

Foto: Michell Thompson GOVBA
Professor e ex-secretário de Educação, a trajetória de Jerônimo como governador teria mesmo que se destacar nessa área. Autodeclarado indígena e ex-docente da rede universitária estadual, Jerônimo Rodrigues Souza foi eleito, em 2022, o 52º governador da Bahia e, desde então, o setor vem merecendo a prioridade devida. Esta semana, três notícias vieram para comprovar que o estado nordestino está decolando na Educação:
1 – Em feito inédito, estudantes baianos participam de competição da Nasa, nos EUA; 2 – Projeto de estudantes da rede estadual é selecionado para o Festival Nacional Sesi Robótica, em Brasília; e 3 – O Conselho Estadual de Educação-BA dialoga sobre o programa Bahia Alfabetizada e reforça compromisso com a garantia do direito à leitura e à escrita. Qualquer que seja o nível de escolaridade, o Governo estadual está atuando com firmeza para projetar, ainda mais, a fama de inteligente do povo baiano.
Convidados a participar do Nasa Human Exploration Rover Challenge (HERC) – uma das principais competições de engenharia da Agência Espacial Americana -, estudantes dos cursos técnicos em Mecatrônica e Eletromecânica do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) da Região Metropolitana de Salvador, localizado em Camaçari, estão representando a Bahia e a Região Nordeste no evento, desde o último dia 4.
A disputa, realizada no Centro Espacial e de Foguetes, em Huntsville, no Estado do Alabama, Estados Unidos, desafia equipes de todo o mundo a projetar, construir e operar veículos (rovers) de exploração espacial, enfrentando terrenos acidentados, semelhantes aos da Lua e de Marte.
O projeto baiano, proposto pela educadora social Aliane Grei, é executado pela União das Organizações Sociais e Culturais de Camaçari (UOSCC), com a colaboração de diferentes instituições parceiras, incluindo o Cetep. Esta é a primeira vez que uma equipe de estudantes da Região Nordeste é selecionada para a competição, na modalidade Remote Controlled (RC), utilizando um veículo projetado por eles. Após a competição, seguirão, entre os próximos dias 15 e 19 de abril, para uma imersão acadêmica na Universidade de Maryland, onde fazer experiências nos laboratórios de Tecnologia, Engenharia e Sustentabilidade.
Composta por 11 estudantes, a equipe, intitulada “Expedição Bahia Nasa 2025”, tem nove alunos do Cetep e dois de escola privada. Os participantes da rede estadual de ensino são Ana Luiza Santana, Dara Santos, Débora Lima, Felipe Silva, Gabriel da Cunha, Gustavo Santos, Leandro Moraes, Lyriel Santana e Murilo Bastos.
Gabriel, de 17 anos, que faz o curso técnico em Mecatrônica, está com grande expectativa para a competição: “Ter uma experiência como esta, fora do Brasil, é algo incrível que estou muito ansioso para vivenciar. Este projeto será um divisor de águas para todos os estudantes do grupo”, comentou, animado.
O professor do Cetep Michell Thompson, explicou que, para participar da competição, o projeto foi submetido no site na Nasa e, logo depois, a equipe passou por duas seleções: “Na última seleção, os engenheiros viram a capacidade técnica dos estudantes, capazes de entregar, realmente, o protótipo. Então, fomos selecionados para a etapa final, uma oportunidade fantástica para os alunos, mostrando que, de nossas escolas técnicas estaduais da Bahia, saem projetos e profissionais capacitados para diversas esferas do saber”.

