
Preços do grupo Alimentação e Bebidas ficaram negativos em julho-Foto: Rafa Neddermeyer /AgBrasil.
Afora a ansiedade pelo desfecho do julgamento dos golpistas e, também, para entender e o ciclotímico Laranjão do Norte e seus Bananinhas, nós (o povo brasileiro), temos motivos para ficar tranquilos com a Economia do nosso País. Lula já abriu dezenas de novos mercados para os produtos brasileiros, abriu linhas de crédito para os grandes empresários manterem os empregos e aguentarem um pouco até exportar. Os mais ricos estão assistidos para enfrentar o tarifaço e os mais pobres estão protegidos do fantasma da fome: o nível de desemprego no Brasil nunca foi tão baixo, diz o IBGE; o preço dos alimentos continua caindo, nas prateleiras, e o Bolsa Família garante a vida de quem mais precisa. Apesar da inquietude que domina a atmosfera mundial, é possível dizer que estamos indo bem.
O principal dado, divulgado esta semana, foi a baixa inflação mensal, pelo segundo mês seguido. O grupo de Alimentação e Bebidas registrou queda de preços no Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi divulgado terça-feira (12) pelo IBGE. A inflação de julho ficou em 0,26%.
O IPCA aponta que, o grupo Alimentação e Bebidas – que tem o maior peso no índice – ficou negativo em julho, tendo apresentado variação de -0,27% na passagem de junho para julho, assim como os grupos Vestuário (-0,54%) e Comunicação (-0,09%). No Vestuário, destacam-se as roupas de adultos, com a queda chegando a quase 1%.
A maior queda foi impulsionada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,69% na passagem de junho para julho, com destaque para as quedas da batata-inglesa (-20,27%), da cebola (-13,26%) e do arroz (-2,89%). A redução no preço de alimentos importantes na cesta de consumo das famílias e empresas, o resultado do IPCA em julho ficou em 0,26%. Sem a contribuição dos alimentos, a inflação seria de 0,41%.
Em julho de 2024, a variação havia sido de 0,38%. No ano de 2025, o IPCA acumula alta de 3,26% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,23%, abaixo dos 5,35% dos 12 meses imediatamente anteriores.
TRANSPORTES E COMBUSTÍVEIS – Os combustíveis recuaram 0,64% em julho, com quedas nos preços do etanol (-1,68%), do óleo diesel (-0,59%), da gasolina (-0,51%) e do gás veicular (-0,14%). Já o grupo Transportes acelerou de junho (0,27%) para julho (0,35%), impulsionado pela alta nas passagens aéreas (19,92% e 0,10 p.p.).
ALIMENTAÇÃO FORA DO DOMICÍLIO – Ao contrário da alimentação no domicílio, a alimentação fora do domicílio registrou variação de 0,87% em julho, frente ao 0,46% de junho. O sub-item lanche acelerou de 0,58% em junho para 1,90% em julho, e a refeição saiu de 0,41% em junho para 0,44% em julho. Os demais grupos de produtos e serviços pesquisados ficaram entre o 0,91% de Habitação e o 0,02% de Educação.
HABITAÇÃO E ENERGIA ELÉTRICA – Em julho, o grupo Habitação registrou alta de 0,91% impulsionado pela variação de 3,04% na energia elétrica residencial, subitem com o maior impacto individual no índice do mês (0,12 p.p.). A alta reflete os reajustes em estados bolsonaristas: de 13,97% em uma das concessionárias em São Paulo (10,56%), vigente desde 4 de julho; 1,97% em Curitiba (2,47%), desde 24 de junho; 14,19% em uma das concessionárias de Porto Alegre (1,48%), a partir de 19 de junho; e redução de 2,16% nas tarifas de uma das concessionárias do Rio de Janeiro (0,71%), a partir de 17 de junho. Vale ressaltar que, em julho, permanecia vigente a bandeira tarifaria vermelha patamar 1, adicionando R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos.
JOGOS DE AZAR – Com a segunda maior variação e impacto no mês de julho, a alta do grupo Despesas pessoais (0,76 % e 0,08 p.p.) foi impulsionada pelo reajuste, a partir de 9 de julho, nos jogos de azar (11,17% e 0,05 p.p.).
