo dinamarquês, famoso por suas observações detalhadas do céu também produzia horóscopos para nobres e acreditava na influência astral sobre a vida humana.

6. Girolamo Cardano (1501–1576) era matemático, médico e astrólogo. Ele escreveu vários tratados astrológicos e foi uma figura importante no desenvolvimento da astrologia renascentista.

7. Paracelso (1493–1541) é um famoso médico e alquimista suíço. Ele combinava astrologia com medicina, acreditando que os astros influenciavam a saúde humana.

Ajudou a avançar a Psicologia

Foram, também, estudadas, no âmbito da Astrologia, as energias psicológicas e do espaço, atuantes no dia-a-dia das pessoas. Aqui estão os principais psicólogos famosos que, de alguma forma, relacionaram os astros com a mente, as emoções e o inconsciente:

1. Carl Gustav Jung (1875–1961), um dos mais importantes psicólogos da história, fundador da Psicologia Analítica. Ele foi o maior nome a explorar a conexão entre astrologia e psique humana. Acreditava que a astrologia era uma linguagem simbólica do inconsciente coletivo, onde os planetas e signos refletiam arquétipos universais da mente humana. Em suas cartas, Jung escreveu: “A astrologia representa todas as experiências psicológicas da antiguidade.” No seu trabalho, usava mapas astrológicos para auxiliar na análise de seus pacientes, especialmente em casos de sincronicidade (eventos que se conectam por significado, não por causa).

2. Dane Rudhyar (1895–1985), psicólogo, filósofo e astrólogo francês, é considerado o pai da Astrologia Humanista. Ele integrou conceitos da psicologia junguiana na astrologia, afirmando que o mapa astral é uma ferramenta para o autoconhecimento e a evolução pessoal, não apenas para previsões. Acreditava que a astrologia deveria ser usada para ajudar no desenvolvimento da personalidade e na busca pelo propósito de vida.

3. Liz Greene (1946–) é uma psicóloga e astróloga britânica, autora de diversos livros que integram a Psicologia Analítica de Jung com a astrologia. Sua obra mais famosa, “Astrologia do Destino”, explora como os planetas podem representar forças psicológicas na mente humana. Greene também aborda o simbolismo dos signos como padrões psíquicos que moldam o comportamento e as emoções.

4. Richard Tarnas (1950–) é um filósofo, psicólogo e autor do livro “Cosmos e Psique”. Tarnas defende que há uma correlação entre os ciclos planetários e os movimentos históricos, culturais e psicológicos. Ele propõe que os astros simbolizam padrões arquetípicos que se manifestam na vida coletiva e individual.

5. Alexander Ruperti (1913–1998) era um psicoterapeuta suíço, discípulo de Jung e Rudhyar. Trabalhou com a ideia de que os ciclos astrológicos refletem processos de crescimento psicológico e espiritual. Defendia que a astrologia é uma ferramenta para a autorrealização e a cura emocional.

6. Howard Sasportas (1948–1992) era um psicoterapeuta humanista que uniu astrologia e psicologia. Escreveu o clássico “Os Planetas nas Casas”, onde explica como os posicionamentos astrológicos podem revelar padrões emocionais, traumas e potenciais de cura.

O que esses psicólogos têm em comum?

Todos eles acreditavam que o mapa astral poderia revelar: conflitos inconscientes, potenciais de desenvolvimento, ciclos de transformação, desafios emocionais e arquétipos que moldam a personalidade.

Uma curiosidade sobre a íntima relação ente a Astrologia e a Psicologia devemos a Carl Jung que chegou a conduzir estudos estatísticos, comparando mapas astrais de casais, para investigar a sincronicidade entre as posições dos astros e os relacionamentos humanos.

Podemos, despidos de prepotência, reconhecer que a relação entre astrologia e psicologia não precisa ser vista como superstição ou misticismo, mas como uma linguagem simbólica que expressa os processos internos da alma humana. Essa abordagem está voltando com força em algumas correntes da Psicologia Transpessoal, especialmente em tempos de busca por autoconhecimento.

O que é a Teoria dos Ciclos?

Tanto quanto a Ciência, as verdades da Astrologia fazem uso, em suas pesquisas, da Teoria dos Ciclos e seus efeitos. Essa teoria se refere à ideia de que muitos processos na natureza, economia e sociedade seguem padrões repetitivos ou cíclicos ao longo do tempo. Esses ciclos podem variar em duração e impacto, mas a essência é que eles tendem a repetir certos padrões.

Vamos dar uma passadinha rápida na Teoria dos Ciclos e seus Efeitos:

Ciclos Econômicos – Atribuídos a Joseph Schumpeter e Nikolai Kondratiev, economistas, eles são flutuações na atividade econômica ao longo do tempo, geralmente compreendendo suas fases recorrentes, de expansão e contração.

Ciclos Climáticos – Estudados por Milutin Milankovitch, cientista sérvio, eles são padrões repetitivos no clima da Terra, influenciados por fatores naturais e humanos. Por exemplo: Os ciclos de El Niño e La Niña, que afetam padrões climáticos globais.

