Jerônimo Rodrigues participa do lançamento em Brasília


Na cerimônia, o presidente Lula demonstrou a satisfação com o Programa. Ricardo Stuckert-PR
É o começo do fim daquela fila de espera que o usuário do SUS enfrentava para ser atendido por um especialista médico. Nesta sexta-feira (30), em Brasília, o Governo Federal fez o lançamento do Agora Tem Especialistas, programa que amplia o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas, pelo SUS.O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues participou da cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A iniciativa articula toda a estrutura de saúde do país — pública, filantrópica e privada — para reduzir o tempo de espera e organizar filas em nível nacional, com prazo máximo de até 60 dias para atendimento, direcionado a seis áreas principais: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia. Também prevê mutirões, ampliação de turnos, uso da telessaúde, além de carretas móveis com estrutura para atendimento especializado em regiões desassistidas.
Durante o evento, foram anunciadas medidas como a aquisição de 121 aceleradores lineares para o tratamento de câncer e a criação de uma rede nacional de diagnóstico com apoio do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e do A.C. Camargo Câncer Center. Também estão previstas entregas de 6,3 mil veículos para transporte de pacientes e a formação de 3,5 mil novos especialistas, incluindo 500, para o programa Mais Médicos Especialistas.
“Com o programa Agora Tem Especialistas, vamos reduzir a fila do SUS, aproximar ainda mais os médicos das pessoas e usar a telemedicina para encurtar distâncias. O apoio do Governo Federal nos permite ampliar ainda mais o acesso à medicina especializada com qualidade e agilidade no diagnóstico”, afirmou Jerônimo.
Após a solenidade, o presidente Lula e o governador visitaram as carretas equipadas com tomógrafos, unidades odontológicas e estações de teleatendimento, reforçando o caráter tecnológico e descentralizador da nova política pública de saúde do país.

‘Agora Tem Especialistas’. Foto: Ailton Fernandes/CC
O Programa Agora tem Especialistas é uma ação que faz parte das políticas da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde – SAES que busca promover um atendimento mais ágil e eficiente para a população. Entre as ações incluídas estão a ampliação de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde (carretas), a aquisição de transporte sanitário e o fortalecimento da Telessaúde. Essas medidas contribuem para garantir mais agilidade, eficiência e equidade no acesso à saúde especializada.
Com o programa em ação, o atendimento é mais rápido para os pacientes que precisam de consultas, exames, cirurgias, tratamentos oncológicos e demais atendimentos especializados da rede pública.
Metas deverão ser cumpridas
Atender milhões de brasileiros e brasileiras em todo o país, garantindo que o cuidado especializado chegue com mais rapidez e eficiência a quem mais precisa. Entre as metas estão:
Realizar 720 mil cirurgias anuais por meio de carretas especializadas; colocar em operação até 6.300 veículos de transporte sanitário; garantir a formação de até 4 mil novos especialistas; ampliar o acesso à radioterapia com 72,6 mil procedimentos anuais; e integrar dados de regulação assistencial em todo o território nacional.
Para efetivar o Programa, o SUS se prepara para ampliar os turnos de atendimento na rede de Saúde pública e privada; ofertar exames, consultas e cirurgias do SUS nas unidades privadas através de novos mecanismos; encurtar o tempo de espera de consultas e exames com especialistas por meio do Telessaúde; e consolidar a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e controle do câncer.
A fim de completar o sistema de atendimento, o Programa vai garantir a formação de profissionais e assim, disponibilizar mais especialistas na rede; levar unidades móveis (carretas) e mutirões de saúde para regiões desassistidas; comunicar e monitorar o atendimento e o tempo de espera dos pacientes; fortalecer a atenção primária e agilizar o atendimento especializado; e envolver gestores estaduais e municipais, especialistas e usuários.
Com aposta na telessaúde e equipamentos para radioterapia, o Ministério da Saúde vai consolidar a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. A expectativa, com todos esses novos mecanismos, é reduzir o tempo de espera dos pacientes, um gargalo histórico e que se agravou com a pandemia.
Novo equipamento em seis cidades
Durante o evento, como primeira entrega do programa, seis cidades brasileiras receberão um acelerador linear — equipamento de alta tecnologia que reduz o tempo de tratamento do câncer.
As entregas foram feitas em cerimônias simultâneas pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, pelos ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Anielle Franco (Igualdade Racial), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) e Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte), e do presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Arthur Chioro, além de representantes do Ministério da Saúde.
Mobilização da máquina de saúde
Para a expansão da oferta de serviços especializados, o programa Agora Tem Especialistas prevê o credenciamento de clínicas, hospitais filantrópicos e privados para atendimento de pacientes do SUS com foco nas seis áreas prioritárias. A contratação será feita pelos estados e municípios, ou de maneira complementar pela AgSUS e Grupo Hospitalar Conceição.
A medida provisória estabelece ainda que hospitais privados e filantrópicos realizem consultas, exames e cirurgias de pacientes do SUS como contrapartida para sanar dívidas com a União. Da mesma forma, os planos de saúde poderão ressarcir os valores ao SUS por meio de atendimento.
Uma das prioridades é aproveitar ao máximo a capacidade da rede pública de saúde, com a realização de mutirões e ampliação dos turnos de atendimento em unidades federais, estaduais e municipais. A estimativa é que, com medidas como essa, seja possível expandir em até 30% os atendimentos em policlínicas, UPAs, ambulatórios e salas de cirurgias por todo o Brasil.
As ações unem esforços de toda a rede de saúde e aproveitam a capacidade instalada para atender a uma demanda urgente da população brasileira. São 370 mil óbitos por ano por doenças não transmissíveis relacionados a atraso no diagnóstico, de acordo com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS).

