ONU ACUSA ISRAEL E NETO DE NELSON MANDELA CONCLAMA O MUNDO


Sabemos que a política brasileira está fervendo, diante do ataque dos deputados desonestos à Constituição Brasileira; eles não vencerão a maioria do povo de nossa Nação. O clima está quente, também, em Gaza, com o novo ataque do exército sionista, por terra, e continua em ebulição a patacoada do Donaldo Agente Laranja, lutando contra todos. Mas a chaleira está em ebulição mesmo com a próxima chegada, sob ameaça – do sionismo e de uma tempestade -, da Global Sumud Flotilla à área marítima de Gaza, a fim de entregar alimentos e remédios à população faminta. Um tema mundial e atual que insistimos em cobrir de perto. Lá, na Palestina, além das bombas israelenses, explodem outras ‘bombas’: Comissão da ONU acusa Israel de genocídio e o neto de Nelson Mandela, embarcado na Flotilha, convoca os povos a apoiar a causa palestina, como fazia seu avô.
Novidades do nosso informante, Magno Costa
“Atualização em 17/09: Em reunião pela manhã, tivemos informes vindos do capitão. Estamos navegando próximo da Costa da Sicília. Um barco vai até o porto abastecer; será a última oportunidade para quem quiser desembarcar. Dois barcos de uma frota de resgate de imigrantes vão acompanhar a Flotilha até à Zona Laranja e logo os barcos da Itália se juntam a nós.
“Temos à frente uma grande tempestade. Agora, temos pouco mais de um metro de ondas, mas, na tempestade, as ondas terão mais de três metros. Os capitães vão decidir se tentam contorná-la, ou se vão esperar que passe a tormenta, ou, ainda, se vamos enfrentá-las sem parar. Nas três hipóteses, teremos um novo pequeno atraso.”

ONU acusa Israel de genocídio
Israel está cometendo genocídio em Gaza, diz uma importante comissão da ONU. Em relatório de 72 páginas, a Comissão concluiu que o país cometeu “quatro atos genocidas”, mas o Ministério das Relações Exteriores israelense nega essas afirmações.
Uma investigação independente da ONU concluiu, pela primeira vez, que Israel cometeu genocídio contra palestinos em Gaza e que os principais líderes do país incitaram o genocídio, no que descreveu como “a descoberta mais contundente da ONU até o momento”.
No relatório, divulgado ontem (16), a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU, criada pelo CDH (Conselho de Direitos Humanos da ONU), concluiu que Israel “cometeu quatro atos genocidas” no território palestino, desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas realizou ataques mortais contra Israel e o país lançou sua campanha militar.
Esses atos incluem o assassinato de palestinos em Gaza, causando-lhes “graves danos físicos e mentais”, “impondo deliberadamente ao grupo condições de vida, calculadas para causar sua destruição física, total ou parcial”, e “impondo medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo”, segundo o documento.
Neste momento, Israel leva adiante uma incursão terrestre, na Cidade de Gaza, para ocupação total do território. Continua a mortandade por balas e bombas.
Quase 65 mil palestinos foram mortos em Gaza desde 7 de outubro passado, segundo o Ministério da Saúde palestino. A pasta não faz distinção entre civis e combatentes, mas afirma que a maioria das vítimas são mulheres e crianças.
Mas o sionismo é cínico: “Israel rejeita categoricamente o relatório distorcido e falso e pede a abolição imediata da Comissão de Inquérito”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do país, nesta terça-feira (16).
O ministério descreveu o resultado da investigação como um “relatório que se baseia inteiramente no Hamas” e acusou os autores de serem representantes do grupo militante, “cujas declarações horríveis sobre os judeus foram condenadas em todo o mundo”. O governo Trump apoiou Israel, que tem argumentado consistentemente que está agindo conforme as leis. Mas as acusações de genocídio estão crescendo internacionalmente, inclusive dentro dos Estados Unidos.
No início deste mês, a Associação Internacional de Estudiosos do Genocídio – o maior órgão mundial de estudiosos limpeza étnica – afirmou que Israel está cometendo um genocídio em Gaza.
Em julho, dois importantes grupos israelenses de direitos humanos se tornaram as primeiras organizações de Israel a alegar que seu país estava “cometendo genocídio contra palestinos em Gaza”. E, em dezembro de 2023, a África do Sul acusou Israel de genocídio, em um caso sem precedentes no Tribunal Internacional de Justiça, alegando que a liderança do país estava “determinada a destruir os palestinos em Gaza”.
O relatório do painel da ONU vem a público no momento em que Israel lança uma incursão terrestre na Cidade de Gaza, após semanas bombardeando o centro urbano lotado, apesar da crescente condenação internacional. Netanyahu reconheceu a reação negativa na segunda-feira (15), dizendo que seu país enfrenta “uma espécie de isolamento” que pode durar anos.

