LULA SALVOU YANOMAMIS DA EXTINÇÃO

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Fantástico confirma: Lula evitou o genocídio.

Foto: pintscreenGlobo

A jornalista Sônia Bridi, em sua terceira visita ao território Yanomami, se emocionou ao reencontrar uma garotinha da tribo que escapou da matança criminosa, promovida por garimpeiros. Hoje, graças a muito trabalho, esse predador está praticamente eliminado na terra indígena. Sônia pôde comprovar os bons resultados da intervenção maciça do Governo Lula na área, conforme registrou a revista Fórum e publicações oficiais.

Domingo (4), a repórter do Fantástico voltou, pela terceira vez desde 2022, ao território Yanomami, cravado na fronteira entre a Venezuela e o Brasil, no Estado de Roraima, e constatou que a política do governo Lula evitou o genocídio desses brasileiros.

Na matéria, Bridi relembrou o “cenário de guerra” que encontrou em 2023, constatou o sucesso da implantação das medidas emergenciais do Governo e se emocionou, em frente às câmeras (ver vídeo no final desse post), ao carregar no colo a mesma garotinha yanomami que ela própria levou para atendimento, na época.

“Ei, olha aqui como estou gordinha… Meu Deus do céu”, desabafou a jornalista, ao se deparar com a garotinha e a irmã, saudáveis, sabendo que, por muito pouco, elas não foram vítimas da chacina promovida pelo garimpo desenfreado na região, durante o governo do ex-presidente Bolsonaro.

Brasil tem respeito mundial

Esta semana foi divulgado: Com maior expectativa de vida, acesso à educação e renda, o Brasil sobe 5 pontos no ranking global de desenvolvimento humano. Aí está a prova estatística de que a realidade, agora, é outra e serve de orgulho para os brasileiros.

Em janeiro de 2023, quando assumiu seu terceiro mandato, Lula determinou, como uma de suas prioridades, o fim do genocídio imposto ao povo Yanomami, durante o governo de seu antecessor, que promoveu uma ‘liberação geral’ no garimpo, em áreas indígenas que deveriam ser protegidas pelo Estado.

Naquele triste período que vivemos, a invasão das terras levou à instalação de garimpos próximos às aldeias; poluiu com mercúrio e metais pesados os rios onde os indígenas matavam a sede e a fome com a pesca; e espantou os animais, outra fonte tradicional de alimento para os povos da região amazônica.

Lula encara com seriedade de estadista a questão indígena. GOVBR

Questão de Estado

Em janeiro de 2024, constatando o ritmo lento da recuperação, Lula ordenou que a preservação da vida dos Yanomami fosse tratada como “questão de Estado”. Lembremos o que o presidente falou, em reunião ministerial, naquele mês:

“Vamos tratar a questão indígena e a questão dos Yanomami como uma questão de Estado, ou seja, nós vamos ter que fazer um esforço ainda maior, utilizar todo o poder que a máquina pública pode ter, porque não é possível que a gente possa perder uma guerra para garimpo ilegal, para madeireiro ilegal, para pessoas que estão fazendo coisas contra o que a lei determina”, afirmou, acrescentando:

“Essa reunião aqui é para definir, de uma vez por todas, o que o nosso governo vai fazer para evitar que os indígenas brasileiros continuem sendo vítimas de massacres, do vandalismo, da garimpagem e das pessoas que querem invadir as áreas que estão preservadas e que têm dono e não podem ser utilizadas”, enfatizou Lula, ao anunciar investimento de R$ 1,2 bilhão nas ações permanentes e estruturantes na terra indígena.

Ponto para a Rede Globo

Foi muito bom o povo brasileiro poder testemunhar o grave problema e a chegada da solução. O programa dominical Fantástico, da Globo, continua sendo um dos programas de maior audiência da TV brasileira. Recentemente, ele bateu recordes de público, especialmente com reportagens especiais e novos quadros, como a série Trilhas da Mente do Dr. Drauzio Varella. No dia 6 de abril de 2025, o programa registrou 17,7 pontos de audiência em São Paulo e 19 pontos no Rio de Janeiro, consolidando-se como um dos mais assistidos da TV.

