
Quem é ele?
É com satisfação que apresento o talentoso poeta aos queridos leitores do Ângulo e Foco. O conheci pela Internet. Ele possui um blog, onde publica seus trabalhos. Gostei muito. Quem apreciar esse trabalho/arte, pode ver mais no site dele: nichofilosofico.wordpress.com
A seguir, como ele se apresentou:
“Olá, me Chamo José Daniel, sou escritor amador em busca de reconhecimento pelo mundo na literatura e no mundo da arte. Sou poeta, escritor, compositor e desenhista profissional. Tenho 26 anos, casado e tenho 2 filhas. Sou Potiguar, residindo atualmente em Natal/RN, tenho publicadas no blog algumas das artes que fiz, na página rabiscos de Daniel Lima.”
Faces do Predador
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Caçando a inocência, semeando indecência,
Espalha veneno sob falsa decência.
O canalha persiste, vive da aparência,
Nutre-se da dor, na mais vil dependência.
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Segue em vigília, um vulto na espreita,
Na alma da presa, sua sombra se deita.
Com olhos vazios, deseja e não sente,
Um vulto carcomido, voraz e doente.
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Na busca de uma vítima, ronda a escuridão,
Para alimentar sua torpe compulsão.
Sussurra mentiras com falsa candura,
Vestido de afeto, mascara a loucura.
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Faces que enganam, bocas que mentem,
Intentos ocultos, gestos indecentes.
E a cada passo, repete o ritual:
Seduz, ilude e destila o mal.
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Mas mesmo nas trevas, há luz escondida,
A verdade se ergue, rompendo a ferida.
E ao predador, que do mal se abastece,
Resta o vazio — pois o amor não padece.
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O Clarão dos Sonhos
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Amanhecer enobrecido,
onde minhas pálpebras se deleitam,
sem tormentos, sem momentos intensos.
Pilares cruciais, encravados no interno,
terno, materno.
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Ao anoitecer, caiu o preto.
Desceu a escuridão
para fazer parte deste breu sem razão.
Soberana fusão: sombra e escuro da imensidão.
Foi feito o inquérito ao relento,
um rascunho meio certo,
mas de certo modo, correto.
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Corrigi o pensamento irreal,
absoluto destino carnal.
Pulsando o instinto animal,
que cresce por dentro do canal,
levando ao final fatal.
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É uma disputa: noite e dia,
confrontando-se dia após dia.
Claro ou escuro, preto ou branco —
que se decida, que se deriva,
desfilando em frente às ruas,
onde a dúvida já se inscrevia.
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O sol aparece,
levando embora a noite por hora.
Até que a lua volte e mostre sua demora,
vida surgindo bonita
na imensa escuridão da aurora.
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Como faíscas de um canhão,
acendendo um clarão,
para alumiar os sonhos
que ainda andam,
em meio aos pesadelos,
sem direção.
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