RECORDES ECONÔMICOS EM TURISMO E EXPORTAÇÕES

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BRASIL ENFRENTA TARIFAÇO DE CABEÇA ERGUIDA

Brasil fatura R$108 bilhões no primeiro semestre. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Ainda que perdurem o tarifaço e a chantagem do governo imperialista do Norte, o Turismo brasileiro fatura R$ 108 bilhões no 1º semestre de 2025, maior valor desde 2012. O setor também alcança marca histórica no recorte exclusivo de junho, com faturamento de R$ 17 bilhões. Desafiando o ataque do Laranjão, também a balança comercial brasileira mostra vigor, compensando as perdas com a redução nas vendas para os estadunidenses. A mobilização do Governo e do empresariado, a fim de minimizar o impacto das sanções ideológicas, vem surtindo resultados, através da conquista de quase 400 novos mercados para os produtos brasileiro. Ainda persistem, porém, as perdas setoriais nas exportações que eram concentradas nos negócios com os EUA. Contudo, pode-se dizer que o Brasil vem contornando com habilidade e competência as ameaças ao nosso desenvolvimento sustentável, que vem se mostrando ‘imparável’.

Cada vez mais o turismo brasileiro se consolida como uma grande força econômica no país, quebrando sucessivos recordes. Segundo levantamento mensal da FecomercioSP, elaborado a partir de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor faturou quase R$ 108 bilhões no primeiro semestre de 2025, o maior valor já registrado na série histórica da entidade, iniciada em 2012.

O resultado representa um crescimento de 6,9% na comparação com igual período do ano passado, o que totaliza um adicional de R$ 7 bilhões. Todos os segmentos analisados tiveram avanços, com destaque para o transporte aéreo de passageiros, que alcançou um faturamento de R$ 27,3 bilhões, que significa uma alta de 10,6% na comparação anual.

Crescem os números em todas atividades turísticas

A atividade de alojamento também sobressaiu, alcançando uma variação de 12,7% e faturamento de R$ 13,6 bilhões. Os demais ramos com desempenho positivo foram alimentação (+6,9%), outros tipos de transporte aquaviário (+6,5%), agências e operadoras (+6,3%) e transporte rodoviário de passageiros (+2,4%).

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou que “os resultados mostram a potência que o turismo brasileiro representa”. “Os recordes de faturamento não são apenas números isolados: eles representam, também, mais empregos, geração de renda e um mundo de oportunidades e possibilidades para o setor turístico brasileiro”, ressalta Sabino.

No recorte exclusivo de junho – dado mais recente disponível – atingimos outro recorde do turismo brasileiro: R$ 17 bilhões em faturamento, o maior para o período na série histórica, além de significar um aumento de 5,6% ante junho de 2024. O cenário mensal é semelhante ao do primeiro semestre de 2025. Destaque novamente para o transporte aéreo – que apresentou a variação mais expressiva, de 12% –, e o setor de alojamento, com alta anual de 8,5%.

Movimento alto nos setores

O transporte aéreo faturou R$ 4,45 bilhões, e o alojamento, R$ 1,7 bilhão. O transporte rodoviário de passageiros também voltou a ganhar espaço, com uma alta anual de 6,1% e faturamento de quase R$ 3 bilhões. Outros avanços foram registrados em agências e operadoras de viagens (2,9%), outros tipos de transporte aquaviário (2,4%), locação de meios de transporte (1,6%) e alimentação (1,5%).

Exportações brasileiras alcançaram patamar recorte nos primeiros oito meses do ano. Foto: Diego BaravelliSecomPR

Balança comercial está em alta

O Brasil registrou um superávit de US$ 6,1 bi em agosto e recorde de exportações nos primeiros oito meses do ano. O País amplia exportações de forma significativa para países como Índia (58%), México (43%), Argentina (40%) e China (31%). O desempenho no mês impulsiona o melhor resultado da história para os primeiros oito meses do ano, com exportações atingindo US$ 227,6 bilhões.

Esses dados foram divulgados quinta-feira (4), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). As exportações no mês passado totalizaram US$ 29,861 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 23,728 bilhões. Com isso, a corrente de comércio mensal atingiu US$ 53,589 bilhões.