Em Brasília, Jerônimo conversa com o ministro Padilha sobre a Bahia.
Especial atenção ao câncer
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), apontam que os custos com câncer aumentam em 37% por agravamento por causa da desassistência. Há uma necessidade ainda de o país aumentar em mais de 60% as biópsias para o câncer de mama. Soma-se a este cenário a distribuição desigual dos médicos especialistas no Brasil. O estudo Demografia Médica 2025 aponta que esses profissionais estão concentrados no Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro e na rede privada, uma vez que apenas 10% deles atendem exclusivamente pelo SUS.
O Agora Tem Especialistas prevê a consolidação do cuidado oncológico no SUS como a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer. O Ministério da Saúde vai adquirir mais 121 aceleradores lineares até 2026, o que representará um aumento e qualificação dos aparelhos em funcionamento no SUS. Desses equipamentos para radioterapia, seis serão entregues nesta sexta-feira em São Paulo (SP), Bauru (SP), Piracicaba (SP), Curitiba (PR), Andaraí (RJ) e Teresina (PI).
Dessa forma, o país passará a contar com o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer. Todos os serviços oncológicos serão integrados para oferta de teleconsultoria, telelaudos e telepatologia. Com a entrada do A.C. Camargo Câncer Center no Proadi-SUS e a participação do INCA, a rede será capaz de emitir, inicialmente, 1.000 laudos por dia.
Ir a onde o povo está
O Ministério da Saúde vai garantir atendimento especializado em regiões desassistidas, com a disponibilização de 150 carretas equipadas com estrutura para realizar consultas com cardiologista e oftalmologista, além de exames como mamografia, tomografia e raio-X. A proposta é que as carretas do programa tenham estrutura para pequenas cirurgias e biópsias.
Outra frente é o atendimento móvel a caminhoneiros. Também estão previstos mutirões de exames, consultas e cirurgias em áreas remotas e territórios indígenas. Para garantir o deslocamento de pacientes, serão disponibilizados recursos para a compra de até 6.300 veículos para transporte até hospitais e unidades de saúde, com prioridade para o atendimento oncológico. Cerca de 1,2 milhão de pacientes deverão ser beneficiados por mês com o funcionamento deste serviço.
Para encurtar distâncias, um desafio em um país das dimensões do Brasil, será ampliada a oferta de serviços de telessaúde, que têm potencial para reduzir até 30% as filas de espera por consulta ou diagnóstico da rede especializada do SUS. Serão abertos editais para as iniciativas pública e privada para a oferta de telediagnóstico, teleconsultoria e teleconsulta especializada.
O provimento e a formação dos profissionais são outra frente do programa, com expectativa de ampliar em 3.500 o número de profissionais especializados, com foco em áreas prioritárias, sendo 500 vagas para o Mais Médicos Especialistas.
A comunicação com os pacientes ganha novas funcionalidades no aplicativo Meu SUS Digital, que emitirá alertas por mensagens e via push para comunicar ao usuário sobre o agendamento e o atendimento de consultas, exames, cirurgias e tratamentos. O SUS também fará contato com avisos por WhatsApp e SMS.
Com dados da AGENCIAGOV

—

Deixe uma resposta para Marina RomanaCancelar resposta