SAÚDE E CUIDADOS PESSOAIS – No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,45%) destacam-se as altas nos itens de higiene pessoal (0,98%) e no plano de saúde (0,35%), que reflete a incorporação dos reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 6,06%, com vigência a partir de maio de 2025 e cujo ciclo se encerra em abril de 2026. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 6,47% e 7,16%, a depender do plano.
ENTENDA O IPCA – O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1 de julho de 2025 a 30 de julho de 2025 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2025 a 30 de junho de 2025 (base).

As menores taxas de desemprego foram em Sta. Catarina, Rondônia e Mato Grosso (2,8%). Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
IBGE revela o menor desemprego da história
A menor taxa da série histórica (5,8%) se reflete na queda em 18 das 27 UF e na estabilidade em nove estados. Vamos ver o detalhamento dos dados da PNAD Contínua do segundo trimestre, relativos aos estados.
No detalhamento, divulgado sexta-feira (15), verificamos os desdobramentos estaduais da menor taxa de desemprego já registrada pelo país na série histórica desde 2012, de 5,8%, no segundo trimestre de 2025. Comparada aos primeiros três meses do ano, a desocupação apresentou redução em 18 das 27 Unidades da Federação e ficou estável nas outras nove, segundo dados da PNAD Contínua.
O reflexo desse desempenho é a redução dos contingentes em busca de uma ocupação, ou seja, há mais oportunidades que estão absorvendo os trabalhadores, mesmo aqueles que apresentavam mais dificuldade em conseguir um trabalho”
O analista da pesquisa, William Kratochwill, apresenta os destaques da redução do desemprego:
No segundo trimestre, a desocupação no país caiu 1,2% em relação ao índice registrado no primeiro trimestre deste ano, que foi de 7%. No recorte das Unidades da Federação, as menores taxas foram registradas em Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). As maiores, em Pernambuco (10,4%), Bahia (9,1%) e Distrito Federal (8,7%).
Os dados mostram um mercado de trabalho aquecido e resiliente, com redução da taxa de desocupação no país. “O reflexo desse desempenho é a redução dos contingentes em busca de uma ocupação, ou seja, há mais oportunidades que estão absorvendo os trabalhadores, mesmo aqueles que apresentavam mais dificuldade em conseguir um trabalho”, disse.
RENDIMENTO MENSAL – O rendimento real mensal habitual foi de R$ 3.477, uma alta nas duas comparações: frente ao trimestre anterior (R$ 3.440) e ao mesmo trimestre de 2024 (R$ 3.367). Na comparação trimestral, o Sudeste (R$ 3.914) foi a única região com alta significante do rendimento, enquanto nas demais houve estabilidade. Frente ao 2º trimestre de 2024, o rendimento cresceu no Sudeste e no Sul (R$ 3.880).
RENDIMENTO REAL BRUTO – A massa de rendimento real habitual (R$ 351,2 bilhões) cresceu. O Sudeste apresentou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica (R$ 177,8 bilhões). Em relação ao 1º trimestre de 2025, a massa de rendimentos cresceu em quatro regiões, e somente o Sul (R$ 63 bilhões) apresentou estabilidade.
HOMENS, MULHERES E RAÇA – A taxa de desocupação foi de 4,8% para homens e 6,9% para as mulheres no segundo trimestre de 2025. No recorte por cor ou raça, o índice ficou abaixo da média nacional para brancos (4,8%) e acima para pretos (7%) e pardos (6,4%).
ENSINO – A taxa de desocupação para pessoas com ensino médio incompleto (9,4%) foi maior que as dos outros níveis de instrução aferidos. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,9, o dobro da verificada para nível superior completo (3,2%).
1,3 MILHÃO – No segundo trimestre de 2025, havia 1,3 milhão de pessoas que procuravam trabalho durante dois anos ou mais, o menor contingente da série para um segundo trimestre desde 2014 (1,2 milhão). O indicador recuou 23,6% em relação ao segundo trimestre de 2024.
CARTEIRA ASSINADA – No Brasil, o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 74,2% no segundo trimestre de 2025. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (87,4%), São Paulo (82,9%) e Rio Grande do Sul (81,2%), e os menores, no Maranhão (53,1%), Piauí (54,5%) e Paraíba (54,6%).
CONTA PRÓPRIA – O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,2%. Os maiores percentuais foram de Rondônia (35,3%), Maranhão (31,8%) e Amazonas (30,4%) e os menores, do Distrito Federal (18,6%), Tocantins (20,4%) e Mato Grosso do Sul (21,4%).
