Polinização e meio ambiente

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Chapada Diamantina é área-piloto internacional

Terminou hoje uma importante reunião que focaliza a preservação ambiental como fator fundamental para a polinização e reprodução de biomas. A Chapada Diamantina, referência em diversidade biológica e importância para a produção agrícola na Bahia, foi selecionada como a área-piloto do Projeto PoliLAC no Brasil.

Como todos sabem, a polinização é essencial para a manutenção dos ecossistemas, garantindo a reprodução de plantas, a diversidade genética e a produção de alimentos. É essencial para os serviços ecossistêmicos, para a sustentabilidade agrícola e para a saúde dos ecossistemas. Ela sustenta cadeias alimentares, preserva habitats e contribui para a estabilidade climática. Sem polinizadores, como abelhas e borboletas, muitos sistemas naturais entrariam em colapso, afetando toda a biodiversidade.

A Chapada Diamantina, localizada no estado da Bahia, possui uma área total estimada entre 38.000 km² e 41.994 km², dependendo da fonte. Esse território é caracterizado por uma rica diversidade de biomas, incluindo: Caatinga – Predominante na região, com clima semiárido e vegetação adaptada a solos rasos e pedregosos; Cerrado – Presente em áreas de campos rupestres, com vegetação típica de savanas; e Mata Atlântica – Encontrada em pequenas ilhas de floresta tropical, especialmente em áreas mais úmidas.

Essa diversidade ecológica faz da Chapada Diamantina um verdadeiro tesouro natural, agora voltado para o aumento da produtividade agrícola, através da preservação e da polinização.

5 países latino-americanos unidos na missão

Representantes dos cinco países parceiros da iniciativa (Brasil, Costa Rica, México, Paraguai e Peru) estiveram nos três dias de reunião, em Brasília (DF), na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), para a 1ª Oficina de Seleção de Áreas de Atuação e Planejamento Operativo Anual (POA).

Um dos principais objetivos da oficina foi a consolidação de estratégias para a conservação dos insetos polinizadores. Nessa linha, a escolha da Chapada Diamantina se destaca, considerando sua rica diversidade de espécies e o seu papel crucial na manutenção dos ciclos naturais e na produção de frutas e plantas nativas.

Estiveram reunidos, também, representantes da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) com a colaboração de instituições como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a Sociedade Alemã para Cooperação Internacional (GIZ), a Fundação de Apoio à Cultura, Ensino, Pesquisa e Extensão de Alfenas (FACEPE) e a Rede Brasileira de Interação de Planta-Polinizador (REBIPP).

A participação da Sema e do Inema é fundamental nesta iniciativa. A coordenadora de Gestão da Biodiversidade do Inema, Mara Angélica dos Santos, destaca que “isso representa o comprometimento estadual com a preservação dos polinizadores”. Segundo ela, “o papel da Sema e do Inema é o de contribuírem com os objetivos do projeto de conservação da biodiversidade e a produtividade, de forma integrada com as populações locais, sejam elas comunidades indígenas, quilombolas e de pequenos produtores locais da Chapada Diamantina”.

Durante os três dias de encontros, os participantes trabalharam na validação da metodologia de seleção e monitoramento dos polinizadores na Chapada, utilizando dinâmicas colaborativas como o “World Café” para a troca de conhecimentos e experiências. A programação do evento incluiu desde a apresentação dos objetivos e indicadores do projeto, passando pelo debate sobre o contexto local da Chapada e os cenários que embasarão as estratégias de atuação, até a elaboração e validação do Planejamento Operativo Anual para 2025, que se estenderá até dezembro de 2028.

PoliLAC. O que significa?

Financiado pelo Ministério Federal do Meio Ambiente da Alemanha (BMUV) e pela Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), o Projeto PoliLAC visa a reforçar a proteção dos polinizadores e ampliar os serviços de polinização, beneficiando diretamente a biodiversidade e os meios de subsistência das comunidades. A escolha da Chapada Diamantina como área-piloto ressalta o compromisso de aproximar teoria e prática, promovendo ações integradas que aliam conhecimento técnico a experiências locais.

A polinização é essencial para a reprodução de plantas, produção de alimentos e conservação da biodiversidade terrestre, mas os polinizadores enfrentam ameaças como perda de habitat, uso de pesticidas e mudanças climáticas.

O Projeto PoliLAC – ou “Ação Regional para Melhorar a Proteção dos Insetos Polinizadores e os Serviços de Polinização na América Latina e no Caribe” – é uma iniciativa que busca promover a conservação de insetos polinizadores e seus serviços ecossistêmicos. Ele envolve a colaboração entre governos, organizações não governamentais e outros atores de todos os países associados.

O projeto tem como objetivos principais:

– Proteger ecossistemas naturais e adaptar sistemas produtivos para salvaguardar os serviços de polinização.

– Fortalecer a gestão do conhecimento regional e promover políticas públicas voltadas à conservação.

– Implementar práticas amigáveis aos polinizadores em paisagens selecionadas.

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3 respostas a “Polinização e meio ambiente”

  1. Avatar de Carlos .
    Carlos .

    Polinização, E tecnologia,VIVA O BRASIL ,DO MELHOR GOVERNO QUE FAZ ACONTECER PARA UM BRASIL MELHOR,VIIVA AO GOVERDO DO PRESIDENTE LULA, É SUA ÉQUIPE.

  2. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana

    muito bom

  3. Avatar de genuinebd134a63aa
    genuinebd134a63aa

    Que maravilha!!!

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