Trabalho detalhado e corajoso

Desde que assumiu o terceiro mandato, Lula e seu governo reduziram em 96,5% o garimpo no território Yanomami, destruindo cerca de R$ 369 milhões em equipamentos das organizações criminosas.

O diretor da Casa de Governo, Nilton Tubino – que comanda as operações com diversos agentes de todas as pastas federais -, contou que “a grande dificuldade hoje é que o garimpo mudou a sua metodologia. Antes você tinha o garimpo trabalhando próximo dos rios, nas cavas. Hoje, essa atividade se mudou para dentro da floresta, nos igarapés, o que alterou a dinâmica de trabalho”.

Mas, os bons resultados não param. As mortes por malária caíram 42%. Unidades de saúde improvisadas, que há dois anos atendiam mais de 100 indígenas, agora estão reestruturadas e atendem um contingente de cerca de 10%, já que muitos indígenas voltaram a caçar, pescar e plantar seus roçados com o fim do garimpo.

O médico Fábio Rivelino, do Mais Médicos, que atua na região, conta: “No primeiro mês que eu entrei na área, a gente tinha uma média de 100 a 130 pacientes ainda internados. Desde então, foi uma melhora, eu diria, que de uns 90%. A gente conseguiu reduzir isso tudo em um ano de trabalho”.

O porta-voz da tribo, Junior Hekurari, que havia chorado na primeira reportagem com a situação das crianças, agora celebra: “Da outra vez, eu chorei muito. Agora vemos crianças saudáveis, brincando e rindo. Fico muito feliz”, afirmou.

Ministro também comemora

Nas redes sociais, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou os bons resultados, publicando um trecho da reportagem. (Veja um trecho da postagem de Padilha no final deste post)

GOVBR

Quem são os Yanomamis?

A tribo Yanomami é um dos maiores povos indígenas relativamente isolados da América do Sul, com grande parte da sua população vivendo na floresta amazônica, na fronteira entre o Brasil (Roraima e Amazonas) e a Venezuela. Eles são caçadores-agricultores e possuem uma cultura rica em tradições e costumes, incluindo a arte plumária, a culinária baseada em alimentos locais e a crença na visão dos espíritos chamada tapirapé.

Até o fim do século XIX, os Yanomami mantinham contato apenas com outros grupos indígenas vizinhos. No Brasil, os primeiros encontros diretos de grupos Yanomami com não-indígenas ocorreram entre as décadas de 1910 a 1940. O contato permanente se intensificou a partir de 1960.

Vamos ver as características da sociedade criada por eles: na Cultura, possuem uma rica tradição oral, realizam várias cerimônias, incluindo as festas do reahu (funerais) e têm uma avançada arte plumária. Suas Crenças incluem acreditar na existência de espíritos (xapiripe) que podem ser vistos pelos xamãs, através do consumo de um rapé alucinógeno. Na sua Organização Social, vivem em aldeias interligadas, com uma estrutura social que varia entre os vários grupos.

Em verde, a área ocupada pelos Yanomami.

Detalhes do atendimento federal

O trabalho do governo brasileiro com o povo Yanomami tem focado em ações de socorro, proteção e recuperação, com destaque para o combate ao garimpo ilegal, a garantia de acesso à saúde e à alimentação, e o fortalecimento da autonomia dos povos indígenas.

No combate ao garimpo ilegal, foram realizadas operações de segurança, com o objetivo de retirar invasores, destruir a logística do garimpo e desativar equipamentos ilegais, como aeronaves, motores e antenas Starlink.

A fim de garantir a urgente assistência social e alimentar, tem sido feita distribuição de cestas básicas, kits de ferramentas e equipamentos para casas de farinha. Assim, foram garantidos o acesso à alimentação adequada e o retorno às atividades de cultivo das comunidades Yanomami.