Ciclos Biológicos – Principalmente estudados por Karl von Frisch, biólogo que observou e anotou os ciclos de vida e comportamentos dos animais, como a dança das abelhas e a migração de aves. E, também, provocou estudos sobre os ciclos de sono, ciclos menstruais e ciclos de vida de plantas e animais.

Ciclos Históricos – Observados por Arnold Toynbee, um historiador que estudou os padrões cíclicos da ascensão e queda das civilizações, ao longo do tempo. Exemplos: Ciclos de ascensão e queda de impérios, ciclos de guerra e paz e seus efeitos, nas mudanças geopolíticas e na evolução de culturas e sociedades.

Como vimos, a científica teoria dos ciclos ajuda a compreender e prever padrões futuros com base na observação de padrões passados. Isso pode ser particularmente útil para planejar ações preventivas ou maximizar oportunidades.

Ciclos Siderais – A Astrologia pode ser considerada uma forma de estudo científico de ciclos siderais, embora admitamos que ela é, geralmente, mal vista como uma prática esotérica e pseudocientífica, em contraste com as teorias dos ciclos econômicos, climáticos, biológicos e históricos, que são baseadas em evidências científicas e observacionais. Mas, pelos argumentos aqui apresentados, talvez o esclarecido leitor ajuste seu modo de pensar sobre Astrologia.

6.000 anos de Astrologia

Astrologia vem da longínqua Antiguidade no nosso planeta. Povos antigos como os caldeus, egípcios e gregos já observavam o céu a olho nu e usavam instrumentos rudimentares para medir as posições dos astros.

Trago, aqui, para meus pacientes leitores, um resumo das principais etapas vividas pela Astrologia:

Origens Antigas – A astrologia tem suas raízes na antiga Mesopotâmia, por volta do IV milênio a.C. Os sumérios foram os primeiros a registrar observações dos céus e a associar eventos celestes a acontecimentos terrestres. Os babilônios, que sucederam os sumérios, desenvolveram a astrologia de forma mais sistemática, criando os primeiros horóscopos e dividindo o céu em doze signos do zodíaco.

Antiguidade Clássica

A astrologia se espalhou para o Egito, onde foi influenciada pela astronomia egípcia. Os gregos, especialmente durante o período helenístico, também adotaram a astrologia e a integraram com suas próprias tradições filosóficas e científicas. Cláudio Ptolomeu, um astrônomo e astrólogo grego, escreveu o “Tetrabiblos”, um dos textos mais influentes sobre astrologia.

Idade Média

Durante a Idade Média, a astrologia floresceu no mundo islâmico, onde estudiosos árabes preservaram e expandiram os conhecimentos astrológicos dos gregos e babilônios. Na Europa, a astrologia também era praticada, embora muitas vezes fosse vista com desconfiança pela Igreja.

Renascença

A astrologia experimentou um renascimento durante o período renascentista na Europa. Muitos intelectuais e cientistas, incluindo Johannes Kepler, estudaram astrologia e astronomia simultaneamente. No entanto, à medida que a ciência moderna se desenvolvia, a astrologia começou a ser vista como uma pseudociência.

Portanto, observemos que, na Antiguidade e na Idade Média, astrologia e astronomia eram quase inseparáveis, sendo ambas consideradas partes do conhecimento científico. O estudo dos astros servia tanto para entender o movimento celeste quanto para prever eventos terrenos, como colheitas, saúde ou política.

Tempos Modernos

Hoje, apesar de ser relegada ao segundo plano como ciência, a astrologia ainda é popular em muitas culturas e continua a influenciar a vida de muitas pessoas. A astrologia moderna se concentra principalmente em horóscopos pessoais e na interpretação dos mapas astrais de países. No Youtube, são inúmeros os astrólogos brasileiros, alguns excelentes como Aline Maccari, Débora Mechica, Mamy Sandra Neves, Carlos Hollanda, Mariane Chagas e Carlos Harmitt.

Dedique 15 minutos de seu dia para ouvir um deles, dando conselhos para você encarar a conformação dos astros que, às vezes, está boa, mas também pode ameaçar o seu sossego. Afinal, saber sobre nosso futuro sempre foi um sonho acalentado por todos nós.

Mapa Astral do Brasil – nascimento: 7/9/1822

5 respostas a “O MILENAR ESTUDO DA INFLUÊNCIA DOS ASTROS”

  1. Avatar de Maria Betânia Dorea
    Maria Betânia Dorea

    Muito interessante!!

  2. Avatar de Luiz Antonio Bastos

    6 mil anos não é pouco para manter em evidência a astrologia, que, de certa forma, todos já ouviram falar e muitos praticam

  3. Avatar de Arlene Silva
    Arlene Silva

    Otimo, Astrologia é meu GPS!

  4. Avatar de genuinebd134a63aa
    genuinebd134a63aa

    Muito bom!

  5. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Bom entender o céu que nos influencia

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