Palestinos são “alvos coletivos”
O resultado da investigação foi divulgado pela Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel.
A comissão deu vários exemplos de civis palestinos, jornalistas, profissionais de saúde e trabalhadores humanitários que foram “diretamente alvejados e mortos” em Gaza. Esses assassinatos ocorreram em locais como casas, hospitais, escolas e edifícios religiosos, tanto dentro quanto fora das zonas de segurança designadas, ressalta.
O relatório citou o assassinato de Hind Rajab, de 5 anos, e seus familiares, em janeiro de 2024, como exemplo de como as forças de segurança israelenses procederam à matança de civis, apesar de terem “claro conhecimento da presença de civis palestinos, ao longo das rotas de saída e dentro das áreas seguras”.
“Eles atiraram e mataram civis, alguns dos quais (incluindo crianças) seguravam bandeiras brancas improvisadas”, afirma o documento. “Algumas crianças, incluindo bebês, foram baleadas na cabeça por atiradores de elite.”
Além de atirar em civis, as forças israelenses “mataram intencionalmente civis palestinos em Gaza, usando munições de amplo impacto que causaram um alto número de mortes”, continua o levantamento. Essas munições foram usadas, apesar da consciência de que matariam civis, reforça a comissão: “As vítimas do bombardeio não foram identificadas ou alvejadas como civis individuais. Pelo contrário, as vítimas foram alvejadas coletivamente, devido à sua identidade como palestinas”.
Israel, há muito tempo, acusa o Hamas de usar civis em Gaza como escudos humanos, incorporando infraestrutura militar em áreas civis – alegações que o grupo palestino nega.

