Descobertas e projetos estão revolucionando o mercado

Se os bilionários do planeta Terra permitirem e não destruírem antes nosso lindo astro azul, podemos hoje vislumbrar um mundo novo, em que a geração de energia seja totalmente limpa. Isso não é pouca coisa. As últimas notícias do mundo tecno-científico anunciam que teremos isso, com certeza. Mas, somente se os ‘maus’ do planeta não apertarem os botões fatídicos. Os cientistas acabam de descobrir um imenso bolsão de água subterrânea três vezes maior que todos os oceanos juntos; bolsões gigantescos de hidrogênio também acabam de ser descobertos; e a China já começou a transformar a realidade e produzir energia 100% limpa. Hoje, aniversário do gênio Nicola Tesla – ele nasceu em 10 de julho de 1856 na aldeia de Smiljan, hoje Croácia -, é um dia bem apropriado para falarmos de energia livre e limpa.
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As montanhas solares da China
Numa ideia brilhante para o modelo global de energia limpa, na província de Zhejiang, China, uma montanha antes considerada inútil para a economia, foi transformada em um megaparque solar com mais de 95 mil painéis de perovskita. Essa avançada tecnologia é mais leve, eficiente e econômica que os tradicionais painéis de silício, e se adapta melhor a terrenos irregulares.
Esse projeto gera energia limpa, mas também integra a agricultura sob os painéis, criando um sistema ‘agrivoltaico’ que protege as plantações contra tempestades e radiação excessiva. Essa ideia inovadora mantém o uso agrícola da terra e, ainda, promove um microclima ideal para cultivos delicados como o do alface.
Se vários países do mundo replicarem esse modelo em outras regiões montanhosas podem transformar áreas que eram subutilizadas em fontes de energia sustentável. Especialmente países com relevo acidentado – como Chile, Índia e Brasil – possuem grande potencial.
As vantagens ambientais são muitas: Redução de emissões de CO₂ ; preservação de ecossistemas aquáticos para uso humano; baixo impacto na fauna e flora local, além da reversão da desertificação em áreas áridas.
Esse tipo de energia solar representa uma revolução silenciosa e eficiente, capaz de regenerar paisagens degradadas e abastecer cidades inteiras, sem comprometer o meio ambiente.

A energia do hidrogênio
Este ano, a equipe dos professores Jacques Pironon e Phillipe De Donato, da Universidade de Lorraine, na França, estava à procura de metano numa região tipicamente mineradora, perto da universidade, quando fez uma descoberta inesperada: Quando a perfuração chegou a 3.000 metros de profundidade, o grupo encontrou um grande depósito de hidrogênio. Pironon afirmou: “É o que chamamos de sorte”.
Até pouco tempo atrás, essa descoberta teria apenas o interesse acadêmico mas, hoje, ela está gerando um frisson porque muitos acreditam que o hidrogênio será um combustível essencial. Ele poder levar a economia planetária a zerar suas emissões de gases poluentes, pois o hidrogênio não produz CO2 quando é usado em processos industriais ou como combustível.
A grande desvantagem do hidrogênio, porém, é que, neste momento, a maioria das formas de produção do gás não são nada verdes. Conforme o Carbon Trust, menos de 1% da atual produção global de hidrogênio é livre de emissões. Mas, obtendo o gás já purificado, tudo muda de figura.
O hidrogênio verde – este 1% – é criado através da eletrólise da água em oxigênio e hidrogênio. Porém, o hidrogênio verde é relativamente caro e escasso, portanto, qualquer outro tipo de fornecimento do gás sem emissões seria bem-vindo.
Fonte importante do gás
Os depósitos naturais podem ser uma fonte importante do gás, identificados como hidrogênio branco, hidrogênio natural, hidrogênio dourado ou hidrogênio geológico. Geólogos entendem que essas reservas naturais de hidrogênio são geradas de várias maneiras, mas o processo principal envolve a interação da água subterrânea com minerais ricos em olivina e ferro. Essa mistura faz com que as moléculas da água sejam divididas: o oxigênio ligando-se ao ferro e o hidrogênio ficando livre para a acumulação subterrânea.
A produção de hidrogênio verde usando energia solar é bem mais sustentável, mas nada se compara a encontrar o gás já pronto.

Imagem: Valentin Marquardt/University of Tübingen.
Essa descoberta dos pesquisadores franceses não é a primeira vez em que hidrogênio natural foi encontrado – já existe um pequeno poço em Bourakébougou, no oeste do Mali, e acredita-se também que existam grandes depósitos nos EUA, Austrália, Rússia e vários países europeus.
No entanto, acredita-se que a descoberta na França represente o maior depósito natural do gás já encontrado. O suficiente para cobrir a atual procura global por mais de dois anos, segundo professor Pironon, ao prever que possam existir 250 milhões de toneladas de hidrogênio na bacia de Lorraine.
O Serviço Geológico dos EUA (USGS) estima milhares ou talvez bilhões de megatoneladas em muitos outros depósitos de hidrogênio a serem descobertos em todo o mundo. Mesmo que não sejam facilmente exploráveis, “este é o modelo global, e a grande maioria será inacessível – profundo demais, longe demais do litoral, ou em volumes muito pequenos para que seu acesso se torne algum dia economicamente viável”, conforme explicou Geoffrey Ellis, geólogo do USGS que elaborou o modelo da quantidade de hidrogênio disponível.
Mas o USGS estima que existam provavelmente cerca de 100.000 megatoneladas de hidrogênio acessível à mineração – e isso poderá representar centenas de anos de fornecimento. As técnicas para extraí-lo, disse Ellis, “deveriam ser semelhantes às do gás natural. A tecnologia já existe”.

