Novos reforços garantem mais eficiência e resultados

O monitoramento é permanente. Foto: Vitor Barreto/Ascom SSP.
Reconhecimento facial prende 3.700 bandidos no semestre, socorro imediato às mulheres que “pedem pizza” e a mobilização para combate à violência contra mulheres são três ações muito bem sucedidas das polícias Civil e Militar da Bahia, seguindo a linha estabelecida pelo governador Jerônimo Rodrigues de aperfeiçoar a luta contra o crime. Isso tudo sem contar com todo o aparato cibernético da Polícia Técnica baiana (assunto já tratado em post anterior). Esse combate inteligente, sem trégua, à criminalidade, é um caminho correto para a paz no Estado, que atua firmemente, sem necessidade do abuso da força que testemunhamos em regiões governadas por bolsonaristas, que insistem no rumo perverso da matança indiscriminada e da impunidade. O uso das tecnologias é um ótimo caminho, sem volta, para a prisão de muitos meliantes.
O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria de Segurança Pública (SSP) ultrapassou a marca de 3.700 prisões no primeiro semestre de 2025. Não é pouco não! O Sistema chegou à marca de 3.702 pessoas capturadas, desde o seu lançamento, em 2019. Entre janeiro e junho de 2025, a ferramenta auxiliou na localização de 1.316 foragidos da justiça. A tecnologia está presente em Salvador e mais de 80 municípios do território baiano.
A ferramenta também foi utilizada durante as principais festas populares da Bahia, ajudando na prisão de 98 foragidos. Durante o Festival Virada Salvador, quatro pessoas foram localizadas e presas. No Carnaval, 55 foragidos foram identificados, por meio das câmeras instaladas nos ‘Portais de Abordagem’, montados nos principais circuitos da capital baiana e interior do estado. E na Micareta de Feira de Santana e nos festejos juninos, a tecnologia identificou, respectivamente, 13 e 26 criminosos.
Balanço de Janeiro a Junho de 2025
Destes criminosos, 34% eram procurados por dívida de pensão alimentícia, seguidos por roubo (22%), homicídio (13%) e tráfico de drogas (10%). Estupradores (6%), criminosos procurados por furto (3%) e porte ilegal de arma de fogo (2%) completam a lista de presos, nos seis primeiros meses de 2025.
As câmeras inteligentes auxiliaram na localização de uma foragida da justiça, em um dos pontos de monitoramento da capital baiana. Ela era procurada pelo crime de tráfico de drogas e foi encaminhada para a Polinter.
É constante o aumento no número de prisões. Nos seis primeiros meses de 2025, o trabalho de integração entre as Polícias Militar e Civil resultou em 11.247 prisões, superando as 9.407 do ano anterior, em números absolutos. Esses dados representam um aumento de 19,6%, com 1.840 pessoas presas a mais, quando comparados ao mesmo período do ano passado.
Com uma média de 62 prisões por dia, 30 lideranças de organizações criminosas foram capturadas, sendo 17 localizadas em outros estados. Destaque para oito capturas de integrantes do Baralho do Crime da SSP, resultado de ações conjuntas entre as forças das seguranças estaduais e federais.

As câmeras coíbem dúvidas sobre a ação policial. Foto: Rafael Rodrigues/SSP
Câmeras corporais se espalham pela Bahia
Mais dez unidades da PM da capital e da RMS passam a utilizar câmeras corporais no patrulhamento ordinário. Policiais militares da capital baiana e da Região Metropolitana de Salvador (RMS) passaram a utilizar, sexta-feira (8), as Câmeras Corporais Operacionais (CCOs).
A ferramenta será empregada pelos efetivos das 16ª (Comércio), 18ª (Periperi), 19ª (Paripe), 26ª (Brotas), 41ª (Federação), 50ª (Sete de Abril), 58ª (Cosme de Farias) e 81ª (Itinga) Companhias independentes da PM, além dos 12° (Camaçari) e 22° (Cajazeiras) Batalhões.
Estes se somam a outras 13 unidades policiais que deram início ao processo de utilização das CCOs: Batalhões do Centro Histórico de Salvador e Rodoviário (1ª CIA) e as Companhias de Tancredo Neves, São Cristóvão, Boca do Rio, Liberdade, Pirajá, Itapuã, Pernambués, Pituba, Barra, Lauro de Freitas e Candeias. As câmeras são utilizadas, também, por equipes das Polícias Civil e Técnica, durante cumprimentos de mandados e perícias, em locais de crime.
O Corpo de Bombeiros também passa por capacitação para o emprego da ferramenta. Como não utilizam colete balístico, a corporação estuda a adaptação do acessório CCO na farda.