O apartheid na África do Sul foi similar ao de Gaza.
Suspensão de ajuda para a população de Gaza
Israel impôs um bloqueio de anos a Gaza, antes dos ataques de 7 de outubro, restringindo severamente a entrada de suprimentos no território palestino. Após o ataque do Hamas, no entanto, o governo israelense lançou um “cerco total” ao local, que teve um “impacto catastrófico nas condições de vida dos palestinos em Gaza”, informa o relatório.
“Israel transformou a retenção de necessidades vitais em uma arma, especificamente cortando o fornecimento de água, alimentos, eletricidade, combustível e outros suprimentos essenciais, incluindo assistência humanitária”, relata o documento.
Uma situação humanitária já desoladora tornou-se ainda mais grave no início deste ano, quando Israel impôs um bloqueio de 11 semanas a toda a ajuda a Gaza, no início de março. Logo após o fim do bloqueio, em meados de maio, um novo grupo, apoiado pelos Estados Unidos e por Israel – a Fundação Humanitária de Gaza – assumiu grande parte da distribuição de ajuda no território. Mas centenas de palestinos foram mortos posteriormente, enquanto tentavam buscar ajuda em locais administrados pela controversa organização.
Em agosto, um painel apoiado pela ONU declarou estado de fome na Cidade de Gaza e arredores, analisando que mais de meio milhão de pessoas foram afetadas.
O resultado da investigação da ONU, divulgado nesta terça-feira (16), diz que a decisão de Israel de permitir a entrada de uma pequena quantidade de ajuda em Gaza foi uma “fachada” para enganar a comunidade internacional, enquanto continua a “impor fome e condições de vida desumanas aos palestinos”.
Netanyahu negou repetidamente que haja fome em Gaza. No início de agosto, ele declarou: “Israel não tem uma política de fome. Israel tem uma política de prevenção à fome”. Segundo o premiê, o governo permitiu a entrada de mais de 2 milhões de toneladas de ajuda em Gaza, desde o início da guerra.
Infância das crianças palestinas “destruída”
A ONU também questionou os objetivos de guerra de Israel, enfatizando que “o ataque generalizado e deliberado a crianças palestinas” é uma evidência de que as operações militares não estão sendo conduzidas apenas para derrotar o Hamas, mas para “destruir fisicamente o grupo (palestino), eliminando não apenas as crianças de hoje, mas também a possibilidade de elas terem filhos no futuro”.
As crianças de Gaza estão sofrendo tanto mental quanto fisicamente, apontou o documento. “A essência da infância foi destruída em Gaza”, disse um médico citado pelo comitê.
A fome generalizada também significa que as crianças são “incapazes de desenvolver a fala e atingir marcos da linguagem” e podem enfrentar potenciais problemas cognitivos a longo prazo, continua.
Israel também recusou a entrada de fórmulas e leite especial para bebês em Gaza, resultando na “fome de recém-nascidos e crianças pequenas”, indica a comissão. Esta é “uma evidência especialmente forte da intenção de destruir a população”, afirmou.
Mas, também, a violência sexual é usada por Israel como arma de guerra. Outro trecho do documento informa que as forças de segurança israelenses “perpetraram violência sexual e de gênero”, incluindo “estupro, tortura sexualizada e outras formas de violência sexual, não apenas como punição contra indivíduos, mas como parte de um padrão de punição coletiva para fragmentar, humilhar e subjugar a população palestina como um todo”.
“Isso fica evidente, através do conteúdo dos soldados israelenses nas redes sociais, onde eles se mostram descaradamente cometendo atos para desumanizar os palestinos”, afirma a comissão. O relatório diz ter ouvido muitos palestinos, relatando terem sido submetidos a violência sexual e de gênero, enquanto estavam detidos, incluindo o depoimento de um detento que relata ter sido espancado nos genitais com tanta violência que perdeu a consciência.
Líderes israelenses “incitam o genocídio”
A investigação também acusou Netanyahu, o presidente Isaac Herzog e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant de incitarem genocídio: “Em 7 de outubro de 2023, autoridades israelenses fizeram declarações que indicavam sua intenção de destruir os palestinos em Gaza como um grupo”, indicou.
“Líderes políticos e militares israelenses são agentes do Estado de Israel; portanto, seus atos são atribuíveis ao Estado de Israel”, continua o comitê, acrescentando que “autoridades israelenses e forças de segurança israelenses tiveram e continuam a ter a intenção genocida de destruir, no todo ou em parte, os palestinos na Faixa de Gaza”.
Um comunicado de imprensa, publicado juntamente com o documento, apelou à comunidade internacional para “empregar todos os meios razoavelmente disponíveis para impedir a prática de genocídio em Gaza”. O crime “está se desenrolando em tempo real. O dever legal, moral e político dos Estados é claro. O mundo precisa agir agora para impedir a matança, proteger o povo palestino e cumprir suas obrigações de prevenir e punir o crime de genocídio”, enfatiza o comitê.

Neto de Mandela, da Flotilha, faz um desabafo
Quatro dias atrás, poucos minutos antes da Flotilha partir da Tunísia, o neto de Mandela, Nkosi Zwelivelile “Mandla” Mandela, que faz parte da Global Sumud Flotilla, se manifestou, através das redes sociais da freedomflotillabr, citando a trajetória de luta de seu avô e o compromisso de apoiar a causa palestina que lhe delegou:
“Sou da Delegação da África do Sul na @globalsumudflotilla … Este é o compromisso que assumimos com os palestinos. Nós nos tornamos a geração na África do Sul que pegou o bastão onde meu avô deixou.”
Para Mandela, a missão de romper o cerco a Gaza é profundamente pessoal, enraizada no legado de seu avô, o falecido Nelson Mandela. Ele se coloca em solidariedade com o povo palestino, que foram “irmãos de luta”, durante os dias mais sombrios da África do Sul. Ele está na Flotilha para cumprir a promessa de que a esperança e a resiliência jamais poderão ser silenciadas.
“Agora, o bastão foi passado. Venha com a gente”, diz ele. “Não tirem os olhos de Gaza. Parem o genocídio!”
Texto do video do canal freedomflotillabr no Instagram
Meu nome é Nkosi Zwelivelile “Mandla” Mandela e estou aqui participando da Global Sumud Flotilla. Estamos aqui, em Túnis, na Tunísia. Para nós, o legado que meu avô, sua excelência o Presidente Nelson Rolihahla Mandela, deixou, está intimamente ligado à luta do povo palestino.
Durante os nossos dias mais sombrios, na luta pela libertação, enquanto os nossos líderes estavam nas prisões da África do Sul do apartheid, como meu avô e seus companheiros. Eles se inspiraram, imensamente, na luta do povo Palestino. Enfrentaram um dos regimes militares mais poderosos com as mãos nuas, por vezes com pedras.
E foi muito importante que, quando libertado, ele pôde visitar os palestinos em Gaza, em 1995 e, posteriormente, em 1997. Ele assumiu um compromisso real com eles, dizendo que ‘nossa liberdade será incompleta sem a liberdade do povo palestino’.

