ISRAEL FAZ AMEAÇAS GRAVES AO GRUPO

Flotilha deixando o porto de Creta, na Grécia, o último porto seguro.
Correspondente do Ângulo e Foco na Flotilha Global Sumud (Resistência Global), o sindicalista Magno de Carvalho Costa relata a reunião que decidiu seguir em frente, mesmo diante das ameaças de ser “duramente atacada”, quando sair das águas da Grécia e adentrar em águas internacionais. Com previsão de chegar segunda-feira à chamada ‘zona vermelha’, a Flotilha vai em frente, determinada a levar ajuda humanitária aos milhares de famintos e doentes, bombardeados na Faixa de Gaza. Um jornalista espanhol, que também está na Flotilha, reafirma a disposição de todos os barcos seguirem, representando o mundo, apesar de nove ataques de drones sobre as embarcações de nossos heróis.
Vamos começar com o depoimento de nosso correspondente:
“DECiSÃO DEFINITIVA DA FLOTILHA A GAZA
Em reunião simultânea, ocorrida em todos barcos da Flotilha a Gaza, em frente à ilha de Creta, ontem, foi anunciado a todos os participantes que os governos, através dos seus ministérios do Exterior, foram comunicados por Israel que os barcos da Flotilha a Gaza, quando deixarem as águas territoriais da Grécia, onde se encontram agora, e entrarem em águas internacionais, serão duramente atacados.
Diante da gravidade das ameaças, agora oficialmente formalizadas, a coordenação – ou Comitê Central da Flotilha – decidiu consultar todos participantes, incluindo as tripulações, se, diante deste fato novo, alguém quer sair da missão por mar, sendo essa a última oportunidade, de fato, para desembarcar.
Outra questão colocada é que, para todos os que decidirem seguir, devem acompanhar as decisões do Comitê Central. Em nosso barco, seguiremos todos.
Quero comentar a decisão tomada: Quem entrou nesta missão, sabia de que todas as hipóteses estariam colocadas e, na minha opinião, continuam todas colocadas. Não é porque os governos foram comunicados que a pior hipótese pode ser dada como certa, mas também não pode ser descartada. Na reunião, uma companheira comentou comigo que a posição pessoal dela era de seguir em frente, mas ela precisava consultar a direção da sua organização política. Eu, não tive e não tenho dúvida da posição da CSP CONLUTAS, que eu estou aqui representando e, por isto, declarei: Vamos a Gaza!
Quanto à questão de acatar as decisões a serem tomadas pelo Comitê – sobre a qual houve uma discussão, declarei que o único momento em que a democracia operária não pode ser o critério de decisão é diante de uma situação “militar”, como é o nosso caso agora.
Estamos cumprindo o nosso papel. Esperamos que nossos governos, em especial o nosso, faça sua parte: rompa todas as relações com Israel e tome ações concretas contra o genocídio em Gaza.
Palestina livre do rio ao mar!”
Magno de Carvalho Costa

Um dos líderes, Thiago Ávila, falando aos membros da Flotilha.
Cinco navios já foram atacados por drones
A rede de televisão Telesur (Televisión del Sur) – uma multi-estatal para América, com sede na Venezuela – divulgou que a Flotilha Global Sumud (GSF), composta por 50 embarcações que transportam ajuda humanitária para Gaza, foi alvo de nove ataques de drones, contra cinco navios que navegavam no Mar Mediterrâneo, ao sul da ilha grega de Creta.
O jornalista espanhol Néstor Prieto, que está a bordo da flotilha, relatou que eles ativaram um protocolo de proteção contra drones, depois que cerca de vinte drones começaram a sobrevoar a flotilha. Prieto relatou que, inicialmente, os drones realizavam tarefas de vigilância, realizando varreduras em diferentes altitudes. No entanto, os ataques começaram logo depois, com pelo menos nove impactos, documentados em vídeos postados nas redes sociais.
O jornalista observou que os ataques parecem seguir um padrão de guerra psicológica, com bombas sonoras detonadas no ar e na água, projetadas para intimidar e desativar embarcações, em vez de causar danos letais.
O ataque mais recente teria causado danos aos mastros de um dos navios, embora as informações ainda não estejam claras, devido à interrupção das telecomunicações da frota, o que exige que eles mudem constantemente os canais de rádio, de acordo com Prieto.
Embora a origem dos drones seja atualmente desconhecida, o padrão dos ataques aponta para Israel ou grupos afiliados, informou o jornalista. Às 2h27, horário local da Grécia, os drones continuavam a sobrevoar embarcações, incluindo o Al Awda.
“Nossa determinação está mais forte do que nunca. Essas táticas não nos impedirão de cumprir nossa missão de entregar ajuda a Gaza e romper o cerco ilegal. Qualquer tentativa de nos intimidar apenas fortalece nosso compromisso. Eles não nos silenciarão. Continuaremos navegando”, declararam os participantes da flotilha, nas redes sociais.
Nos últimos dias, o GSF denunciou que Israel intensificou sua campanha para difamar e criminalizar a missão humanitária, rotulando-a falsamente de “ameaça à segurança” e vinculando-a ao Hamas para justificar potenciais ataques.
Nós, aqui, que somos defensores apaixonados do Governo Lula, aguardamos um boicote explícito do Brasil ao envio de nossos petróleo e aço às tropas sionistas.

A Flotilha se preparando para sair de Creta para cumprir a missão humanitária.
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