
Bom início de semana, querid@s leitor@s! Vocês devem ter notado que os poemas de hoje ganharam um novo título, aqui no Ângulo e Foco. É que fui selecionar alguns da pasta Angola e verifiquei que todos são muito intimistas. Ficam postos de lado, enquanto trago alguns outros rasgos de não-prosa. Espero que gostem. Esse primeiro adaptei agora a uma liderança atual do norte, pois, na origem, foi escrito pensando num antecessor similar: Rê-gã. O segundo busca ilustrar o período em que passei dando aulas de Pragmática e Análise do Discurso, no Cefojor – Centro de Formação de Jornalistas de Angola.
Dá um trampo…
Não se ufanem nem se assustem
Com o louco vôo
Do morcego que dormia
Nas coxias da Broadway.
Mas cuidado,
ele chupa sangue
se proteja,
ele tira o couro
não vacile,
ele rouba ouro
de qualquer um que seja.
Ele ri e geme como lobo louco
ruge e vibra quando há estouro
mas já dançou rumba e calipso
cavaleiro do apocalipse
que não tarda a ruir,
calar, sucumbir, fenecer.
Do horizonte ao infinito
azuis e mais azuis
amarelados, lilazes, vermelhos
Do horizonte até aqui
os pássaros têm onde voar.
Pousando pombos e pardais
da paz no verde que desejar.
Pra ver, respirar, contemplação
que alimenta.
E de lá dos confins, lá no Norte,
a rapina torpe das coxias
dos camonibóis caretas de
Hollywood quer botar fogo
nos bananais. Pisar de
bota e esteira nos nossos quintais.
Arara, acauã, arapuca
Te seguram pela nuca
Te enxotam e chutam por trás.
—
A turma do Cefojor
O alegre encantamento do instruir, do educar
Amorosamente poder dar e, pode acreditar,
Fremir por dentro, vibrar, bulir c’ o a mente
Do irmão, prazenteiro, do pós-lusitano além mar.
Instigados pela Pragmática disciplina, analisamos,
Vocábulos, semânticas, ética, ideologias
Inteligência, emoção, espírito, piadas, exemplos
E no entremeio, inquirições, largos sorrisos, integramos.
Sina, missão? Prazer, satisfação?
Exercício, teste, prova, sensação
Rebuliço, nervosismo, frisson
Traduzidos no dialeto da animação.
—

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