CHAPADA DIAMANTINA apresenta crescimento no turismo nacional

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As belezas naturais, a história, o clima ameno, a facilidade de acesso e o povo pacato são atrativos incontestáveis da região turística da Chapada Diamantina, no estado da Bahia (Brasil). Esse é um fato. Praticamente, todos sabem. E é exatamente por isso que se registra crescimento considerável na procura turística nacional e internacional. Com base em informações oficiais e em análise publicada, num artigo na Revista de Desenvolvimento Econômico, confirmamos os destaques para os municípios de Lençóis, Mucugê e Ibicoara.

O Ministério do Turismo atualizou no início deste mês, a categorização dos municípios que compõem o Mapa do Turismo Brasileiro. Esse instrumento é importante para acompanhar o desempenho da economia do turismo nos municípios e serve também como balizador de políticas do setor e direcionamento de verbas federais.

A atualização revelou um crescimento da atuação do turismo em 358 municípios. O estudo também revelou queda no desempenho de alguns municípios, seja pela redução do seu fluxo turístico ou pelo encolhimento da mão-de-obra ou infraestrutura ligada ao setor.

“Com a nova categorização, temos elementos para aprimorar a gestão do turismo, otimizar a distribuição de recursos e promover o desenvolvimento do setor. A intenção não é hierarquizar, mas sim agrupar municípios com características semelhantes para que possamos traçar parâmetros para atendimento a diferentes necessidades”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Critérios para classificação

A partir de quatro variáveis de desempenho econômico – número de empregos, de estabelecimentos formais no setor de hospedagem, estimativas de fluxo de turistas domésticos e internacionais – os municípios foram divididos por letras, que vão de ‘A’ a ‘E’.

De acordo com a nova classificação, 189 cidades subiram da categoria ‘E’ para ‘D’, tornando-as aptas a receber recursos federais para promoção de eventos, por exemplo. Isso porque, segundo portaria 39/2017 do MTur, somente municípios classificados entre ‘A’ e ‘D’ podem pleitear apoio a eventos geradores de fluxo turístico. Ainda seguindo essa portaria, apenas 82 cidades desceram da categoria ‘D’ para ‘E’ deixando de participar do programa de apoio a eventos.

Regionalização reforça o fluxo

Com essa atualização, é possível perceber que alguns municípios estão se estruturando em regiões e fortalecendo, naturalmente, a economia do turismo. É o caso da região da Chapada Diamantina.

Para o coordenador-geral de Mapeamento e Gestão Territorial do Turismo, Leonardo Riul, a evolução nas categorias de municípios da mesma região revela o sucesso da estratégia de regionalização do turismo, adotada pelo MTur desde 2004 e fortalecida na gestão de Marx Beltrão. Coube ao ministro a decisão de atualizar o Mapa do Turismo a cada dois anos, para acompanhamento mais preciso do desenvolvimento do setor.

“Com o apoio do ministro Marx, daremos periodicidade também na atualização da categorização, fazendo com que os dados tenham uma frequência maior e, com isso, melhorando a gestão dos investimentos por parte do MTur. Percebemos com essa nova categorização que os municípios apoiaram a regionalização, tiveram um resultado melhor, trabalhando de forma conjunta, para fortalecer as regiões turísticas. Esse processo é bem-vindo não só para a gestão das áreas, mas também para os turistas, que passam a ter mais opções de lazer não só no destino escolhido, mas também no entorno”, afirmou Riul.

Mudanças beneficiam a região

 A região da Chapada Diamantina – BA vem sendo alvo de intensas mudanças, desde o crescimento populacional a mudanças econômicas decorrentes do agronegócio e da intensificação da atividade turística. Suas belezas naturais e manifestações culturais tradicionais desempenham um papel fundamental na representação da cultura local.

Diante dessa pluralidade de variáveis, a atividade turística tem papel importante sobre o desenvolvimento regional. Por mais que no plano das aparências mais imediato a região possa conduzir a entendimento de homogeneidade, as evidências mostram o quão desigual são os municípios avaliados. 

