BRASIL TERÁ MEGA-HOSPITAL COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Written in

by

Cada vez fica mais fácil comparar e preferir as parcerias com o BRICS do que com o ‘otanistão’. Enquanto o pretenso império do Norte se dedica a perseguir seus antigos parceiros, como o Brasil, o Banco dos BRICS investe nos países do Sul global com interesses nos altos padrões de parceria e humanidade. O Brasil está sendo assistido pela agência financeira do bloco para construir um magnífico hospital, totalmente operado por inteligência artificial, para ampliar e modernizar a estrutura do SUS. Sim, o mesmo SUS que impressionou o jornalista Terence McCoy, correspondente do jornal americano The Washington Post, que foi atendido pelo Sistema Único de Saúde do Brasil, sem gastar um centavo. Agora, nosso sistema de saúde vai dar um enorme salto em qualidade: O Ministério da Saúde apresentou, ao banco do BRICS, o projeto para construção do primeiro hospital inteligente do SUS.

O projeto para a construção do primeiro hospital com inteligência artificial do SUS foi apresentado ao Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), do BRICS, no início deste mês. O protocolo para financiamento de US$ 320 milhões – aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) – foi entregue pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à presidenta do banco, Dilma Rousseff. Agora, a pasta aguarda a análise da instituição financeira.

“Apresentamos ao banco dos BRICS o projeto para a instalação de um hospital inteligente que use toda a tecnologia da informação e inteligência artificial, com base em experiências que estão acontecendo na China. É um grande passo para o Brasil entrar nessa revolução tecnológica”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil) será em São Paulo, no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A iniciativa é uma parceria do Ministério da Saúde com a Universidade de São Paulo (USP). O ITMI-Brasil vai integrar os avanços médicos e tecnológicos do Brasil, China e demais países membros do BRICS e da comunidade internacional. O Ministério da Saúde instituiu um Grupo de Trabalho para conduzir a tramitação e a implementação do projeto, em articulação com outros ministérios e instituições parceiras.

“O projeto que está em análise pelo NDB simboliza o futuro da saúde pública global, baseado na cooperação internacional, na transferência de tecnologia e na aplicação da ciência e da inovação em benefício das populações”, afirma a presidenta do banco do BRICS, Dilma Rousseff.

Para a dirigente, o projeto representa um investimento estratégico, ancorado na solidariedade entre os países do BRICS, que compartilham desafios semelhantes e promovem o intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e soluções inovadoras em saúde.

Dilma e Padilha anunciam o super-hospital. Foto: João Risi/MS

Uma mega hospital humanizado

O projeto arquitetônico prevê a construção de um novo edifício com 150 mil m², adotando padrões internacionais de sustentabilidade, segurança e inovação. Os projetos de engenharia e arquitetura incluirão práticas globais avançadas em logística interna, redução de infecções hospitalares e preparação para desastres e pandemias. A estrutura será adaptada às características climáticas locais para otimização energética e terá foco em um ambiente acolhedor e humanizado para garantir o bem-estar de pacientes e equipes.

A expectativa é que o ITMI-Brasil seja um centro de excelência em saúde digital, combinando tecnologias como inteligência artificial, telessaúde, ambulâncias conectadas em 5G, automação hospitalar, integração com prontuários eletrônicos e sistemas preditivos de gestão assistencial. O objetivo é garantir alta eficiência operacional, regulação inteligente de leitos e tempo de permanência reduzido, com atendimento resolutivo, ágil e seguro.

Inspirado em experiências internacionais, visitadas por delegações do Ministério da Saúde e da USP na China, o hospital adotará um modelo de gestão colaborativa com vocação para ensino, pesquisa e inovação.

A colaboração internacional é um pilar do projeto, unindo profissionais de saúde, pesquisadores e gestores públicos do Brasil, China e demais países do NDB, promovendo intercâmbio de conhecimento em tecnologia, gestão, sustentabilidade e atenção à saúde com foco na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.

Foto:Divulgação MS

Rede de UTI integradas

Com foco em ampliar a transformação digital no SUS e qualificar o cuidado especializado, o Ministério da Saúde vai investir, a partir deste ano, na estruturação de uma rede de UTI inteligentes. A estratégia consiste em estruturar, modernizar e aprimorar as Unidades de Terapia Intensiva em hospitais do SUS, em diferentes localidades brasileiras.

