Órgãos estaduais discutem ações de combate à estiagem


Alinhamento de ações estaduais. Foto: Feijão Almeida/GOVBA
No momento, já são 89 as cidades com decreto de emergência pela estiagem, conforme revelou notícia da repórter Milena Fahel, do GOVBA. O governador Jerônimo Rodrigues, convocou secretários estaduais de pastas que compõem o Comitê de Convivência com o Semiárido na Bahia para uma reunião, quinta-feira (17), no seu gabinete, em Salvador, a fim de alinhar as ações, elaboradas em conjunto com o Inema e a Defesa Civil, visando a mitigação dos efeitos da seca nos municípios baianos.
O superintendente da Defesa Civil da Bahia, Heber Santana, explicou que foi feita uma avaliação preliminar da estiagem, com chuvas abaixo da média esperada em alguns municípios e está sendo elaborado um planejamento conjunto, com ações de emergência, de médio e de longo prazo.
“Esse período é tradicional de chuvas na região do semiárido. As chuvas têm ocorrido abaixo da média e a expectativa é que isso se prolongue. Então, as soluções emergenciais vão desde a distribuição de cestas básicas, que já foram iniciadas, até apoio, junto ao Governo Federal, para a distribuição de água em carro-pipa e de alimentação animal”, elencou. Por meio do Bahia Sem Fome, já foram distribuídas 7.940 cestas.
As respostas de longo prazo à estiagem terão como principal medida a garantia de infraestrutura hídrica, com instalações de cisternas, barragens, implantação de campos de palmas forrageiras – planta resistente à seca, que serve à alimentação de animais em regiões semiáridas. Além de recatingamento para restauração de áreas degradadas da vegetação nativa.
“Investimentos importantes estão sendo empenhados, especialmente em barragens. Algumas intervenções já ocorreram. Tivemos esse ano a entrega da primeira etapa da adutora da Fé, por exemplo. Ao final de toda a obra, mais de 100 mil pessoas serão atendidas”, lembrou Santana.
Outras ações estão previstas para a segurança alimentar, operações de combate a incêndios, reforços nas unidades básicas de saúde e estratégias específicas para mitigar os efeitos da seca sobre a população, como o aumento de doenças respiratórias e a escassez de água potável.
Dez dias antes, o governador Jerônimo Rodrigues esteve em Brasília para tratar do mesmo assunto, a estiagem na Bahia.

O governador Jerônimo e o staff da Bahia, em conversa com o ministro Waldez Góes. Foto: Aiache-GOVBA
Bahia tem plano de ações emergenciais
Conforme matéria do repórter Eduardo Aiache/GOVBA, ficamos sabendo que o Governo da Bahia, em Brasília, apresentou um plano com ações emergenciais e estruturantes de combate à estiagem no estado. O governador Jerônimo Rodrigues participou, no dia 9, de uma audiência estratégica com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, técnicos da Defesa Civil Nacional e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, parlamentares e prefeitos baianos para discutir os impactos da estiagem prolongada que atinge o estado. O encontro aconteceu na Sala de Monitoramento da Esplanada dos Ministérios e teve como foco a articulação de medidas emergenciais e estruturantes para enfrentar os efeitos da seca.
Uma semana depois, já estava conversando com os secretários para implementação desse plano.
“A situação da seca exige respostas urgentes e coordenadas. Não se trata apenas de ações emergenciais, mas de estratégias estruturantes que garantam segurança hídrica e dignidade às famílias que vivem no semiárido. Reiteramos, em Brasília, a importância de um pacto nacional para fortalecer as políticas públicas voltadas para o enfrentamento da estiagem”, revelou Jerônimo.
Quase 90 municípios baianos enfrentam situação crítica, devido à ausência prolongada de chuvas, o que tem provocado prejuízos severos à agricultura familiar, comprometido o abastecimento de água e afetado diretamente comunidades rurais. A audiência reuniu ainda lideranças políticas e técnicas para alinhar soluções conjuntas entre União, estados e municípios.
A comitiva da Bahia destacou a gravidade do cenário e reforçou a necessidade de ampliar o apoio federal para ações emergenciais como abastecimento por carros-pipa, perfuração e recuperação de poços, distribuição de cestas básicas e alimentos para animais, além de investimentos em infraestrutura hídrica. O objetivo é garantir suporte imediato às populações mais afetadas e, ao mesmo tempo, construir soluções sustentáveis de convivência com o semiárido.
O Governo da Bahia foi representado pelos secretários Adolpho Loyola (Relações Institucionais), Afonso Florence (Casa Civil), Osni Cardoso (Desenvolvimento Rural), o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, e a coordenadora do Escritório de Representação do Governo da Bahia em Brasília, Elisabete Costa.
Entre os prefeitos presentes, estavam Emanoel da Farmácia (Abaré); Bergue de Josias (Macururé), Dilan Oliveira (Chorrochó); Emanuel Rodrigues (Rodelas); Murilo Bomfim (Curaçá); Elton Carlos (Santa Brígida); e Professor Edmilson (Botuporã).
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