A impressionante Cachoeira do Buracão, em Ibicoara.

Ibicoara, com a maior população entre os três municípios destacados, vem apresentando indicadores crescentes em vários aspectos, no entanto, muitos deles não evoluem na mesma proporção de sua população, como os referentes a número de matrículas escolares, por exemplo. Também a qualidade da educação, medida pelo IDEB, é a menos expressiva entre os três municípios.

A participação das atividades agropecuárias é relevante nos dados oficiais do município, apresentando uma evolução na sua importância, na última década, apesar de ser, entre os três, o que apresenta menor dimensão territorial e com maior concentração da população na zona urbana.

O Hotel Canto das Águas é um dos mais bonitos e melhores hotéis de Lençóis.

Lençóis, com o menor território e população, tem nos serviços seu principal setor, demonstrando um perfil muito aderente a atividade do turismo. É o principal município, em todo o território, classificado pela EMBRATUR no segmento turístico e possui os melhores indicadores de IDH. Destaque para a possibilidade de acesso, através do Aeroporto Horácio de Matos.

Mucugê, por sua vez, possui o maior território entre os três, o maior PIB per capita, menor densidade populacional, melhores indicadores de educação e a maior representatividade do setor agropecuário. Estes dados, também, colaboram para que Mucugê venha crescendo, em termos de atividades no segmento turístico, que não vêm sendo espelhadas nos dados apresentados.

Os três municípios contam com pousadas, restaurantes, atrativos naturais e atividades voltadas para a prática do turismo ecológico. Porém, estes aspectos não aparecem nos dados oficiais, utilizados para fotografar esse cenário.

Sem dúvida, este trabalho não esgota as possibilidades de caracterização da região em tela. Um dos motivos é que as informações trabalhadas possuem uma certa defasagem, porque os resultados do censo demográfico mais recente não foram ainda totalmente divulgados e, por isso, alguns elementos não puderam estar presentes nas análises com mais frescor.

De todo modo, as avaliações apresentadas neste trabalho apontam caminhos para o aprofundamento da pesquisa sobre a região, em particular no que se refere às suas conexões com trabalho de tese que está sendo desenvolvido no âmbito do Doutorado em Planejamento Regional e Urbano da UNIFACS – PPDRU, evidenciando múltiplas possibilidades que podem contribuir para a análise das condições atuais de funcionamento das economias em estudo.

Neste sentido, destaca-se a invisibilidade das atividades de turismo, no âmbito das estatísticas e registros oficiais, o que pode apontar para um contingente significativo de atividades informais, geradoras de renda, nesse setor.

Com base em artigo: “Fotografando a Realidade Socioeconômica de três Municípios Turísticos da Chapada Diamantina – Bahia: Lençóis, Mucugê e Ibicoara” – Tatiana de Andrade Spinola, João Victor Silveira Santos e Laumar Neves de Souza.

O chamado Cemitério Bizantino de Mucugê.

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6 respostas a “CHAPADA DIAMANTINA apresenta crescimento no turismo nacional”

  1. Avatar de musicsensationally4e3cbef75d
    musicsensationally4e3cbef75d

    A Chapada precisa de mais qualidade na mobilidade dos seus moradores.

  2. Avatar de
    Anônimo

    Ainda vou morar lá!

  3. Avatar de
    Anônimo

    CHAPADA… LINDAA DEMAIS! E VIVAS À NATUREZA, VIVA AO GOVERNO DO PRESIDENTE LULA! MATÉRIA MARAVILHOSA!

  4. Avatar de
    Anônimo

    Perfeito meu amigo, excelente matéria e como falei ao senhor tenho um projeto de vir morar na nossa chapada e viver nesse paraíso. Sucesso

  5. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Amo isso aqui!

  6. Avatar de
    Anônimo

    Chapada maravilhosa!!

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