Governo avança para derrubar preços dos alimentos

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,4% em 2024, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje (7). Em termos nominais, totalizou R$ 11,7 trilhões no ano. O dólar está caindo rapidamente, chegando a R$5,75. Estamos caminhando, com os estímulos às indústrias, para o pleno emprego. Nesse contexto macroeconômico altamente favorável (e cito apenas três fatores), a oposição no Brasil, representada pela extrema-direita bolsonarista, alardeia nos seus “gabinetes do ódio” que o preço dos alimentos está descontrolado e que o Lula não tem palavra, porque disse que ia melhorar a vida dos brasileiros e isso não está acontecendo.

Pois, sim, essa narrativa será derrubada. A jornalista Miriam Leitão divulgou, em matéria do jornal O Globo, que o Brasil terá safra recorde em 2025 e que, além disso, o governo discute medidas pontuais com todos os setores produtivos. É certo, então, que os preços devem se acomodar com essa movimentação assertiva do Governo Lula. Avaliação com a qual concordo inteiramente, dadas a prontidão e a ação incisiva do staff governamental nesse passageiro episódio. Mas, Lula já advertiu que pode adotar outras medidas, se forem necessárias.

Vejam quantas ações já foram definidas, na primeira reunião. O Governo Federal irá zerar tributações, subsidiar estados, fortalecer os estoques reguladores e ampliar a  fiscalização sanitária para conter alta dos alimentos. Veja detalhes:

– Alíquota de importação zerada para: óleo de girassol, azeite de oliva, sardinha, biscoitos, café, carne, açúcar, milho, massas alimentícias.

– Tributos federais zerados para itens da Cesta Básica

– Subsídios para que estados reduzam ICMS sobre a Cesta Básica

– Fortalecimento da CONAB e estoques reguladores

– Estímulo à produção de alimentos da Cesta Básica no Plano Safra

– Estímulo à publicidade dos melhores preços

– Aumento da fiscalização sanitária municipal, para que ela sirva, no nível nacional, por 1 ano, para leite, mel e ovos.

Reuniões sucessivas com o setor produtivo

Nessa maratona de entendimentos, em clima democrático, o Governo Federal está promovendo reuniões sucessivas para lidar com o preço dos alimentos, atualmente tido como uma das âncoras da popularidade do governo. Começaram essa rodada de reuniões, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB-SP) se reuniu com Rui Costa, da Casa Civil (PT-BA), Carlos Fávaro, da Agricultura (PSD-MT), Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário (PT-SP), Sidônio Palmeira, da SECOM, além de dois representantes da Fazenda.

Antes, durante um almoço, Lula se encontrou com os ministros, em preparação para a reunião sobre o tema, que aconteceria à tarde. Os ministros receberam representantes do comércio e da cadeia de produção de alimentos, como executivos de biocombustíveis, carnes, ovos, açúcar e álcool, óleos vegetais, supermercados e atacadistas, comércio e indústria alimentícia.

O governo estava determinado a resolver o problema e decidiu convocar entidades que representam setores importantes da economia para uma série de reuniões, a fim de discutir ações que possam baratear o preço dos alimentos. Essas conversas estão se estendendo e devem ter continuidade na Casa Civil, ao longo da semana que vem. O presidente Lula deverá receber um relato detalhado da primeira rodada de encontros e conduzir ele próprio, no Palácio do Planalto, novos encontros com ministros e auxiliares próximos.

Primeiro encontro foi um sucesso

Na reunião de quinta-feira, compareceram empresários do setor de alimentos. Em suma, os empresários comunicaram ao governo que a safra de 2025 será recorde e derrubará os preços. Bastava esse resultado para que a direita ficasse sem argumento, nas suas falácias e fake-news.

Ainda segundo o comentário de Miriam Leitão, “a inflação dos alimentos é uma das principais preocupações do governo Lula, e a queda nos preços é considerada fundamental para retomar a popularidade do presidente”. Nas reuniões desta quinta, o objetivo era obter um diagnóstico preciso da situação e identificar soluções que pudessem ajudar a controlar os preços, sem depender de intervenções diretas do governo. Esse objetivo foi atingido. Os ministros discutiram, também, medidas pontuais para baixar o preço de determinados produtos.

Haddad liberou o Plano Safra

A principal medida pontual do governo foi a decisão do ministro Fernando Haddad, de garantir os recursos do crédito rural, do Plano Safra, que haviam sido suspensos devido à falta de aprovação do Orçamento de 2025 no Congresso.

Vale lembrar que o governo Lula tem feito muito pelo agro, mas também pelos pequenos e médios produtores de alimentos. Lançou os maiores Planos Safras dos últimos anos e liberou o desta safra, ontem mesmo, no valor de R$475,56 bilhões. A agricultura empresarial, formada por médios e grandes produtores, deverá contar com R$ 400,58 bilhões e à agricultura familiar serão destinados R$ 74,98 bilhões. O valor total, oficializado para o ciclo em curso, representa um aumento de 9,12%, em relação ao total anunciado no Plano Safra 2023/24.

É bom recordar, também, que, no governo Bolsonaro, nada foi feito de bom para o agro, e até teve um período em que o Plano Safra nem sofreu reajuste.

Por outro lado, agora já sabemos que teve gente do agro que queria financiar o golpe de estado e que já estão sendo investigados pela Polícia Federal. Esses nomes, já identificados, deverão ser processados como grandes responsáveis pelo golpe e pelo plano de assassinatos de Lula, Alexandre de Moraes e Alckmin.

Preços vão ter que baixar

Portanto, voltando à questão dos preços dos alimentos: ao longo dos meses, vamos sentir sua redução. Ao final da reunião, foi informado, ainda, que o ministro Carlos Fávaro poderá intervir, caso a situação volte a ameaçar o poder de compra dos brasileiros. Essas intervenções pontuais devem baratear os preços do café e encontrar soluções na questão dos ovos, produtos que sofreram muito com a queda de safra no mundo todo. Em ambos os casos, os produtores exportam muito caro e ignoram os problemas internos de abastecimento no Brasil. O presidente Lula quer acompanhar tudo isso. A carne já baixou nesses meses e vai continuar baixando, após conversa com exportadores do produto.

Detalhes da primeira reunião foram omitidos pelas fontes, mas, certamente, devem ter conversado sobre as denúncias (filmadas) de que fazendeiros estão jogando fora alimentos para forçar o aumento de preço. Nada vazou a respeito.

Enfim, este post é uma palavra de otimismo sobre um tema que vem sendo tratado de forma polarizada e inconsequente. Apostando no diálogo, o Governo Lula avança em mais esta frente de “combate” à elevação do custo de vida dos brasileiros. E sua popularidade vai voltar a subir.

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