GAZA LEVANTA O MUNDO CONTRA ISRAEL

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FLOTILHA SEGUE EM FRENTE, COM PERCALÇOS

Surge proposta de boicote até pra tirar Israel da Copa do Mundo.

A Flotilha Global Sumud voltou ao mar e busca superar várias dificuldades, entre essas o problema técnico na maior e mais importante embarcação, os temporais e as ameaças do sionismo. Enquanto isso, o mundo se mobiliza contra o governo assassino de Israel, acuado pela própria população. Um vídeo, projetado nas paredes dos prédios, que está viralizando hoje nas redes sociais, mostra uma ação, realizada nesta sexta-feira (19), em Londres, com imagens da capital do Reino Unido sendo atacada impiedosamente, destacando que isso ocorre hoje, em Gaza. Ao mesmo tempo, cresce a mobilização mundial contra a participação de Israel na próxima Copa do Mundo de futebol e no Festival de música Eurovision. O clima, em todo o planeta, é de condenação ao genocídio em Gaza, ainda que Netonia Yahoo e o Mal Alaranjado nem estejam aí para toda essa movimentação. Até quando???

Milhões de pessoas, em todo o mundo, estão apoiando a causa palestina, ocupando as ruas, enfrentando repressão, mas insistindo em denunciar o genocídio, perpetrado pelo governo sionista de Israel. Inclusive milhares de israelenses que, dias atrás, ocuparam a fronteira coma Faixa de Gaza para protestar contra o extermínio de médicos, mulheres e crianças.

Esta semana, pela Internet, um grupo corajoso de técnicos de futebol italianos está mostrando até que ponto pode chegar o boicote a Israel e até onde pode chegar a solidariedade ao povo palestino. Eles estão pedindo que a FIFA exclua Israel da Copa do Mundo. Se conseguirmos que milhões de pessoas apoiem este apelo, a FIFA vai ter que escutar.

Após a comissão da ONU declarar que Israel comete genocídio, a Comissão Europeia vai propor quarta-feira (24) a suspensão parcial do acordo de associação entre União Europeia e Israel, em questões comerciais, algo que, segundo a alta representante da União Europeia para política externa, Kaja Kallas, “teria um custo financeiro muito pesado” para Telaviv, estando em causa a cessação das disposições comerciais do acordo, que prevê a revogação do ‘princípio da nação mais favorecida’ para alguns produtos.

O cantor Salvador Sobral começa a pedir boicote a Israel no Eurovision.Foto:SergeyDolzhenko-EPA

Cantor famoso quer boicotar Israel em festival

O destacado cantor português, Salvador Sobral, tomou uma decisão corajosa que vai ganhando adeptos por toda a Europa: “Foi declarado genocídio; Israel não pode cantar canções de circo na Eurovisão 2026”. Em 2025, Israel venceu o maior festival de música da Europa, com a música “New Day Will Rise” (Um novo dia vai nascer), do cantor Yuval Raphael.

O líder do movimento, Salvador Sobral, venceu a 62ª edição do Festival Eurovisão da Canção, em 2017. O cantor contraria os organizadores e considera que Portugal deve deixar o Festival, caso Israel se mantenha na programação. E defende que Israel deve ficar fora do próximo Festival Eurovisão da Canção: “Se Israel continuar a participar, Portugal deveria sair do evento de 2026”.

“Expulsar Israel da Eurovisão é algo simbólico; reconhecer o Estado da Palestina também é simbólico mas, com muita força, como uma flotilha que vai até Gaza. São coisas simbólicas, obviamente com dimensões diferentes” – avaliou.

“Está na hora de Portugal acordar, tanto no Governo como no canal público, que deve tirar a participação de Portugal se Israel participar, não tenho dúvidas nenhumas”, continua o cantor, em entrevista à TSF Radionotícias.

