POESIA DOMINICAL ‘(Quase) anônimos choram por Gaza’

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Imagem I.A. Ângulo e Foco

Os queridos leitores da Poesia Dominical do Ângulo e Foco estão habituados a encontrar, antes dos poemas, umas palavras que procuram esclarecer quem é o poeta da semana. Pois bem, em se tratando de Gaza – terra onde milhares e milhares de anônimos são mortos, diariamente, no projeto genocida do sionismo – os dois poemas que lerão abaixo são de anônimos, ou quase. Um deles é atribuído a um criativo ‘Montanari’; o outro me apareceu na Internet, num desses vídeos rápidos que desaparecem logo depois. Não tinha assinatura. Portanto, car@s amig@s, são duas vozes que clamam por justiça, paz e amor, naquele ambiente insalubre em que se transformou a Faixa de Gaza, depois que o atual governo de Israel decidiu vingar um ataque terrorista através de uma guerra de extinção em massa. Que inclui a ‘estratégia’ da fome. Como sabemos, HOJE, a Flotilha do Mundo está navegando pelo Mar Mediterrâneo, rumo a Gaza, com toneladas de alimentos e remédios, no intento de romper o bloqueio maléfico dos, paradoxalmente, nazis. Mesmo assim, boa leitura!

GAZA & GUERNICA : RETRATOS DA DESUMANIDADE 

Guernica, 1937, estrondo no ar

Bombas caem, a Guerra Civil Espanhola ruge

Picasso, com pincel e fúria, responde

Em tela grita o horror, o caos, a dor

.

Crianças, velhos, mulheres – todos sofrem

A guerra não escolhe, a guerra não poupa

Guernica, obra-prima do desespero humano

Grita em silêncio através dos tempos

.

E hoje, Gaza sangra sob bombas israelenses

Guernica multiplicada, amplificada, eterna

As imagens se repetem, em cores vivas de morte

Quantos Picassos seriam necessários agora?

.

Até quando, pergunto eu, ateu pacifista

Quanto mais sangue precisa jorrar nas ruas?

Que lógica perversa move a mão que já foi vítima

A tornar-se algoz, replicando o horror vivido?

.

Israel, filho do Holocausto, pai de novo genocídio

Que amnésia coletiva te faz esquecer tua própria dor?

Gaza é Guernica, é Auschwitz, é todo horror humano

Condensado em bombas, gritos e corpos despedaçados

.

Eu, engenheiro, professor, poeta peregrino

Grito em versos livres contra esta insanidade

Pois a poesia, mesmo impotente, não pode calar

Diante do eterno retorno da barbárie humana.

.

(Poema baseado no texto do amigo Michel Labaki)

Montanari – Agosto 2025

.

VOZES DE GAZA

(@PalestinaLivre)

.

Eles tentaram nos enterrar

Não sabíamos que éramos sementes

Nossa existência é resistência.

.

Em um mundo que tentou nos diminuir,

apagar ou silenciar nossas vozes

nossas histórias e nossos sonhos

são raízes que rompem o esquecimento.

.

Somos o eco dos que vieram antes,

a personificação de suas lutas,

esperanças e resiliência.

Estamos recuperando espaços,

florescendo onde quiseram devastar.

.

Cada batida do nosso coração,

cada passo adiante,

cada ato de amor e esperança é uma declaração:

seguimos aqui, inquebráveis.

.

E para o mundo que nos viu ser massacrados,

que assistiu em silêncio, enquanto nossas casas eram destruídas, nossos filhos assassinados e nossa terra devastada, saibam:

A história não esquecerá a covardia de vocês.

Quando a justiça enfim florescer, seus nomes estarão manchados para sempre.

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3 respostas a “POESIA DOMINICAL ‘(Quase) anônimos choram por Gaza’”

  1. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana

    poesias para reflexão

  2. Avatar de Remar

    Que as rezas continuem. E que eles se libertem da crueldade

  3. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4


    O coração na mão!

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