“Esse investimento dá para a gente investir e montar, não só um hospital aqui no Brasil, mas também apoiar, já na largada, 10 UTIs espalhadas em todo o país. Assim, vamos ter uma verdadeira política de incorporação da inteligência artificial, das novas tecnologias de informação — que estão muito sendo utilizadas na China — para o cuidado dos nossos pacientes”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A ação engloba a implantação de tecnologias avançadas e ações de medicina inteligente, com integração digital e suporte de telessaúde. O projeto vai começar em 10 unidades, com expectativa de expandir para mais serviços em todo país, além de fortalecer o cuidado em rede e a relação da área da saúde com os setores industriais e de desenvolvimento tecnológico.

Contra doenças da pobreza e dos excluídos

Essa, porém, não é a única iniciativa do Brasil, na área de Saúde, com apoio dos BRICS. Sob a liderança de Lula, o bloco criou uma parceria contra doenças ligadas à pobreza e exclusão social. Os ministros da Saúde do BRICS recomendam parceria inédita para a eliminação de doenças socialmente determinadas. O Ministério da Saúde lidera a articulação em saúde, durante reunião de altos oficiais do BRICS.

Sob liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Cúpula de Líderes do BRICS chancelou, no mês passado, uma parceria inédita para a Eliminação das Doenças Determinadas Socialmente, no âmbito do bloco. O anúncio ocorreu durante o encontro de chefes de Estado, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente Lula lançou o acordo, considerado um marco na agenda global de equidade em saúde.

“A eliminação de Doenças Socialmente Determinadas é um esforço coletivo para enfrentar as desigualdades que ainda decidem quem adoece e quem morre. No Brasil e no mundo, a renda, a escolaridade, o gênero, a raça e o local de nascimento seguem determinando o acesso à saúde. Muitas das doenças que matam milhares em nossos países, como o mal de Chagas e a cólera, já teriam sido erradicadas se atingissem o Norte Global. Essa realidade escancara o quanto ainda precisamos lutar por justiça e equidade”, disse o presidente Lula.

Ele ressaltou que não existe direito à saúde sem investimento em saneamento básico, alimentação adequada, educação de qualidade, moradia digna, trabalho e renda. “Estamos liderando pelo exemplo, cooperando e agindo com solidariedade, colocando a dignidade humana no centro de nossas decisões”, destacou o presidente.

O presidente Lula, quando no comando do BRICS. Foto: João Risi/MS

Produção de medicamentos

Para o ministro Padilha, a parceria é um marco histórico e vai permitir que o Brasil possa avançar ainda mais em projetos combinados de produção de medicamentos. “Por exemplo, voltamos a produzir a insulina humana e devemos fazer a primeira entrega nesta semana. Isso por conta de uma parceria com a China e a Índia. Também produzimos medicamentos para tuberculose com apoio de empresas indianas. O lançamento dessa parceria pelos Chefes de Estado dá mais força a projetos como estes, gerando tecnologia, emprego e renda no Brasil”, afirmou.

O tema teve como inspiração o Programa Brasil Saudável, que visa enfrentar problemas sociais e ambientais que afetam a saúde de pessoas em maior vulnerabilidade social.

Para garantir a sustentabilidade e o monitoramento da iniciativa, os ministros da Saúde recomendaram a elaboração de um roteiro conjunto com marcos claros, a institucionalização de sessões ministeriais periódicas e o engajamento com parceiros de desenvolvimento e instituições financeiras internacionais como o Banco dos BRICS.

Brasil Saudável

O Programa Brasil Saudável foi lançado em 2024 pelo Governo Federal com o objetivo de eliminar, até 2030, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical, ligadas a condições como pobreza, falta de saneamento, moradia precária e exclusão social. Entre as doenças-alvo estão tuberculose, hanseníase, malária, doença de Chagas, HIV/aids e hepatites virais.

Em novembro do ano passado, o Brasil eliminou a filariose linfática como problema de saúde pública, reconhecimento concedido pela OMS. O resultado é considerado um marco e serviu de base para demonstrar a viabilidade da ação integrada entre setores para o enfrentamento de doenças determinadas socialmente.

2 respostas a “BRASIL TERÁ MEGA-HOSPITAL COM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL”

  1. Avatar de
    Anônimo

    PARABÉNS AO PRESIDENTE LULA, SUA EQUIPE ILUMINADA E AOS LEAIS A ESSA LUZ. PARABÉNS À ILUMINADA PRESIDENTA DILMA E TODA EQUIPE PREPARADA E CONSCIENTE QUE FORTALECE O BRASIL DO POVO BRASILEIRO CONSCIENTE. VIVA A SAÚDE PUBLICA, AO SUS QUE SALVA VIDAS. MATÉRIA MARAVILHOSA. GRATIDÃO.

  2. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Emocionante!!

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre ÂNGULO E FOCO

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo