VENCER O DESMATAMENTO-DESAFIO DE TODOS

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Preservar nossa vegetação natural é tarefa de todos nós! Imagem: I.A.

As dimensões do Brasil e as imensas áreas cobertas de vegetação de todos os tipos – naturais ou ocupadas por humanos com diferentes intenções – exigem das autoridades competentes uma enorme atenção, a fim de serem evitados desastres climáticos que venham a afetar as águas, a vida animal e a flora e, assim, ameacem a vida humana. Exatamente por isso, o Governo Federal vem atuando fortemente nessa área, a fim de impedir incêndios naturais e provocados pelos exploradores desonestos e despreocupados com o meio ambiente e, enfim, com a vida, como ela hoje existe no planeta Terra. A luta pela preservação é tarefa de TODOS.

A Polícia Federal iniciou, esta semana, a Operação Incêndios 2025, com o objetivo de ampliar a capacidade de prevenção e resposta do Brasil, frente aos crimes ambientais. Essa ação é integrada com outros órgãos e começa nova investida contra queimadas e outros crimes ambientais.

O plano tático da Operação prevê uma atuação integrada, utilizando tecnologia de ponta e expansão das ações em estados críticos da Amazônia Legal e do Pantanal. A estratégia é combater com firmeza os incêndios florestais no país. A operação marca o início de uma nova fase de atuação integrada da PF, com foco especial nessas regiões, que têm enfrentado aumento significativo de eventos climáticos extremos e crimes ambientais.

Coordenada pela Diretoria da Amazônia e Meio Ambiente da PF, a operação mobiliza efetivos especializados e estrutura tática reforçada. O plano prevê a instalação de bases avançadas em pontos críticos, uso intensivo de tecnologia de ponta, geointeligência e drones, além de atuação conjunta com a Força Nacional de Segurança Pública, órgãos estaduais e instituições parceiras como IBAMA, ICMBio, Advocacia-Geral da União (AGU) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O objetivo é ampliar ainda mais a capacidade de prevenção e resposta do Brasil frente aos crimes ambientais. Em 2024, a PF instaurou 138 inquéritos policiais, relacionados a queimadas – número três vezes superior em relação a 2023, quando foram registrados 46 inquéritos. Somente nos primeiros meses de 2025, já foram abertas 42 investigações.

Mobilização total das forças policiais e órgãos de preservação. Foto: Polícia Federal/Divulgação

Responsabilização dos culpados

A Operação Incêndios 2025 também reforça o compromisso da PF com a responsabilização criminal de autores de crimes ambientais. No último ano, as ações resultaram na emissão de 29 mandados de busca e apreensão, 3 prisões preventivas, 16 prisões em flagrante e ordens judiciais de sequestro de bens que somam mais de R$ 400 milhões.

A primeira fase da operação tem início imediato nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nas próximas semanas, a estratégia será expandida para outras áreas prioritárias, como Acre, Amazonas, Rondônia e Pará.

Desmatamento no Brasil caiu 32,4% em 2024

Houve redução em cinco dos seis biomas brasileiros: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amazônia e Caatinga. Exceção foi a Mata Atlântica, onde a supressão se manteve estável.

O Pantanal foi o bioma que teve a maior redução da área desmatada – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado 15 de maio, pela iniciativa MapBiomas Alerta, apontou redução no desmatamento, em cinco dos seis biomas brasileiros em 2024: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amazônia e Caatinga. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023, apesar do impacto dos eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul.

A área total desmatada no país, no ano passado, caiu 32,4% em relação a 2023, enquanto o número de alertas validados reduziu 26,9%. Ao todo, foram desmatados 1.242.079 hectares e registrados 60.983 alertas no território nacional, em 2024.

Na comparação entre os dois anos, o Pantanal e o Pampa foram os biomas que apresentaram a maior redução das áreas desmatadas. O Cerrado aparece em terceiro lugar, seguido da Amazônia e da Caatinga. A Mata Atlântica teve um crescimento de 2%. Veja a redução por bioma, na comparação com 2023:

Pantanal – redução de 58,6%

Pampa – redução de 42,1%

Cerrado – redução de 41,2%

Amazônia – redução de 16,8%

Caatinga – redução de 13,4%

Mata Atlântica – crescimento de 2%

Vegetação do Cerrado brasileiro. Foto: Brasil Escola.

Atenção especial ao Cerrado

Pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado é o bioma com a maior área desmatada. Em 2024, foram 652.197 hectares – mais da metade (52,5%) do total desmatado no Brasil no ano passado. A região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentrou 75% do desmatamento do Cerrado e cerca de 42% de toda a perda de vegetação nativa no país.

