PRENDER OS TRIPULANTES E FICAR COM OS BARCOS

Israel quer prender como terroristas os tripulantes de flotilha que partiu para Gaza. O presidente da Colômbia, Gustavo Petrus, anunciou que seu país solicitou à ONU a criação de um Exército de Salvação do Mundo para atuar em defesa da Flotilha. O clima parece estar esquentando no desfecho da marcha, empreendida pela Flotilha Global Sumud (Resistência), rumo a Gaza para distribuir alimentos e remédios aos massacrados habitantes daquela faixa de litoral. Já foram desferidos 14 ataques de drones, lançando produtos químicos, bombas incendiárias e sabe-se lá mais o quê. Barcos importantes pararam esta semana por problemas técnicos e a tensão cresce. A próxima parada de todos será em Gaza. Que cena o mundo irá assistir? Vamos ficar de braços cruzados, só assistindo a um possível massacre de centenas de heróis? Fique sabendo de tudo e assista os vídeos no final.
A ativista e ex-presidente da Câmara de Barcelona, Ada Colau, com a coordenadora do Bloco de Esquerda português, Mariana Mortágua, a caminho em um dos navios da flotilha, revelaram que o Ministério da Segurança Interna de Israel quer endurecer as penalizações a ações deste gênero, a exemplo da flotilha em que segue a líder do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a caminho de Gaza.
O governo israelense prepara-se para uma resposta mais dura contra a nova missão humanitária da Flotilha Global Sumud, que partiu ao final da tarde de segunda-feira de Barcelona com destino à Faixa de Gaza, depois de a viagem ter sido adiada devido a ventos fortes. A Flotilha também se atrasou em Túnis, por conta de combustível e ataques de drones.
Segundo o jornal Israel Hayom, o executivo liderado por Benjamin Netanyahu planeja tratar os tripulantes – entre os quais a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte, a atriz Sofia Aparício e a jovem ativista Greta Thunberg – como “terroristas” e confiscar as embarcações para serem usadas pela polícia israelita.

A ativista Greta Thurnberg.
A proposta terá partido do ministro da Segurança Interna, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita, que teria defendido, perante Netanyahu, a detenção dos ativistas em prisões tipicamente reservadas a pessoas acusadas de terrorismo. Os homens seriam enviados para Ktzi’ot e as mulheres para Damon, estabelecimentos prisionais de alta segurança, onde não teriam acesso a “televisão, rádio e comida de alta qualidade”.
O plano proposto prevê ainda a apreensão dos mais de 50 barcos da flotilha, que seriam integrados numa nova força marítima da polícia israelita. A convicção é de que uma postura mais rígida desencorajará, desta vez, futuras iniciativas semelhantes de tentar romper o bloqueio israelita imposto a Gaza.
Esta é a quarta flotilha com rumo a Gaza deste ano. As três anteriores não cumpriram o objetivo de levar ajuda ao enclave, após terem sido interceptadas pelas forças israelitas. O governo sionista sustenta que a chegada destes barcos a águas consideradas “áreas militares restritas” equivale a uma violação da segurança nacional. Recorde-se, no entanto, que as últimas abordagens de Israel para travar as flotilhas da Global Sumud Flotilla foram feitas em águas internacionais, sendo inclusive consideradas “uma forma de pirataria” pelo Irão e um “ataque odioso” pela Turquia.

Ataques com drones à Flotilha.
Relatos de Magno e apelo
O correspondente do Ângulo e Foco na Flotilha, Magno de Carvalho Costa, do CSP-Conlutas, nos enviou hoje um amplo relato da situação e encaminhou um Apelo Internacional. Leia abaixo:
“O barco Family está com um problema sério no motor que não dá para consertar. Estará Impedida de navegar; todos os participantes e tripulantes serão remanejados para outros barcos, numa operação que envolve também equipamentos de salvatagem, comida, água etc… O Family é um barco com muita gente e onde se encontram alguns dos coordenadores. Toda esta complexa operação levará a um novo atraso, mas não vamos deixar ninguém para trás.
“Quanto aos companheiros que quiseram sair da missão, diante dos fatos novos, já puderam fazê-lo, e foram poucos, nenhum do Sirius, o nosso barco. Com o remanejamento dos camaradas do Family, teremos mais seis companheiros novos no nosso barco, que já estava com muita gente, mas vamos nos reacomodando, e vamos em frente.
“Precisamos ganhar a guerra de narrativas com o estado de Israel que, agora, diz que não respondemos à oferta de um porto em Israel para descarregar nossa ajuda humanitária, que seria distribuída por Israel aos palestinos de Gaza, quando todos sabemos que Israel impede a entrada de centenas de caminhões de ajuda humanitária que apodrece na fronteira do Egito com Gaza e que o que eles distribuem, é através de uma empresa controlada por eles e os EUA. A distribuição serve de armadilha para matarem metralhados crianças mulheres e homens que se aproximam para pegar um pouco de comida.
“Os genocidas sionistas dizem que não aceitamos a sua proposta porque não nos interessa levar ajuda e que somos terroristas a serviço do Hamas. Mas eu digo que, com essa versão, eles pretendem justificar os ataques que estão anunciados de que atacarão nossos barcos quando chegarmos em águas internacionais que eles declaram Área de Guerra.
“Para esta disputa de narrativas contamos com todos os companheiros e nossas mídias alternativas e redes sociais, nos próximos dias, quando estaremos chegando nesta área controlada por Israel.
“É importante que se saiba que em Gaza foi montado um operativo para descarregar e também de distribuição dos alimentos, medicamentos etc… pelos palestinos. E a nossa meta é chegar até esses companheiros. em Gaza.
ISRAEL SERÁ DERROTADO.
PALESTINA LIVRE DO RIO AO MAR!”

O presidente da Colômbia, Gustavo Petrus, anunciou o pedido do Exército da Salvação. Veja abaixo.
Coordenação da Flotilha lança documento
Proteção à Global Sumud Flotilha e garantia de segurança para entrada com ajuda humanitária em Gaza
“A Global Sumud Flotilla informa com grandes preocupações a escalada de violência praticada contra a sua frota. Há poucos dias de chegar a Gaza, em águas internacionais, nas proximidades do sul da Ilha de Creta, a flotilha de barcos que carrega ajuda humanitária sofreu ataques explosivos direcionados, tendo sido jogados – nos barcos e em suas proximidades – objetos não identificados e substâncias químicas irritantes.
“Pelo menos 14 explosões foram lançadas de inúmeros drones que sobrevoavam a Global Sumud Flotilha, causando danos significativos, além de obstruírem os rádios de comunicação, prejudicando o contato e pondo em risco centenas de vidas.
“Estamos coletando adesões de organizações para esta carta, de modo que seja bem representativa. Peço por favor que enviem aqui e nos ajudem a pedir adesões. Muito obrigado!”
O presidente da Colômbia, Gustavo Petrus, anunciou, em Nova Iorque, que seu país solicitou à ONU a criação de um grande Exército de Salvação do Mundo, que faça valer as decisões das Cortes internacionais. Veja o discurso no Youtube:
O brasileiro Thiago Ávila faz um apelo dramático
Clique para assistir

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Fontes: ZAPaeiou e correspondente


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