Na primeira etapa, são 501 médicos em todo o Brasil.

Foto ilustrativa: Thuane Maria/GOVBA
Todos os dias, nas cidades de pequeno porte, temos doentes nas casas de saúde à espera de ‘regulação’ para atendimentos especializados, nos centros regionais, por falta de especialistas. Sempre interessado em suprir as necessidades sociais da maioria da população, o Governo Federal tratou de agir: criou o programa Agora Tem Especialistas e já selecionou 501 médicos em todo o Brasil. Quase 10% irão atuar na Bahia, a partir de setembro. Ao todo, o estado receberá 48 profissionais dentro do programa, que foi criado para ampliar consultas, exames e o acesso da população a profissionais de referência em áreas estratégicas. Até que enfim!
As especialidades contempladas incluem oncologia clínica e cirúrgica, radioterapia, anestesiologia, coloproctologia, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia ginecológica, endoscopia digestiva, colonoscopia, colposcopia, ultrassonografia mamária e videolaringoscopia. Essa medida fortalece a regionalização na rede pública e filantrópica, ampliando a assistência em regiões com escassez de profissionais.
Na Bahia, os especialistas selecionados irão atuar em 18 municípios: Barreiras, Juazeiro, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Itabuna, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Serrinha, Alagoinhas, Brumado, Eunápolis, Itaberaba, Jacobina, Paulo Afonso, Senhor do Bonfim, Valença e Ribeira do Pombal.
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, revela que esse avanço é reflexo da parceria entre os governos estadual e federal: “A chegada desses especialistas significa não apenas mais consultas e exames, mas também mais diagnósticos precoces, mais acesso a tratamentos de alta complexidade e, acima de tudo, mais vidas cuidadas em todas as regiões do nosso estado. Essa é a tradução prática da parceria Bahia-Brasil”, afirmou.
O Governo Federal anunciou, em julho, um aporte de R$ 100 milhões para fortalecer as policlínicas regionais da Bahia. O investimento vai beneficiar as 26 unidades já em funcionamento e viabilizar a realização de cerca de 581 mil consultas e exames até o início de 2026. Além dos recursos, as policlínicas passam a operar em horários estendidos: à noite, aos sábados e domingos.

Os novos médicos ampliarão a assistência à saúde da população, reduzindo o deslocamento para os grandes centros urbanos – Foto: Rafael Nascimento/MS
Melhorias em todo o Brasil
No âmbito federal, o Governo selecionou 501 médicos especialistas para atendimento no interior do país e em regiões onde faltam profissionais. Eles começam a atuar até 18 de setembro, em 212 cidades, em especialidades como ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia, além de cirurgia geral
O Ministério da Saúde distribuiu, em 212 municípios das 27 unidades da Federação, profissionais que serão destinados a regiões onde há falta de médicos. Do total, 67% vão reforçar o atendimento no interior do Brasil, em especialidades como cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. Assim, eles ampliarão a assistência à saúde da população, reduzindo o deslocamento para os grandes centros urbanos.
Esses médicos integram a primeira chamada de edital inédito do Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde que, pela primeira vez, selecionou especialistas para atuarem no SUS. Com 12 anos de experiência em média, eles vão reforçar o atendimento em 258 hospitais, policlínicas, centros de apoio diagnóstico e outras unidades da rede pública nas cinco regiões do país.
O ministro Alexandre Padilha, em coletiva que anunciou o resultado da seleção, afirmou: “Precisamos de iniciativas ousadas como o Mais Médicos Especialistas, que vai garantir, pela primeira vez, a atuação de profissionais especialistas no SUS e reduzir o tempo de espera da população por atendimento. Com esse reforço, estados e municípios, que já tinham um grande investimento no serviço, terão suprida a necessidade de especialistas, ampliando o acesso e fortalecendo a rede pública de saúde”.
Todas as regiões contempladas
Para o Nordeste, que historicamente conta com menor número de médicos especialistas, estão destinados 260 profissionais, o que equivale a 51% do total. Já o Sudeste receberá 125 especialistas, seguido pelo Norte (66), Sul (26) e Centro-Oeste (24). Considerando as regiões remotas do país, 25,7% atuarão em áreas classificadas como de alta ou muito alta vulnerabilidade, 20% na região da Amazônia Legal e 9% em áreas de fronteira.
A iniciativa atraiu o interesse de 993 médicos especialistas, que se inscreveram no programa. Desse total, 501 já vão iniciar o atendimento a partir de setembro. Outros 400 profissionais ficam em lista de espera, podendo concorrer a outras oportunidades em uma segunda etapa.
“O perfil dos candidatos revela a qualidade desses profissionais que daremos a cada brasileiro: a média de formação dos selecionados é de 12 anos. Isso mostra a excelência que esses profissionais têm e a possibilidade de eles se aprimorarem ainda mais no sistema público de saúde com mentoria e acompanhamento de hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e do ProadiSUS – Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde”, detalhou Padilha.
Entre os 501 selecionados, 131 (26%) trabalharam anteriormente apenas em hospitais privados. Pela primeira vez, eles passarão a atender os pacientes da rede pública, o que representa um avanço do programa, em vista da Demografia Médica de 2025. O estudo aponta que, atualmente, a maior concentração de médicos especialistas está na rede privada de saúde. Apenas 10% atendem o SUS exclusivamente.
Do total de selecionados, 75% serão destinados a hospitais públicos para a realização de cirurgias, internações e tratamentos, como radioterapia e quimioterapia. Outros 18% serão alocados em ambulatórios, onde farão consultas e exames, como endoscopia, ecocardiograma, colonoscopia, colposcopia e ultrassonografia. Os demais profissionais atuarão em unidades de apoio diagnóstico e terapêutico.
Com o reforço desses profissionais, pacientes do SUS que moram no sertão da Paraíba, por exemplo, não precisarão mais percorrer até 500 km para receberem tratamento na capital, João Pessoa. Assim que os oito médicos de várias especialidades iniciarem as atividades em Patos (PB), que fica no sertão, essa distância será reduzida em até 400 km. A expectativa é que o município aumente em 30% a capacidade de atendimento no hospital regional, que receberá os novos profissionais.
Na distribuição das vagas, o Ministério da Saúde observou as demandas do SUS nos estados e municípios. Assim, priorizou regiões com número de especialistas abaixo da média nacional, que é de 184 especialistas por 100 mil habitantes. Considerou, também, a capacidade instalada da rede pública para a oferta da assistência especializada, além do perímetro de deslocamento da população até o local onde o atendimento é realizado.
Para atuarem no SUS, os médicos selecionados contam com 16 cursos de aprimoramento, em áreas como cirurgia, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia. O diferencial da capacitação é que eles vão atuar na rede pública, na prática, com a mentoria de profissionais de excelência da Rede Ebserh e de hospitais do Proadi-SUS. Serão dedicadas 16 horas semanais à prática assistencial e quatro horas semanais a atividades educacionais.
Os selecionados também farão imersões em serviços de referência. Eles contarão com uma bolsa-formação de até R$ 20 mil, valor definido conforme a vulnerabilidade social e sanitária dos locais onde vão atuar. Os cursos terão duração de 12 meses.
O mundo está virado de cabeça pra baixo, mas, no Brasil e na Bahia, o que é importante para a maioria prevalece e dá frutos.

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Fontes: Ascom/Sesab/MS


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