PNAD CONTÍNUA – A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. A cada trimestre, dois mil entrevistadores integrados às mais de 500 agências da rede de coleta do IBGE visitam uma amostra de 211 mil domicílios, percorrendo cerca de 3.500 municípios nas 27 Unidades da Federação.

Bolsa Família atende mais de 19 milhões de famílias
Os repasses do Bolsa Família, em agosto, chegam a 19,19 milhões de lares. O valor médio de repasse do Governo Federal é de R$ 671, a partir de um investimento de R$ 12,8 bilhões.
Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 83,9% dos responsáveis familiares são mulheres: 16 milhões. Em 521 municípios de cinco estados, o pagamento do Bolsa Família, este mês, foi unificado na segunda-feira (18). São cidades e regiões incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes, inundações e períodos longos de seca e estiagem. A iniciativa alcança diretamente 695 mil famílias. Na lista, estão municípios de Paraná (4), Amazonas (3), Roraima (6), Sergipe (11) e todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul.
AUXÍLIO GÁS – Em agosto, o Governo Federal também paga, no mesmo calendário do Bolsa Família, o Auxílio Gás, voltado a pessoas em situação de maior vulnerabilidade social no grupo de beneficiários. Neste mês, 5,13 milhões de famílias recebem o adicional de R$ 108 referente ao valor integral de um botijão de 13 quilos de gás GLP. O investimento total é de R$ 554 milhões.
PRIMEIRA INFÂNCIA – Mais de 8,44 milhões de crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância neste mês. O adicional de R$ 150 é repassado a cada integrante do núcleo familiar dos beneficiários nessa faixa etária, a partir de um investimento de R$ 1,18 bilhão.
Outros três benefícios, todos de R$ 50 adicionais, chegam a 633,60 mil gestantes, 303,05 mil nutrizes (em fase de amamentação) e 14,44 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos. O valor somado para saldar todos esses benefícios é de R$ 702,9 milhões.
ESPECÍFICOS — Em agosto, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 239,88 mil famílias com pessoas indígenas, 278,66 mil famílias com quilombolas, 382,71 mil famílias com catadores de material reciclável, 251,36 mil com pessoas em situação de rua e 58,12 mil famílias com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo.
PERFIL — Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 83,9% dos responsáveis familiares são mulheres: 16 milhões. Do total de 50 milhões de pessoas nas famílias que recebem os benefícios em agosto, 29,28 milhões são do sexo feminino (58,51%). As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários: 36,67 milhões (73,26%).
PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em agosto, 2,63 milhões de famílias.
REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em agosto. São 8,92 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 5,97 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,42 milhões de famílias e R$ 3,56 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,49 milhões de famílias e R$ 1,76 bilhão), Sul (1,33 milhão de beneficiários e R$ 876,87 milhões) e Centro-Oeste (1,01 milhão de contemplados e R$ 682,74 milhões).
ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em agosto está na Bahia. São 2,34 milhões de famílias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,55 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,24 milhões de contemplados. Em outros seis há mais de um milhão de integrantes: Pernambuco (1,49 milhão), Rio de Janeiro (1,44 milhão), Minas Gerais (1,44 milhão), Ceará (1,37 milhão), Pará (1,27 milhão) e Maranhão (1,17 milhão).
VALOR MÉDIO — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse para os beneficiários em agosto: R$ 733. O Amazonas, com R$ 723, o Acre, com R$ 721, e o Amapá, com R$ 718, completam a lista das quatro maiores médias nos estados e formam o grupo dos únicos estados com valor médio acima de R$ 700.
MUNICÍPIOS — Quando o recorte leva em conta os 5.570 municípios brasileiros, o maior valor médio está em Uiramutã, município de 13,7 mil habitantes em Roraima, com 2.219 famílias atendidas pelo programa e tíquete médio de R$ 1.013,05. Trata-se do único município do país a superar os mil reais de valor médio. Na sequência aparecem Campinápolis (MT), com R$ 911,59; Santa Rosa do Purus (AC), com R$ 893,18, e Jordão (AC), com R$ 879,99.
Assim, queridos leitores, podemos enxergar (e fazermos enxergar) que nossa Democracia é forte, nossa Economia é forte, nossa liderança é forte e nossa determinação em defender a Soberania do povo brasileiro coroa o verdadeiro reconhecimento de que o Brasil é dos brasileiros (menos daqueles que conspiram contra a Pátria).
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