Centenas de caminhões a hidrogênio já rodam nas estradas europeias. Imagem: H2Accelerate
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Mineração do hidrogênio
Agora, em 2025, a empresa de investimento Breakthrough Energy Ventures, do bilionário Bill Gates, investiu US$ 91 milhões (R$ 450 milhões) na start-up norte-americana Koloma, que pretende explorar reservas de hidrogênio branco nos EUA. Por outro lado, a empresa de prospecção Getech está à procura de potenciais depósitos em Marrocos, Moçambique, África do Sul e Togo.
Outra área importante está situada no sul da Austrália que, em 2021, adicionou o hidrogênio à lista de substâncias regulamentadas permitidas para exploração, liberando a exploração. “Desde fevereiro de 2021, seis empresas já solicitaram e obtiveram 18 licenças de exploração de hidrogênio dourado”, revelou Suren Thurairajah, sócio da Deloitte Austrália, acrescentando que “a área licenciada é de 570.000 quilômetros quadrados, o que representa 32% do sul da Austrália”.
Uma empresa chamada Gold Hydrogen anunciou a descoberta de um grande campo de hidrogênio natural na região, que espera colocar em produção no próximo ano ou no ano seguinte.
Até agora, os principais investidores no setor da energia estão deixando as startups assumirem o risco, disse Ellis. Um dos obstáculos para a tão esperada Economia do Hidrogênio é que, atualmente, há falta de mercado para o hidrogênio nos EUA, reduzindo o incentivo à exploração.
Ellis fez até uma brincadeira sobre esse momento: “Há uma espécie de problema do ovo e da galinha. Enquanto os mercados não se desenvolvem realmente até verem a oferta, a oferta não será realmente desenvolvida até que se veja o mercado. “
Vislumbre o futuro
Explorando um cenário futurista, já podemos vislumbrar o Brasil em 2045: Imagine um Brasil onde cidades inteiras são abastecidas por energia limpa, extraída do subsolo. O movimento já começou. Em Piatã (BA), por exemplo, uma rede de sensores geológicos detecta bolsões de hidrogênio natural. Robôs perfuradores, movidos a energia solar, extraem o gás e o enviam por dutos subterrâneos até usinas de conversão.
Essas usinas transformam o hidrogênio em eletricidade para alimentar: Infraestrutura urbana, veículos movidos a célula combustível e indústrias químicas e farmacêuticas.
Durante períodos de excesso de energia solar ou eólica, o excedente é usado para produzir hidrogênio por eletrólise e armazenado em cavernas de sal, garantindo energia firme para o sistema elétrico nacional.
Uma curiosidade: Algumas escolas já ensinam geologia aplicada com realidade aumentada, simulando a formação de hidrogênio em tempo real. O subsolo virou, então, uma sala de aula.

Água que não acaba mais
Pesquisadores descobriram claras evidências de que existe um enorme reservatório de água, situado a cerca de 640 quilômetros abaixo da superfície do planeta, contendo o triplo do volume de todos os oceanos da Terra juntos.
Conforme publicado na Nature World News, essa descoberta impressionante gira em torno de um mineral das profundezas da Terra chamado ringwoodita, que envelhece como uma esponja superdensa. Sob intenso calor e pressão no manto terrestre, ele aprisiona água em uma forma que não é líquida, sólida nem gasosa, mas algo intermediário. Nos estudos, os pesquisadores descobriram esse depósito ao analisarem ondas sísmicas de terremotos. Quando essas ondas atravessam zonas ricas em ringwoodita, desaceleram, sinalizando a presença de água.
Lembra quem é o aniversariante?
Aqui estão os principais pontos da biografia de Nikola Tesla:
Nasceu em 10 de julho de 1856. Seu pai era sacerdote ortodoxo e incentivava o desenvolvimento de memória e raciocínio.
Estudou Engenharia Elétrica em Graz e formou-se na Universidade de Praga e começou como engenheiro eletricista na companhia telefônica de Budapeste.
Depois, teve um sério problema com Thomaz Edison. Em 1882, desenvolveu o campo magnético rotativo e o motor assíncrono. Foi, então, chamado para trabalhar na Continental Edison em Paris e, depois, nos EUA, diretamente com Edison. Mas eles divergiram quanto à corrente elétrica: enquanto Tesla apoiava a corrente alternada, Edison defendia a corrente contínua.
Registrou mais de 700 patentes no mundo. Suas contribuições incluem: Motor de indução; controle remoto; lâmpada fluorescente, transmissão via rádio, bobina de Tesla, sistema de ignição automotiva, corrente alternada, usada hoje nas redes elétricas. Também idealizou projetos como uma máquina de terremotos e sistemas de transmissão de eletricidade pela crosta terrestre.
Recebeu prêmios como: Medalha Elliot Cresson (Instituto Franklin), Medalha John Scott (Filadélfia), Título “Honoris Causa” da Universidade de Columbia, e recusou dividir o Prêmio Nobel de Física com Edison.
Viveu nos hotéis Waldorf Astoria e New Yorker, onde faleceu em 07 de janeiro de 1943, aos 86 anos.

Nicolas Tesla, em 1890.
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