BRASIL ENFRENTA O PACOTAÇO DE CABEÇA ERGUIDA

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CHINA DÁ FORTE APOIO AO BRASIL

Xi Jinping e seu amigo Lula.

O Governo está firme e preparado para lutar pela soberania brasileira, perante o ataque pseudo-diplomático do pretenso império do Norte. O Tarifaço está em vigor, as ‘punições’ da Lei Magnitsky sobre o Judiciário, o Executivo e o Legislativo do nosso País se concretizam e o Brasil está se protegendo como possível e necessário. O Governo Lula já lançou um ‘pacotaço’ de crédito para apoiar as empresas e seus trabalhadores, diante do impacto sobre nossas exportações, mas também correu para ampliar as dezenas de acordos comerciais que temos com nações amigas. Ergueu sua defesa e o líder máximo tem bradado, alto e bom som, que ‘o Brasil não se dobra a pressões descabidas e de cunho político para forçar a anistia de criminosos’. Estamos cada vez mais inseridos no novo mundo, multipolar, e isso deve atenuar muito o impacto que sofreremos. Mas a punição deve vir para o ex-deputado bananal, que fez um trabalho de lesa-pátria e está sendo processado.

Maior potência econômica mundial e colega do Brasil na criação do BRICS, a China logo se posicionou. O Governo chinês manifestou, oficialmente, apoio ao Brasil para enfrentar o tarifaço com ajuda do BRICS.

Em nota à imprensa, o líder de relações exteriores da China, Wang Yi, afirmou que os dois países estão comprometidos com o multilateralismo e garantiu apoio, na luta em defesa da soberania brasileira. Wang Yi distribuiu comunicado à imprensa, após telefonema com o assessor internacional da Presidência, Celso Amorim.

O Governo da China manifestou apoio incisivo e repetido ao Brasil, há dez dias. Wang Yi foi enfático na defesa da posição adotada pelo governo do presidente Lula. Segundo o comunicado, publicado no portal do governo, “a China apoia resolutamente o Brasil, na defesa de sua soberania estatal e dignidade nacional, e se opõe à interferência infundada de forças externas nos assuntos internos do Brasil. A China apoia firmemente o Brasil na proteção de seus direitos e interesses de desenvolvimento e na resistência às práticas intimidatórias de tarifas arbitrárias”.

“A China apoia firmemente o Brasil no fortalecimento da solidariedade e da cooperação entre o Sul Global, por meio do BRICS e na promoção da força, por meio da unidade entre os países em desenvolvimento. O uso de tarifas como arma para reprimir outros países contraria os propósitos da Carta das Nações Unidas e mina as regras da OMC”, acrescenta o comunicado do ministro chinês.

A manifestação da China ocorreu na mesma tarde em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ia debater com o BRICS uma ação coordenada para enfrentar o tarifaço, imposto por Donald Trump ao Brasil e a outros países. Lula fez a afirmativa em entrevista à agência de notícias Reuters.

A ação do BRICS, que inclui o objetivo de construir uma moeda alternativa ao dólar no comércio internacional, é uma das razões que o próprio Trump admitiu para sua contrariedade com o Brasil e demais integrantes do bloco.

Ação coordenada sobre tarifaço

Wang Yi disse que, “sob a orientação estratégica do presidente Xi Jinping e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a China e o Brasil têm trabalhado juntos para promover a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, o que reflete a visão e as responsabilidades comuns da China e do Brasil, como dois grandes países em desenvolvimento, comprometidos em promover um mundo multipolar, defender as regras e a ordem internacionais e salvaguardar a justiça e a equidade internacionais”.

Ainda segundo o comunicado, “a China está pronta para trabalhar com o Brasil para implementar plenamente os importantes entendimentos comuns alcançados pelos dois chefes de Estado, aprofundar a cooperação bilateral, enriquecer a dimensão estratégica da comunidade sino-brasileira com um futuro compartilhado e compensar efetivamente as incertezas externas por meio da estabilidade e complementaridade da cooperação bilateral”.

Posicionamento histórico da China. A fala de Xi Jinping. Imagem: CGTN

Declaração de Pequim marca relações China-América Latina

A Declaração de Pequim, anunciada em 13 de maio, após o Fórum China-CELAC, representa um marco histórico na transição para um mundo multipolar. Firmada entre a China e os 33 países da América Latina e do Caribe, ela simboliza o fim da hegemonia do Consenso de Washington e inaugura uma nova era de cooperação baseada na equidade, respeito e autodeterminação.