Esses números parecem ainda altos, mas é uma verdadeira batalha enfrentar os agropecuaristas irresponsáveis. No entanto, esses números representam uma queda de 40% em relação a 2023. Os quatro estados do Matopiba estão entre as cinco unidades federativas que mais desmataram em 2024.

O Maranhão lidera o ranking pelo segundo ano consecutivo, mesmo com redução de 34,3% na área desmatada, que totalizou 218.298,4 hectares no ano passado. Junto com o Pará, esses estados respondem por mais de 65% da área desmatada no Brasil. Os quatro municípios com maiores aumentos proporcionais estão no Piauí: Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebastião Leal.

A Amazônia ficou em segundo lugar, com 30,4% da área desmatada no Brasil (377.708 hectares). Esta foi a menor área desmatada dos seis anos da série histórica do RAD, iniciada em 2019. Juntos, Amazônia e Cerrado responderam por quase 89% da área desmatada em 2024 e isso se reflete no tipo de vegetação mais desmatada no Brasil: pelo segundo ano consecutivo, as formações savânicas foram as áreas mais desmatadas (52,4%), seguidas das formações florestais (43,7%).

A Caatinga vem em terceiro lugar, com 14% de área (174.511 hectares). Os 3% restantes da área total de desmatamento no Brasil ficaram com Pantanal (1,9% ou 23.295 hectares) e Mata Atlântica (1,1%, ou 13.472 hectares). O Pampa aparece com a menor área de desmatamento do relatório: 0,1% do total, ou 896 hectares.

Porém, os sistemas de detecção automática de supressão de vegetação nativa baseados em sensoriamento remoto ainda têm limitações nos ambientes campestres, o que pode causar omissões, principalmente nos biomas Pampa e Pantanal.

No caso específico do Rio Grande do Sul, eventos climáticos extremos alavancaram a perda de vegetação nativa no estado, com aumento de 70%. Os resultados no bioma Mata Atlântica foram influenciados pelos eventos climáticos extremos que atingiram o estado gaúcho entre abril e maio de 2024. Caso esses eventos não tivessem ocorrido, o bioma teria registrado uma redução de pelo menos 20% na área afetada em relação ao ano anterior.

Redução nas queimadas em Terras Indígenas

Em 2024, dois terços das Terras Indígenas do país não registraram nenhum evento de desmatamento. Apenas 33% das TIs tiveram ao menos um episódio detectado, totalizando 15.938 hectares de vegetação nativa perdidos — uma redução de 24% em relação a 2023. Essa área representa apenas 1,3% do total desmatado no Brasil no último ano.

Foram perdidos 57.930 hectares de vegetação nativa dentro de Unidades de Conservação (UCs) em 2024 – uma redução de 42,5% em relação a 2023. Em UCs de Proteção Integral a redução foi maior: 57,9%, com 4.577 hectares em 2024. A APA Triunfo do Xingu (PA), na Amazônia, foi a UC com maior área desmatada no Brasil, com 6.413 hectares. Esse número representa uma redução de 31,7% em relação a 2023, quando ocupava o terceiro lugar no ranking, com 9.391 hectares.

Mapbiomas alerta

A iniciativa do MapBiomas consolida, valida e refina as informações emitidas por diversos sistemas de monitoramento do desmatamento no Brasil, como o Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e os Sistemas de Alerta de Desmatamento (SADs) do Imazon, do SOS Mata Atlântica-ArcPlan e do Pampa/UFRGS/Geokarten.

Cada alerta é analisado detalhadamente, gerando um laudo com imagens de satélite diárias, em alta resolução espacial, ilustrando o antes e o depois do desmatamento.

Os laudos também permitem cruzamentos das áreas de alerta com limites geográficos (como biomas, estados, municípios e bacias hidrográficas), recortes fundiários (como Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conservação e Terras Indígenas) e situação administrativa (como existência de autorização, autuação ou embargo). O resultado é um documento completo para cada evento de desmatamento detectado no Brasil.

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Renascimento Verde: Proteja Hoje, Respire Amanhã 🌱

Em um passado recente, nossa floresta chorou. A fumaça cobriu o céu, a vida silenciou.
Mas a esperança renasceu com mãos que cuidam, com corações que preservam. 🌿

Juntos, transformamos cinzas em vida.
A regeneração é possível — mas depende de cada um de nós.

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2 respostas a “VENCER O DESMATAMENTO-DESAFIO DE TODOS”

  1. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Não pode dar descanso!!

  2. Avatar de
    Anônimo

    perfeito 👏🏽👏🏽👏🏽

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