Vamos ver um detalhamento dos resultados da balança comercial. Eles representam um crescimento de 3,9% nas exportações, em comparação com agosto de 2024, quando o país exportou US$ 28,74 bilhões. As importações, por sua vez, apresentaram queda de 2%, em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou US$ 24,22 bilhões. A corrente de comércio total, em agosto de 2025, registrou um crescimento de 1,2%, na comparação com agosto de 2024.

Mercado expandido

Fruto da intensa movimentação do Governo Federal, contra os efeitos do tarifaço alaranjado, as exportações em agosto apresentaram crescimento expressivo para diversos mercados: Reino Unido (11%), México (43,82%), Argentina (40,37%), China (31%) e Índia (58%). Foram registradas quedas em alguns destinos: Bélgica (-43,8%), Espanha (-31,3%), Coreia do Sul (-30,44%) e Singapura (-17,1%).

No caso dos Estados Unidos, o mês registrou queda de 18,5% no volume de exportações. A redução, segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, ocorreu em razão da antecipação nas vendas, em julho, antes do início do tarifaço aplicado pelo governo dos EUA: “Atribuo muito à antecipação que ocorreu em julho, quando houve a carta, no dia 9, afirmando que as tarifas iam aumentar em 50%. Isso gerou incerteza entre exportadores e houve crescimento das exportações para os Estados Unidos de 7% no mês”, explicou.

No acumulado, de janeiro a agosto de 2025, as exportações brasileiras somam US$ 227,6 bilhões, recorde histórico para os primeiros oito meses do ano, superando em 0,5% o valor registrado no mesmo período de 2024 (US$ 226,5 bilhões). As importações alcançaram US$ 184,8 bilhões, resultando em uma corrente recorde para os primeiros oito meses do ano: US$ 412,4 bilhões. A corrente de comércio acumulada representou crescimento de 3,2% em comparação com igual período de 2024.

Brasil resiliente

Apesar de desafios pontuais em mercados, o Brasil demonstra uma balança comercial resiliente, consolidando um crescimento recorde nas exportações e na corrente de comércio no acumulado do ano, reafirmando sua posição no cenário global.

O desempenho setorial em agosto de 2025 (comparado a agosto de 2024) foi:

Exportações

Agropecuária: Crescimento de US$ 0,51 bilhão (8,3%).

Indústria extrativa: Crescimento de US$ 0,74 bilhão (11,3%).

Indústria de transformação: Queda de US$ -0,14 bilhão (-0,9%).

Importações

Agropecuária: Crescimento de US$ 1,7 milhão (0,4%).

Indústria extrativa: Crescimento de US$ 0,37 bilhão (26,5%).

Indústria de transformação: Queda de US$ -0,85 bilhão (-3,8%).

Desempenho setorial acumulado (janeiro a agosto de 2025, em relação a igual período de 2024):

Exportações

Agropecuária: Crescimento de US$ 0,23 bilhão (0,4%).

Indústria de Transformação: Crescimento de US$ 4,69 bilhões (4,0%).

Indústria Extrativa: Queda de US$ 4,01 bilhões (7,2%).

Importações

Agropecuária: Crescimento de US$ 0,35 bilhão (9,2%).

Indústria de Transformação: Crescimento de US$ 13,92 bilhões (8,9%).

Indústria Extrativa: Queda de US$ 2,42 bilhões (21,6%).

Por tudo isso que o Ângulo e Foco traz, como boa notícia para os brasileiros, fica mais ainda reforçada a linha de ação do Governo Federal para fazer frente ao ataque político do ‘líder’ norte-americano. O Brasil continua no caminho certo para se firmar como uma grande potência do Sul Global, respaldada pelo BRICS+. Vamos comemorar, junto com as comemorações pela condenação dos golpistas, esta semana.

3 responses to “RECORDES ECONÔMICOS EM TURISMO E EXPORTAÇÕES”

  1. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana

    otimo trabalho

  2. Avatar de
    Anônimo

    REALMENTE O GOVERNO DO PRESIDENTE LULA É UMA ILUMINAÇÃO. O BRASIL EM CRESCENTE SEMPRE, E RESPEITADO PELO MUNDO. UM ESTADISTA DE UMA ELEGÂNCIA, BONDADE E VERDADE. VIVA A DEMOCRACIA E A SOBERANIA NACIONAL.

  3. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Brasil só cresce!!

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