O Consenso de Washington, criado em 1989 por instituições como o FMI e o Banco Mundial, impôs à região uma agenda neoliberal de privatizações, austeridade e desmonte do Estado. Apesar das promessas de crescimento, essa política aprofundou desigualdades e comprometeu a soberania econômica latino-americana.

Em contraste, a China propõe parcerias sem imposições. A Iniciativa do Cinturão e Rota já mobilizou mais de 200 projetos na América Latina, gerando mais de um milhão de empregos e ampliando o comércio regional para US$ 500 bilhões em 2024. O Brasil, por exemplo, busca integrar seus projetos do PAC à iniciativa chinesa, com apoio do Novo Banco de Desenvolvimento liderado por Dilma Rousseff.

Durante o fórum, o vice-ministro chinês Miao Deyu declarou que “a época da Doutrina Monroe acabou”, criticando o intervencionismo dos EUA. A Declaração de Pequim, portanto, não apenas redefine alianças, mas sinaliza uma virada histórica: a América Latina começa a escrever sua própria narrativa de desenvolvimento, livre de imposições externas.

China aumenta compras no Brasil

Após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a China intensificou suas compras do Brasil, especialmente em setores estratégicos. Entre os principais itens adquiridos estão:

Aviões da Embraer: A China aumentou significativamente a importação de aeronaves brasileiras, buscando diversificar seus fornecedores na indústria aeroespacial.

Minerais ricos: Produtos como terras raras e outros minerais estratégicos passaram a ser comprados em maior volume, aproveitando a competitividade brasileira.

Café: A China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café, refletindo o crescimento do consumo da bebida no país asiático.

Carnes e petróleo: Há também interesse crescente em carne bovina e petróleo, itens que o Brasil já exporta para seus principais parceiros.

Esse movimento reforça o papel do Brasil como parceiro estratégico da China, especialmente em um cenário de tensões comerciais globais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad.Foto:Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Haddad diz que tarifaço foi urdido por extremistas brasileiros

Em entrevista a um grupo de jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que taxação extra não tem razão econômica e afirmou que a diplomacia brasileira nunca fechou negociações e encontrará saídas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, também, que o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil não tem base econômica e acusou a família Bolsonaro de urdir a ação a partir do Brasil e dos Estados Unidos. Haddad disse também acreditar que a diplomacia brasileira pode resolver a crise pela via da negociação.

Durante a conversa com jornalistas, organizada pelo grupo Barão de Itararé, o ministro classificou de irracional a decisão de taxar em 50% produtos brasileiros que os Estados Unidos importam. 

“Olha, eu acredito que essa decisão é uma decisão eminentemente política, porque ela não parte de nenhuma racionalidade econômica”, disse.

O ministro acusou a família Bolsonaro, e mais especificamente o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, de urdir essa movimentação estadunidense contra o Brasil. “A única explicação plausível para o tarifaço é porque a família Bolsonaro urdiu esse ataque ao Brasil. E com um objetivo específico, que é escapar do processo judicial que está em curso”.

Fato é que Eduardo Bolsonaro está sendo processado no STF como articulador das sanções que o governo estrangeiro quer impingir ao Brasil e à economia nacional. E, também, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

O próprio ex-deputado disse a público que “se não vier o perdão, as coisas tenderiam a piorar. Isso ele disse publicamente, fazendo todos nós acreditarmos, até porque não há outra explicação, de que esse golpe contra o Brasil, contra a soberania nacional, foi urdido por forças extremistas de dentro do país”, afirmou o ministro brasileiro.

“Essa agressão vai ficar marcada como uma coisa inaceitável e inexplicável: o governo dos EUA entrar na onda de um político extremista local para atacar um país, 215 milhões de habitantes, e nós temos, nesse momento, que estarmos unidos, todos unidos, com o setor produtivo, com o agro, com a indústria paulista, que é a mais afetada, nós não podemos discriminar ninguém nesse momento, pelo contrário, os setores já estão procurando o presidente Lula, e eu quero crer que esse tiro no pé vai ser revertido, porque ele é insustentável”.

Fonte: Agência Gov

One response to “BRASIL ENFRENTA O PACOTAÇO DE CABEÇA ERGUIDA”

  1. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Fé em Deus e pé na tábua!

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