Simone de Oliveira, um dos ícones da canção portuguesa, ao contrário, tinha dito, também na TSF, que é preciso travar a “loucura” da guerra em Gaza, mas acha que não se devem misturar os assuntos: “Vamos misturar política com canções? Será que vale a pena? Será que isso vai resultar nalguma coisa? Será que não fará com que, de repente, o mundo fique todo contra tudo, contra as canções, contra as letras, contra as ruas, contra os monumentos, contra tudo?”

Salvador Sobral, como eu, não concorda: “Não podia estar mais em desacordo. Toda a arte é política e, obviamente que se deve misturar; o homem é a sua arte e deve-se falar das convicções de cada autor nas obras que faz. Porque isso está tudo presente na arte, a arte também é política. Eu estou completamente contra essa máxima de que não se pode misturar a arte com política. A verdade é que a arte mudou coisas na política”.

O cantor-ativista também lamenta a “dualidade de critérios”, em relação à Rússia, que foi expulsa logo em 2022, quando invadiu a Ucrânia: “Quando começou a invasão da Ucrânia, todos os países na Europa começaram logo com sanções à Rússia; e com Israel é o contrário, não se percebe por que há uma impunidade. E a Eurovisão segue a mesma linha dos governos, que é uma linha de total negação daquilo que está acontecendo e, então, decidem deixar que Israel participe na Eurovisão. Repito: EUROvisão”.

“Para mim, era mais do que óbvio – assim como a Rússia foi logo expulsa da Eurovisão – que Israel tem de ser expulso logo, desde que começou essa leva de ataques mais intensa. Quando o genocídio é declarado pela ONU, é óbvio que Israel não pode estar na Eurovisão, cantando canções de circo. Não faz nenhum sentido”, considera o intérprete.

A RTP-Rádio e Televisão Portuguesa vai se reunir, na próxima semana, com a União Europeia de Radiodifusão, para tratar do assunto. A postura da RTP tem sido de silêncio; como a do Governo português, diz Salvador Sobral:

“É tentar não fazer muito barulho e tentar não chatear, não fazer nenhuma sanção a Israel, nem sequer ainda reconhecemos o Estado da Palestina, vamos ver quando é que isso acontece. Em Portugal é assim, o Governo não tem essa força que têm outros governos de dar um murro na mesa. Infelizmente, não temos essa capacidade, mas já seria simbolicamente muito forte se, pelo menos, o canal público o fizesse”.

A postura do ilustre cantor português mudou com o tempo. Como tinha vencido o concurso em 2017, um ano depois, Salvador Sobral foi ao palco em Lisboa entregar o prêmio à vencedora de 2018: Netta, a representante de Israel.

O mundo indignado boicota Israel

Desde 2024, vários países sancionaram Israel. Pressão pela aplicação de sanções a Israel estava crescendo. Começou pela Turquia, que proibiu a exportação de dezenas de produtos. As restrições ocorreram após protestos, em toda a Turquia, pedirem sanções a Israel por causa de sua ofensiva contra o Hamas em Gaza. A ministra do Exterior da França, Stéphane Séjourne, também queria mais sanções, se não houvesse avanço na ajuda humanitária a Gaza.

Séjourne referia-se a sanções contra indivíduos, que já haviam sido impostas pelos EUA, Canadá, França e Reino Unido, tendo como alvo colonos israelenses na Cisjordânia ocupada por Israel. Logo em seguida, o Chile impede Israel de participar de feira de aviação e, além da proibição, o país cancelou todas as atividades de cooperação ou treinamento em território chileno com Israel. O governo disse que não compraria mais armas, sistemas de defesa ou de segurança dos sionistas.

Para completar, o Chile solicitou ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, que investigasse as ações de Israel em Gaza e nos territórios ocupados.

Guerra prolongada prejudica a obra de parte da Rota da Seda, chinesa.

Israel se enrosca com a China

A guerra entre Israel e Hamas interrompeu o progresso do chamado corredor econômico Índia-Oriente Médio-Europa (IMEC), que visa promover a integração entre a Ásia, o Golfo Pérsico e a Europa.

