Corrida de aventura, balonismo e modalidades indígenas

Fotos: Ascom/Sudesb
A Bahia é mesmo uma terra abençoada. Quando menos se espera, um baiano brilha. Desta vez são equipes de três modalidades esportivas um pouco incomuns no ‘país do futebol’ – o balonismo, a corrida de aventura e os esportes dos povos originais que se mobilizaram para suar as camisas e galgar mais um degrau na escada da fama e do sucesso. Então, saudemos o desempenho dos atletas baianos que são alçados às disputas nacionais, por sua habilidade e determinação. Vamos acompanhar tudo até o final de semana, ou mais.
Baianos conquistam vaga para elite do balonismo
Com mais de cem balões na disputa, a equipe da Bahia venceu a categoria Balão Especial Shape no Festival Internacional de Balonismo de Torres, no Rio Grande do Sul, no último final de semana. Vale repetir: em Torres, considerada a capital nacional do balonismo, os baianos foram em busca do mundo bem mais divertido, mais competitivo, com o apoio do Governo do Estado.
O resultado foi brilhante. A equipe da Bahia, composta por três atletas, conquistou a categoria Balão Especial Shape no 35º Festival Internacional de Balonismo de Torres, evento chancelado pela Confederação Brasileira de Balonismo (CBB).
Esse resultado garante vaga para o time na elite nacional da modalidade e coloca a Bahia no mapa do balonismo. A competição – maior da América Latina –, no Parque Odilo Webber Rodrigues, iniciou na última quinta-feira (01) e seguiu até o domingo (04), em uma das principais cidades da prática esportiva. A disputa envolveu cerca de cem balões, mas incluiu uma festa com shows, gastronomia e atrações culturais. O 22º lugar geral e o primeiro na categoria Balão Especial Shape consagraram a equipe ao Campeonato Brasileiro de Balonismo e à Copa do Brasil de Balonismo.
Os membros gloriosos da tripulação foram Reginaldo Santos Souza, Rômulo Souza e Thiago Marcelino, que viajaram à costa gaúcha com passagens aéreas concedidas pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Reginaldo comemorou o apoio da autarquia estadual que ajudou no desempenho, no acesso e na participação na prova e falou do resultado:
“Nós participamos já pela terceira vez desse festival. A participação da equipe baiana de balonismo no festival é muito importante para o desenvolvimento do esporte na Bahia, gerando aprendizado e também networking. Nós vamos realizar um mega festival também na Bahia, com pilotos de outros estados, como este, que contou com representantes de quase todos os estados brasileiros, além de participantes do Japão, da Argentina, do Chile e da Coreia do Sul”.
Os intensos preparativos a que o grupo vai se dedicar agora estarão focados disputa internacional. Treinar será a tônica da equipe baiana ao longo do ano, antes de seguir para Taitung, em Taiwan, de 07 a 20 de julho; Albuquerque, nos Estados Unidos, de 04 a 12 de outubro; Leon, no México, em novembro; e finaliza no Catar, em dezembro.