Desde a chegada da equipe do Governo Lula, houve um significativo fortalecimento da Saúde Indígena. Foi reestruturada a assistência à saúde, com a reabertura de postos de atendimento, a criação de um hospital de campanha e a realização de mais de 21 mil atendimentos médicos, com o envolvimento de 960 profissionais.

Foi garantido, também, o apoio à Educação e à Cultura, através da educação bilíngue e intercultural, com a promoção da cultura e dos conhecimentos tradicionais do povo Yanomami. E ainda foi garantida a proteção dos Direitos Indígenas, desde os territoriais ao combate a crimes ambientais e de genocídio.

E, para resultados de mais longo prazo, foi implantado o fortalecimento da autonomia da tribo. O Governo fez investimentos em projetos de autonomia indígena, como a promoção da produção local de alimentos e a garantia do acesso a serviços de qualidade e permanentes, em saúde e educação.

Entrega de cestas básicas para os Yanomamis. Foto: FUNAI

Organizações e órgãos envolvidos

A fim de serem cumpridas as ordens do presidente Lula, foram mobilizados diversos órgãos federais: a FUNAI (Fundação Nacional dos Povos Indígenas), que ficou responsável pela gestão das políticas públicas para os povos indígenas, incluindo a proteção territorial e a garantia de direitos.

O Ministério da Saúde garantiu a assistência à saúde indígena, com a implementação de programas de prevenção e tratamento de doenças. O Ministério dos Povos Indígenas formulou e implementou políticas públicas para os povos indígenas, com foco na promoção dos direitos e da autonomia.

O Ministério da Defesa deu todo o apoio logístico para as ações de segurança e socorro, com a utilização da Força Nacional e das Forças Armadas. A Polícia Federal também teve importante atuação como responsável pela investigação e punição de crimes ambientais e de genocídio.

E, como sempre, justiça seja feita, outros órgãos e entidades completaram esse grande mutirão institucional: Ibama, ICMBio, Censipam, Anac, Anatel, ANP, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, entre outros.

Toda essa bem-sucedida mobilização só foi possível por causa de parceiros fundamentais – as Lideranças indígenas. Tem havido o envolvimento das lideranças indígenas na tomada de decisões e na implementação das políticas públicas.

Também atuam nesse bloco humanitário, algumas ONGs – Organizações Não-Governamentais. Elas deram apoio financeiro e técnico com a realização de campanhas de arrecadação e a promoção da conscientização sobre a situação dos Yanomami.

Entre as organizações internacionais se sobressaiu o apoio da UNICEF, na supervisão e coordenação dos serviços de atenção básica à saúde e nutrição para as crianças Yanomami.

Esse grande esforço de fraternidade tem dado importantes resultados: Houve redução significativa de áreas degradadas por garimpo ilegal; o fortalecimento da saúde indígena com a reestruturação da assistência e a redução da mortalidade infantil; aumento da autonomia dos povos Yanomami, com a promoção da produção local e o fortalecimento da cultura indígena; e trouxe também ações de socorro e assistência, que têm contribuído para a recuperação da população atingida.

Este post é uma homenagem a esse grande contingente de servidores públicos e humanitários, voltados para o resgate de uma comunidade – eu diria até sociedade – autóctone e de reconhecimento à posição de grande estadista do presidente Lula em todo esse episódio que, ao que parece, não está tão distante de se normalizar.

Junior Hekurari, porta-voz da tribo, se emocionou ao falar com a reportagem.

GOVBR

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2 respostas a “LULA SALVOU YANOMAMIS DA EXTINÇÃO”

  1. Avatar de
    Anônimo

    LULA, SEMPRE LUZ. OS INDÍGENAS SEMPRE LUZ. E VIVA OS YANOMAMIS, PROTEÇÃO DIVINA E INFINITA AO BRASIL E AO PLANETA.

  2. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Me sinto reconfortada e imploro a Deus que o genocídio palestino pare também!!

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