
Xi Jinping e Lula. Agência Brasil
O Presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva é um dos dirigentes mais respeitados e requisitados do mundo, neste momento. Reconhecido como verdadeiro estadista pela maioria dos países, tem voz ativa quando trata de justiça social, meio ambiente, pacificação, economia, política… e por aí vai. Isso enche de orgulho os brasileiros que, agora, não são mais conhecidos como uma nação de segunda categoria. Essas afirmações ficam fáceis de comprovar, quando damos uma olhada na impressionante agenda de visitas internacionais que Lula tem programadas para este ano.
O presidente tem uma agenda internacional intensa, prevista para os próximos meses de 2025, mas acaba de incluir uma viagem ao Vaticano para o funeral do Papa Francisco. A data exata da cerimônia ainda será definida pelo Vaticano. A propósito, em homenagem ao pontífice, Lula decretou sete dias de luto oficial no Brasil.
Lula cuida de governar e acompanhar as dezenas de programas sociais que criou, mas não perde o foco internacional em fortalecer relações bilaterais, ampliar parcerias comerciais e participar de fóruns multilaterais. Já estão agendadas há tempos viagens que fará à Rússia e à China, os dois maiores parceiros políticos e econômicos do Brasil, com os quais estamos costurando o chamado ‘mundo multipolar’, através do BRICS+, este ano presidido por Lula.
Em meio às tensões globais, ampliadas pelo ‘tarifaço’ do presidente norte-americano, Donald Trump, Lula intensifica laços com China e Rússia que, certamente, darão ótimos frutos para a economia, a política e o desenvolvimento estratégico de nosso País.
Mundo ganha novo sistema de pagamentos
Antes de falar propriamente das visitas, umas palavrinhas sobre o BRICS Pay, novo sistema de pagamento do BRICS+ que facilitará a entrada de empresas russas e chinesas no mercado brasileiro. As empresas desses países estão altamente interessadas em entrar no nosso mercado, a partir dos níveis recordes de comércio mútuo, nos últimos anos. Especialistas brasileiros avaliam que o BRICS Pay contribuirá para o declínio da hegemonia do dólar e para a consolidação de um mundo multipolar. Esse sistema vai rivalizar com o antigo Swift, balizado no dólar, que está ameaçado pela política desencontrada de Trump.

Parceria Lula e Putin em dia de festa
Lula visitará a Rússia entre 8 e 10 de maio. A agenda inclui reuniões com autoridades russas e discussões sobre parcerias estratégicas. A visita ocorre em um contexto de busca por soluções pacíficas para conflitos internacionais e fortalecimento das relações bilaterais.
No dia 9 de maio, Lula estará em Moscou, ao lado de Vladimir Putin, para as celebrações dos 80 anos do Dia da Vitória Soviética na Segunda Guerra Mundial, marcando sua primeira visita oficial a Moscou, durante o atual mandato. São três os principais objetivos da visita:
O primeiro deles é o fortalecimento das Relações Bilaterais, na reunião com o presidente Vladimir Putin para discutir a ampliação da cooperação em áreas como comércio, energia e defesa. O segundo objetivo é conversar sobre a mediação brasileira de conflitos internacionais, especificamente no conflito entre Rússia e Ucrânia, com base na proposta brasileira de um “Grupo de Amigos da Paz”, que busca soluções diplomáticas para a guerra.
Porém, um tema que merecerá destaque será a preparação para o congresso anual do BRICS+, que será realizado no Brasil, em julho próximo. Os dois países vão alinhar suas agendas para a próxima Cúpula do bloco, visando a fortalecer a cooperação entre os países membros.
A proeminência do atual presidente brasileiro no contexto mundial, com essas visitas, reflete a nossa estratégia de diversificar parcerias internacionais, promover o desenvolvimento sustentável e assumir um papel ativo na diplomacia global. E Lula é o Mestre-Sala com Dilma Rousseff, presidente do Banco do BRICS, de porta-bandeiras.

Brasil e América Latina conversam com a China
Depois do trabalho na Rússia, em 12 de maio, Lula seguirá para Beijing, capital da China, onde participará do encontro da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com autoridades chinesas, visando a fortalecer as relações entre a China e os países da América Latina e do Caribe. O Fórum China-CELAC será sua terceira reunião com o presidente Xi Jinping, desde o início de seu mandato atual. Os principais objetivos do Brasil no encontro incluem quatro itens principais:
Ampliação da Parceria Estratégica, a fim de elevar a relação bilateral ao nível de “Comunidade de Futuro Compartilhado”, com foco em áreas como infraestrutura sustentável, transição energética, inteligência artificial, economia digital, saúde e aeroespacial. Atrair investimentos e construir projetos de Cooperação Econômica é um segundo objetivo que se concretizará com a assinatura de quase 40 atos internacionais em setores como comércio, agricultura, indústria, ciência e tecnologia, com destaque para o interesse chinês em investir em projetos brasileiros e vice-versa.
Uma terceira área de interesse do Brasil com a China é a de Projetos de Alta Tecnologia. Lula e comitiva irão discutir sobre o desenvolvimento conjunto de satélites, como o CBERS-6, para monitoramento ambiental, e possíveis parcerias na indústria de defesa e aviação.
Por fim, mas não menos importante, a articulação dos dois países na Diplomacia Climática e Global, através da coordenação de posições em fóruns internacionais como ONU, G20 e BRICS, além de atuação conjunta nas discussões sobre a reforma da governança global e iniciativas conjuntas para enfrentar desafios climáticos.

Reunião preparatória do BRICS+ de Belém. GOVBR
Outras Viagens Previstas para 2025
Não é pouca coisa não! Além das maratonas citadas acima, a agenda internacional prossegue.
França (junho): Visita de Estado para reuniões com o presidente Emmanuel Macron, visando fortalecer a cooperação bilateral e participação em conferência da ONU sobre oceanos em Nice, promovendo a cooperação em questões ambientais e climáticas.
Argentina (julho): Participação na 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires, com foco na integração regional e acordos comerciais, além de discussão de temas de integração regional e comércio entre os países-membros.
Estados Unidos (setembro): Lula da Silva vai discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, abordando temas como desenvolvimento sustentável, combate à fome e mudanças climáticas.
Malásia e Indonésia (outubro): Viagens planejadas para ampliar relações com economias emergentes e discutir questões ambientais.
África do Sul – Novembro – Participação na reunião de cúpula do G20 em Joanesburgo, debatendo estratégias para o crescimento econômico global e cooperação internacional.
Belém (Brasil) – Novembro – O presidente vai estar na capital do Estado do Pará, que será sede da COP30, conferência global do clima organizada pela ONU. Lula pretende utilizar o evento para pressionar países a apresentarem metas ambiciosas de redução de emissões e reforçar o compromisso do Brasil com a preservação da Amazônia.
Além dessas viagens, outras possíveis agendas incluem visitas ao Chile e à Colômbia, dependendo de convites e da evolução das relações diplomáticas.
Mais um motivo de tranquilidade para os brasileiros que, além de contarem, aqui dentro, com um “pai dos pobres” em Lula, contam também com um estrategista geopolítico refinado. Essas viagens refletem o sério compromisso do governo brasileiro em reforçar sua presença no cenário internacional, promovendo o diálogo multilateral e buscando parcerias estratégicas em diversas áreas.
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