O projeto prevê a construção de novas conexões ferroviárias e marítimas para fazer frente à enorme iniciativa chinesa de infraestrutura Nova Rota da Seda. Mas o IMEC entrou em compasso de espera, enquanto o conflito em Gaza se desenrola.

As nações árabes têm condenado regularmente as táticas agressivas de Israel, contra civis, enquanto busca combater o Hamas em Gaza. Riad alertou que só normalizaria as relações com Israel se houvesse uma solução de dois Estados entre israelenses e palestinos.

Movimento BDS pede boicotes

O Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) é um movimento não violento liderado por palestinos que promove boicotes, desinvestimentos e sanções econômicas contra Israel. O cofundador do BDS, Omar Barghouti, diz que o movimento se inspirou no movimento antiapartheid da África do Sul.

O BDS tem hoje filiais em 40 países e também defende o boicote a eventos esportivos, culturais e acadêmicos israelenses, além de pressionar empresas estrangeiras que “colaboram” com Israel.

O movimento é regularmente acusado de antissemitismo por Israel e pelos EUA.

Enquanto isso, vários aplicativos estão ajudando os consumidores a boicotar empresas consideradas como apoiadoras de Israel e de sua guerra em Gaza. Um deles, chamado Boycat, permite que os usuários escaneiem o código de barras de qualquer produto e vejam suas ligações com o país do Oriente Médio, e oferece produtos alternativos para compra.

O que buscam esses movimentos anti-Israel?

Esses movimentos buscam uma mudança nas políticas e práticas de Israel em relação aos territórios palestinos. As razões por trás dos boicotes a Israel estão enraizadas em questões de direitos humanos e direito internacional.

O boicote econômico a Israel visa pressionar o país a cumprir o direito internacional e persuadir empresas privadas a encerrar sua participação em práticas consideradas violadoras dos direitos palestinos.

Esses boicotes são caracterizados pela recusa e pelos apelos à recusa de manter relações comerciais ou sociais com Israel, com o objetivo de influenciar as práticas e políticas do sionismo.

Um dos principais argumentos para o boicote é a luta contra a ocupação da Cisjordania e o regime de apartheid que Israel impõe aos palestinos, incluindo aqueles com cidadania israelense, em Gaza.

Documentos vazados indicam que a reputação de Israel está em declínio e que empresas israelenses enfrentam dificuldades para atrair consumidores, o que sugere um impacto real das campanhas de boicote. Há relatos de que centenas de empresas estrangeiras fecharam suas portas, em território israelense.

Os boicotes frequentemente se referem ao movimento mais amplo de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), liderado por palestinos, que busca mobilizar a comunidade internacional para pressionar Israel a cumprir o direito internacional.

Empresas como McDonald’s e Starbucks, por exemplo, podem sentir os efeitos do movimento BDS, que busca isolar Israel economicamente e politicamente até que seus objetivos sejam alcançados.

Essa é a hora de todos nós compartilharmos a nossa indignação com nossos contatos e familiares.

5 respostas a “GAZA LEVANTA O MUNDO CONTRA ISRAEL”

  1. Avatar de
    Anônimo

    Gostaria de ver uma matéria sobre a posição do Brasil quanto ao BDS a Israel. Muita coisa pode ser feita…

    1. Avatar de mazzeiray

      Tô esperando ações mais concretas.

  2. Avatar de
    Anônimo

    A JUSTIÇA DIVINA É INFINITA, NA LUZ DO CRIADOR. DISSOLVE COMO PÓ AO VENTO, TODO ESSE MAL E OS INSANOS, DE MENTE E CORAÇÃO. A LUZ SEMPRE VENCE. EXCELENTE MATÉRIA DO BLOGUE.

  3. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    O BEM vai vencer!!

  4. Avatar de genuinebd134a63aa
    genuinebd134a63aa

    Obrigada pela qualidade da matéria!

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