Bahia estreita relações entre Brasil e Alemanha, durante 41º Encontro Econômico.

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Evento ajuda no esforço pela aprovação do acordo Mercosul-União Europeia

O governador Jerônimo discursou para a vasta plateia. Fotos: Thuane Maria/GOVBA

Salvador da Bahia foi cenário para o avanço das relações comerciais entre Brasil e Alemanha. O governador Jerônimo Rodrigues destacou o momento como um marco na relação entre o Mercosul e a União Europeia. Durante o 41º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), realizado pouco antes do São João, representantes do setor produtivo, governos e entidades empresariais dos dois países discutiram caminhos para fortalecer o comércio bilateral e impulsionar o desenvolvimento econômico em ambas nações.

“Nós precisaremos construir as etapas que nos cabem na relação bilateral entre o Brasil e a Alemanha. Espero que a gente possa sair com agendas bastante afinadas e que o documento desse encontro possa sair como encaminhamento. Tanto a ALBAN quanto o ministro Rui Costa acenam para um grupo de trabalho mais cuidadoso. A nossa expectativa é de total colaboração entre os dois países”, sinalizou o chefe do Executivo baiano.

O evento reuniu autoridades como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, e representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), como o presidente Carlos Henrique Passos. No centro das discussões estão temas como inovação, sustentabilidade, energia renovável e reindustrialização.

Transição energética é destaque na pauta

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, entende que essas boas relações internacionais reposicionam o Brasil como exportador no mercado global o que, na avaliação dele, tem sido cada vez mais competitivo e voltado para a transição energética e a sustentabilidade.

“Com as diversas cadeias produtivas, na agricultura, por exemplo, nos programas federais que são carro-chefe para a transição energética, dando condições muito favoráveis, além das que o Brasil já possui, pois o nosso País tem uma vantagem competitiva enorme, quando se fala de geração de energia limpa”, disse o ministro.

Segundo o titular da SDE, Angelo Almeida, a realização do encontro em Salvador simboliza a disposição da Bahia de integração às cadeias globais de valor. O secretário analisou este momento:

“A Alemanha lidera mundialmente o processo da transição energética justa, com uma economia sustentável, discutindo a descarbonização das indústrias e a inovação. Então, estamos buscando fortalecer isso na Bahia, com modelos de negócios sustentáveis, observando oportunidades de desenvolvimento econômico e toda essa dimensão que a gente já percebe no setor produtivo da Alemanha, e isso nos anima muito. É um sinal de que estamos caminhando do lado certo da história”.

A Bahia vai trocar tecnologias de transição energética com a União Europeia.

Evitar bitributação

Foram tratadas como prioridades, também, as pautas como a ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia e a criação de um novo tratado para evitar a dupla tributação entre Brasil e Alemanha. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também apresentou propostas para superar barreiras comerciais e atrair investimentos, com foco na ampliação das exportações brasileiras.

Entre os setores com maior potencial de expansão destacam-se a produção de hidrogênio verde, os biocombustíveis e a industrialização de minerais com valor agregado. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, apontou que o Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do planeta, fator que adiciona valor, na busca global por sustentabilidade.

“É do conhecimento público que uma das maiores reservas de terras raras do mundo está no Brasil e nós já temos tecnologia. Essa combinação é muito interessante para que possamos atender à grande questão que tem na Europa, que é a energia, principalmente energia verde. No Brasil sobra energia. Eu acho que isso é a grande diferença hoje para o mundo”.

O encontro – realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), junto com a Federação das Indústrias Alemãs (BDI) e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) – contou com uma rodada internacional de negócios, promovida pela ApexBrasil com a participação de mais de 60 empresas brasileiras e compradores da Alemanha. Os setores representados foram diversos. Destaque para o de alimentos e bebidas, o da indústria farmacêutica e o de mineração.

Brasil começa a presidir Mercosul dia 3

O bloco – integrado por Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia – será presidido pelo Brasil, a partir da próxima semana. O comando do grupo é rotativo e está com a Argentina na presidência. Ela conclui o período à frente do bloco na próxima quinta-feira (3), após a cúpula de chefes de Estado, em Buenos Aires.

Estão nas prioridades da liderança brasileira: a inclusão do setor automotivo nos acordos do Mercosul e concluir a incorporação da Bolívia como Estado-parte.

A secretária de América Latina e Caribe do MRE (Ministério das Relações Exteriores), embaixadora Gisela Padovan, disse que a expectativa é montar um grupo de trabalho para discutir a inclusão do setor automotivo no Mercosul. “Mais ou menos um quarto de todas as trocas estão no setor automotivo, que ainda é por meio de acordos bilaterais”. O governo brasileiro apresentou, também, uma minuta de acordo para uma política industrial comum.

O Brasil, à frente do bloco, pretende incluir o setor açucareiro. A embaixadora Gisela informou que, no caso dessa área, não há sequer tratados bilaterais. Um eventual acordo abarcaria também a cadeia de produtos agregados da cana-de-açúcar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da reunião na capital argentina, que encerra a presidência do país vizinho. Na cerimônia, o início do período brasileiro no comando do bloco será oficializado.

A última cúpula de chefes de Estado do bloco ocorreu em dezembro do ano passado, em Montevidéu, no Uruguai. O evento contou com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para ser anunciada a conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia. O tratado, que ainda não entrou em vigor, está na fase de adequações em cada país.

A Bolívia aderiu ao Mercosul em julho do ano passado, com a ratificação do protocolo de entrada pelos demais países membros. A nação tem cinco anos para se adequar às normas do bloco; um dos objetivos da presidência brasileira do Mercosul poderá acelerar o processo.

4 respostas a “Bahia estreita relações entre Brasil e Alemanha, durante 41º Encontro Econômico.”

  1. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana


    muito bom

  2. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Ninguém segura o Brasil

  3. Avatar de
    Anônimo

    Muito bem!!

    1. Avatar de
      Anônimo

      Muito bom

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