Corrida de Aventura na nossa linda Chapada
A Chapada Diamantina (BA) recebe uma etapa mundial de corrida de aventura neste próximo final de semana. Lençóis será o palco da largada e da chegada da prova Malacara Race, que se desenvolve agora, entre os dias 4 e 10 de maio.
A partir de domingo passado, 192 atletas do Brasil e de 14 outros países percorrerão, durante até seis dias, 510 quilômetros da Chapada Diamantina, competindo dessa prova, uma corrida de aventura que oferece muitos desafios, paisagens exuberantes e também muita adrenalina.
Os competidores farão o percurso dividido em trechos de trekking (caminhada e corrida de trilha), canoagem, mountain biking, técnicas verticais e uma modalidade surpresa.
“Depois de 23 anos, a Chapada Diamantina recebe de novo uma corrida de aventura de 500 quilômetros”, diz Arnaldo Maciel, diretor da prova. “A gente quer resgatar essa imagem do Parque Nacional da Chapada Diamantina como um dos melhores locais do mundo para a prática da corrida de aventura”, completa.
A prova é também uma das etapas classificatórias do Adventure Racing World Series (ARWS), o campeonato mundial de corridas de aventura. A equipe que vencer a etapa na Chapada Diamantina tem vaga garantida na grande final da ARWS que, este ano, será no Canadá, em setembro.
A Malacara Race também tem o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur).
Detalhes da Prova
A largada aconteceu na cidade de Lençóis, no Mercado Cultural, no domingo, quando 56 equipes iniciam uma jornada ininterrupta de seis dias e cinco noites pelos recantos mais desafiadores da Chapada Diamantina.
O roteiro exato não é divulgado com antecedência, pois a orientação por mapas topográficos e bússola também faz parte do desafio dos atletas. Eles não podem usar GPS, mas podem usar computadores de bike no guidão.
Mesmo sem o percurso exato, já se sabe que eles passarão por muitos pontos icônicos da Chapada Diamantina, como o mítico Vale do Pati e o Morro do Pai Inácio. Mas ainda haverá uma modalidade surpresa.
A competição poderá ser acompanhada pelo Instagram @malacararace e pelo canal Adventuremag.
Nossa torcida está focada nos Atletas Chapadenses. A Chapada Diamantina estará representada na corrida através da equipe Brazil Multisport, uma das melhores do mundo, formada pelos atletas Camila Nicolau (capitã) e Guilherme Pahl (navegador), que moram no Vale do Capão, e mais dois atletas – o tailandês Jay Jantaraboon e o catarinense Jonas Junckes.
Eles são tetracampeões sul-americanos de corrida de aventura pela ARWS e estão em 3ª lugar no ranking mundial atual, com vaga já garantida para o Canadá — por isso, caso vençam aqui, a 2ª melhor equipe também garante a vaga.
Outros quartetos baianos na disputa são: Xixarros (Salvador); BB Brindes (Lauro de Freitas); Aventureiros do Agreste (Lauro de Freitas); Mandacaru Aventura (Feira de Santana); Azimute na Caatinga (Feira de Santana) e Selváticos (Salvador).
As duplas baianas são: Família X (Ibicoara); Se Oriente / Pé de Serra (Feira de Santana); Caatinga Sempre Viva (Feira de Santana) e Peripatéticos (Juazeiro). A equipe Nativos da Chapada, de Lençóis, fará participação especial na prova.

Foto: Jessica Tavares Ascom-Sudesb
Jogos Indígenas da Bahia
Vinte equipes da etnia Pataxó e convidados participam dos Jogos Indígenas em Santa Cruz de Cabrália. Mais de 800 indígenas do Extremo Sul da Bahia, entre crianças, jovens e adultos, estiveram reunidos desde domingo até quarta-feira, na arena da Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, participando da 18ª edição dos Jogos Indígenas Pataxó. Todos estão se preparando para participar dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas que acontecem em Palmas (TO), em outubro.
Durante os quatro dias do calendário esportivo, modalidades tradicionais como arco e flecha, arremesso de tacape, corrida de maraká, cabo de guerra, corrida de tora, corrida rústica, luta corporal e zarabatana estiveram sendo disputadas, mostrando a força e presença de toda a cultura dos povos indígenas.
O cacique Zeca Pataxó, da aldeia Coroa Vermelha, traduz, em poucas palavras, a importância da competição para os povos originários. “É um momento importante para firmar a cultura do nosso povo, com a participação de jovens nesse evento que já se estende por 18 anos. Agradeço o apoio do Governo do Estado para a realização de todas as edições”, destacou.
Opinião semelhante tem a atleta Tanara Viana, 15 anos, da etnia Pataxó. “Nos Jogos Indígenas, elevamos nossa cultura e reunimos nossos parentes. Não é só uma competição, é um momento de diversão e união do nosso povo”, disse.
Acabam de ser conhecidos os atletas classificados para os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, que acontecem em Palmas (TO), com o tema Protegendo a Mãe Terra, que terá a participação de mais de 4 mil atletas, em outubro deste ano. Garantem vagas os três primeiros colocados de cada modalidade da edição baiana disputada em Santa Cruz Cabrália.
Antes da cerimônia de encerramento, aconteceu o desfile Pataxó, que mostrou a riqueza das confecções dos povos indígenas dessa região da Bahia.
A competição, apoiada pela Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, desde a primeira edição (2007), tem organização do Movimento Indígena da Bahia (Miba).
Sem dúvida, muito louvável o apoio que o Governo do Estado vem dando para o esporte, principalmente amador, em diversas modalidades, dentro e fora das escolas. Afinal, a vida não é feita apenas de trabalho e estudos.

Canoagem

Natação
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