Nelson Mandela se comprometeu com a luta palestina.
Na época, Nelson Mandela afirmou, em entrevista: “Yasser Arafat, o coronel Gaddafi e Fidel Castro apoiam nossa luta incondicionalmente. Eles não a apoiam apenas com retórica. Eles estão colocando recursos à nossa disposição para que vençamos a luta. Mas eles precisam saber qual é a nossa posição. Arafat é um companheiro de armas, e nós o tratamos como tal.
“Esses camaradas de que você fala não são apenas camaradas, mas irmãos de armas. Eles nos apoiaram nos dias mais sombrios da luta pela libertação. Agora, que sou um homem livre, nunca lhes darei as costas.
“Então, esse era o compromisso que ele tinha com os palestinos. Nós nos tornamos a geração que pegou o bastão onde ele parou, sabendo muito bem que a luta palestina era uma das que estavam no seu coração.
“E faremos tudo ao nosso alcance para libertar a Palestina, durante nossa vida. Aplaudimos o nosso presidente, Sua Excelência Cyril Ramaphosa, e os ex-ministros Naledi Pandor e Ronald Lamola, por terem conseguido levar o apartheid israelense ao Tribunal Internacional de Justiça e ao Tribunal Penal Internacional. E, pela primeira vez, ao longo dos 77 anos da Nakba, eles estão sendo responsabilizados por essas atrocidades que cometeram contra o povo palestino.
“Para nós, além do nosso continente, também tivemos que contar com a comunidade global. Primeiro, abordamos os governos para apoiar nossa causa e eles falharam. E é por isso que mudamos de foco dos governos e nos concentramos na sociedade civil.
“O movimento antiapartheid cresceu e se tornou uma força instrumental no apoio à nossa causa. Muitos de nós – e lembro-me de quando era jovem, devia ter uns 12 anos – nos juntamos aos londrinos, em frente à South África House, na Trafalgar Square, e protestamos lá. Mas esses protestos realmente se tornaram uma força formidável na mobilização de apoio à nossa causa.
“Na Irlanda, havia uma jovem, chamada Mary Manning, de 21 anos, que trabalhava na Dunne’s Store, e se recusou a trabalhar com frutas que vinham da África do Sul. Em protesto, pediu demissão e doze de seus colegas de trabalho pediram demissão com ela. Na época, nenhum deles sabia qual seria o impacto desse simples ato, que logo se tornou uma campanha global e muitas pessoas, em todo o mundo, se recusaram a apoiar quaisquer produtos e navios que viessem da África do Sul do apartheid.
“Os trabalhadores portuários se tornaram fundamentais. Vimos em Manchester, em Liverpool, em Lagos, incluindo a Baía de São Francisco, os trabalhadores portuários se recusarem a trabalhar com quaisquer produtos ou navios que viessem da África do Sul. Isso foi o que funcionou para nós, sul-africanos, e o que tiramos dessas experiências, hoje, é o que estamos utilizando para avançar na luta palestina.

Manifestações em todo o mundo.
“Estamos aqui em Túnis, reunindo pessoas de todas as partes do mundo para fazer alguma coisa, porque os governos falharam. O genocídio, ao vivo, que está sendo perpetuado contra nossos irmãos e irmãs palestinos, em Gaza e nos territórios ocupados da Cisjordânia, nos motivou a fazer tudo o que for necessário para responsabilizar o apartheid israelense.
“Esta Global Sumud Flotilla reuniu 44 países para levar a tão necessária ajuda humanitária a Gaza. Àqueles que estão em casa, pedimos que compartilhem essa jornada, para garantir que utilizemos as redes sociais para divulgar a mensagem.”
Mais ameaças
“Muitos de nossos companheiros na Flotilha foram informados de que serão tratados como terroristas e serão submetidos a celas terroristas.
“Nós estamos enviando uma mensagem clara de que nenhuma ameaça pode nos impedir de entregar a ajuda a Gaza. Se há algo que os palestinos nos ensinaram é a permanecer firmes. E, como movimento de solidariedade internacional, ativistas se unem sob a égide da Global Sumud Flotilla. Vamos garantir que não vamos nos desesperar.”

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Fontes: Flotilha e CNN


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