Foto: Marlene Oliveira/SEC
Outra equipe baiana no Festival Nacional Sesi Robótica
Projeto de estudantes da rede estadual de ensino foi selecionado para o importante evento, que aconteceu em março, em Brasília. Os cinco estudantes, do 2º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos, no Bairro da Paz, em Salvador, participaram do Festival, promovido pelo Serviço Social da Indústria e considerado o maior evento de robótica educacional do Brasil.
Os alunos, da equipe Flash Light, representaram a Bahia com o projeto Tyfon que, na Etapa Regional, foi classificado entre seis concorrentes para a Etapa Nacional. O trabalho escolar consiste em um protótipo de simulador projetado para alertar animais marinhos sobre áreas de risco e embarcações, evitando acidentes que possam causar danos ou morte.
O Colégio Estadual Mestre Paulo dos Anjos foi representado por João Paulo de Santana, Juliana Silva da Encarnação, Paulo Bernardo Santana dos Santos, Sophia da Silva do Amor Divino, Caíque de Jesus Silva, Maria Eduarda dos Santos Santiago e Arley dos Santos Lima (técnico suplente). Sophia, de 14 anos, disse que participar do Festival “foi uma experiência incrível porque representou uma oportunidade de mostrar nosso projeto e nossas habilidades em Robótica, além de uma chance para aprender com outros estudantes e especialistas da área”.
Seu colega João Paulo de Santana, 15 anos, concorda e já pensa no seu futuro profissional: “O festival foi uma oportunidade muito boa para aprender de forma descontraída, num evento de peso. Além do prestígio que foi representar o Estado da Bahia em uma competição desse nível”, destacou. O Festival Nacional Sesi Robótica reúne estudantes de todo o país para competir em diferentes modalidades e classifica equipes para a competição internacional First.
Objetivo nobre do Tyfon
O projeto apresentado no evento – o Tyfon – tem como propósito preservar a vida de animais marinhos ameaçados. “Como o oceano é um ecossistema delicado, o menor problema pode gerar um dano catastrófico. Quando a tripulação de uma embarcação vê a aproximação de um animal marinho, a ação imediata é fazer ruídos e gerar frequências, ligando o motor da embarcação no neutro, ou batendo na água para o animal reconhecer a presença de um obstáculo”, explicou a professora de Química e técnica da Equipe de Robótica do Mestre Paulo, Marlene Alves Costa Oliveira.
A ideia era criar um protótipo que reproduzisse os sinais que os animais percebem, com formato de boias flutuantes. A estrutura foi modelada em impressora 3D e incluídas outras adaptações como mini-placas solares. Para isso, foi utilizada uma placa de arduíno para o funcionamento do sistema elétrico, composto por componentes como vibracall.
Pois é isso: A Bahia e os baianos nunca passam despercebidos. Seja na forma de conduzir as políticas públicas de Educação com qualidade e modernidade, desde os primeiros anos até o nível superior, seja no alto nível de aproveitamento do alunado baiano, que o destaca, dentro e fora do nosso estado. Mas, fiquemos atentos para que os avanços sejam permanentes, gerando conhecimento agora e no futuro. Assim, poderemos sempre colher tecnólogos de ponta, enquanto atingimos o analfabetismo zero.

Helaine Pereira de Souza e o professor Roberto Gondim. Foto: Ascom/CEE-BA
Conselho Estadual de Educação atento ao programa Bahia Alfabetizada
Enquanto nossos jovens estudantes despontam para grandes carreiras nacionais e internacionais, os zelosos conselheiros reforçam o compromisso do Estado com a garantia do direito à leitura e à escrita.
O Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA) recebeu, terça-feira (8), no Plenário Iracy Picanço, a apresentação do programa Bahia Alfabetizada, política estratégica da Secretaria da Educação do Estado, voltada à superação dos déficits de alfabetização nas redes públicas baianas. O diálogo com conselheiros foi conduzido pela superintendente de Políticas para a Educação Básica, Helaine Pereira de Souza, numa escuta atenta e reflexão crítica sobre os rumos da alfabetização no estado, além de articulação institucional.
O Bahia Alfabetizada foi inspirado e articulado com o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e também reafirma a responsabilidade do Estado na garantia do direito à alfabetização plena até o final do 2º ano do ensino fundamental, e direciona esforços também para a recuperação das aprendizagens dos estudantes do 3º, 4º e 5º anos, duramente afetadas pelos impactos da pandemia.
Entre as ações do programa estão: o regime de colaboração e corresponsabilização entre Estado e municípios; o uso de materiais didáticos e pedagógicos específicos; investimentos em infraestrutura física e tecnológica; formação continuada para professores alfabetizadores; além da pactuação de metas com acompanhamento e avaliação periódica dos resultados.
Helaine reforçou, ao apresentar a arquitetura do programa, que as ações não se restringem ao campo pedagógico, mas integram uma estratégia de cooperação federativa e de reestruturação da alfabetização em regime de colaboração. “Alfabetizar na idade certa é uma urgência pedagógica e política. O Bahia Alfabetizada reconhece os territórios, valoriza os educadores e busca atuar com intencionalidade onde mais se precisa”.
Para Helaine, estar nesse espaço do Conselho Estadual de Educação, que é tão representativo e que possui uma função tão importante e estratégica para a educação, é um indicativo do potencial desse Programa, de quanto ele pode ganhar força, capilaridade e notoriedade, pactuando com esses sujeitos e agentes importantes para a Educação do Estado. “Contamos com Conselho para garantir que todos os baianos sejam alfabetizados na idade certa, tanto na regulamentação como na implementação do programa Bahia Alfabetizada nos 417 municípios do estado”.
Ao final da apresentação, os conselheiros promoveram um debate qualificado sobre as diretrizes do programa, sua relação com as normativas do Sistema Estadual de Ensino e os caminhos possíveis para o monitoramento pedagógico e a avaliação de resultados, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.
O presidente do CEE-BA, Roberto Gondim, classificou o programa como um passo decisivo, um ponto de partida para todas as aprendizagens que precisa ser tratado como prioridade absoluta. O líder dos conselheiros assumiu o compromisso de acompanhar, orientar e zelar para que o Bahia Alfabetizada se traduza em efetiva transformação na vida das crianças baianas.
“O desafio da alfabetização – afirmou – é um compromisso com a equidade, com a dignidade e com a soberania de um povo. Não apenas deve corrigir desigualdades históricas, mas também instaurar uma nova cultura de gestão e de valorização dos profissionais da educação, transformando a política em prática viva nas escolas e respeitando a diversidade das nossas infâncias. Um compromisso com o futuro”.
Falou e disse, professor Gondim!
– – –

Deixe uma resposta