Agora, as mulheres têm proteção especial. Foto: Feijão Almeida/GOVBA
Violência doméstica? Atendimento no 190 ‘pede pizza’.
A rede baiana de proteção à mulher conta com o eficiente atendimento a um pedido por pizza pelo telefone 190. Esta semana, o pedido inesperado de uma pizza ao 190 evitou que mais uma mulher entrasse para as estatísticas de violência de gênero na Bahia. O acolhimento à denúncia pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) de Vitória da Conquista deu visibilidade ao trabalho de capacitação do Governo do Estado à rede de proteção. “Foi a sensibilidade e o treinamento do atendente, ao buscar mais respostas da solicitante, que levou ao entendimento de que a situação poderia ser real”, explicou o major Valmari Júnior, coordenador do Cicom.
O caso, ocorrido no último dia 30, resultou na prisão do agressor, que resistiu à abordagem e precisou ser contido com balas de borracha, ainda no imóvel da vítima. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), uma medida protetiva foi solicitada pela Polícia Civil e concedida pela Justiça à mulher, que estava sofrendo ameaças do ex-companheiro por não aceitar o fim do relacionamento.
Outras 1.754 denúncias de violência contra a mulher foram feitas através do canal do Disque Denúncia, desde janeiro deste ano. A Polícia Civil também registrou 12.441 ocorrências de ameaça contra mulheres, 7.202 casos de lesão corporal dolosa, 208 episódios de importunação sexual e 51 feminicídios. A delegada Iola Nolasco, Titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Periperi, diz que os registros são feitos de forma anônima para garantir a segurança da vítima e das pessoas a ela ligadas:
“Muitas vezes é a própria mulher quem faz a denúncia. Em algumas unidades da Polícia Civil, como a do SAC Salvador Shopping, a vítima tem total privacidade, por estar em um centro comercial, além de termos policiais treinados para isso”. Ela acrescenta que as denúncias também podem ser realizadas pelos e-mails: deam.brotas@pcivil.ba.gov.br, deam.periperi@pcivil.ba.gov.br, deam.candeias@pcivil.ba.gov.br e deam.camacari@pcivil.ba.gov.br, ou pelas centrais do 190, 181 e 180.

A Bahia tem batalhão especializado. Foto: Feijão Almeida/GOVBA
Contra a violência de gênero
Parte integrante da rede de atenção, a Casa da Mulher Brasileira também tem coordenado o amparo às violências de gênero, desde dezembro de 2023, em Salvador. Entre janeiro e julho deste ano, mais de 6,5 mil atendimentos foram realizados e mais de 5,2 mil mulheres foram acolhidas:
“Com esse equipamento, a gente conhece mais o contexto da vítima, fazendo a política pública chegar de forma mais efetiva, com toda a estrutura, toda essa rede que facilita o acesso dessas mulheres, diminuindo também os números de violência na Bahia”, contextualiza a coordenadora estadual da Casa da Mulher Brasileira, Ana Clara Auto.
Desde 2023, 22,6 mil mulheres já passaram pelo equipamento, que reúne acolhimento psicológico, assessoria jurídica, delegacia especializada, juizado, Defensoria Pública e alojamento de passagem em um único lugar. Na Bahia, outras unidades da Casa da Mulher Brasileira estão previstas para os municípios de Feira de Santana, Irecê e Itabuna.
A Operação Shamar, de combate à violência contra mulher, é outra ação decisiva nesse campo da segurança pública. O Batalhão de Policiamento de Proteção à Mulher (BPPM) realizou terça-feira (5), na capital baiana, uma ação preventiva e educativa contra a violência de gênero. A ação integra a Operação Shamar, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com as Secretarias da Segurança Pública dos Estados. A iniciativa pretende combater à violência doméstica e familiar.
Durante todo o mês de agosto, as Polícias Militar, Civil e Técnica, além do Corpo de Bombeiros e a Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev) realizarão ações preventivas, educativas e ostensivas.
Quem passou pelas ruas dos bairros do Rio Vermelho e da Barra, recebeu o alerta, emitido por meio de faixas com mensagens sobre a importância da denúncia e viu, pintadas nos corpos de mulheres representando vítimas, as marcas provocadas pela violência.
“O nosso objetivo com a ação é de sensibilizar e conscientizar as pessoas, por meio de um experimento social com mulheres que sofreram violência física”, destacou a comandante do BPPM, tenente-coronel Roseli Santana.
As ações acontecem, inicialmente, em Salvador, Camaçari, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Wagner, Itaberaba, Juazeiro, Itabuna, Paulo Afonso e Luís Eduardo Magalhães.
Assim, a população baiana poderá se sentir mais segura e confiante com a proteção garantida por essa política nacional, reforçada pelo Estado. Especialmente as mulheres, tão constantemente ameaçadas. Aplausos!
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Fonte: Ascom/SSP


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