FLOTILHA SAI DA GRÉCIA PARA GAZA

É hora do povo, em todo o Mundo, se unir e cobrar de seus governantes ações enérgicas porque uma tragédia se anuncia, à medida que a Flotilha Global da Resistência deixa as águas territoriais da Grécia – o Berço da Democracia” e se aproxima da Faixa de Gaza, onde insiste em descarregar ajuda humanitária ao povo massacrado na limpeza étnica que vem sendo promovida pelo sionismo. Um momento histórico em que o Planeta tem que atuar em proteção aos heróis da Flotilha. Da mesma forma, é hora do Povo Brasileiro se mobilizar, ficar vigilante e atuante, para atravessarmos vencedores as ameaças internas que sofremos dos nazifascibolsonareiros. Na seção Poesia Dominical de hoje, o Ângulo e Foco traz dois poemas que tratam, exatamente, da união dos povos, em defesa de suas prioridades. O verdadeiro Hino “O Povo Unido Jamais Será Vencido”, de que a humanidade herdou da luta contra a ditadura chilena; e “O Povo Unido”, do Padre salesiano João Carlos Ribeiro. Leiam os poemas e ouçam as músicas, nos links que deixamos abaixo. Temos, também, ‘fresquinha’, a mensagem de hoje de nosso correspondente na Flotilha. Bom domingo! Um domingo de Paz!
“AGORA NAVEGAMOS EM ALERTA GERAL
(Magno de Carvalho Costa, do CSP-Conlutas-28/09/2025)
“Voltamos a navegar ontem à noite, após a conclusão do remanejamento para outros barcos dos companheiros do Family, cujo motor quebrou. Já estamos em águas internacionais e, diante das ameaças, comunicadas aos ministérios de governos de vários países, dentre os 44 que têm representação nesta missão, de que nossos barcos serão atacados em águas internacionais, a Flotilha entrou em Alarme Geral, mudando toda a nossa rotina nos barcos, nos preparando para as várias hipóteses – que vão da interceptação e sequestro dos barcos e das pessoas com prisão em Israel, até ataques destrutivos de nossos barcos.
As instruções e treinamentos passam a ser intensivos, incluindo sobrevivência no mar. Eu, pessoalmente, acredito que a pressão internacional sobre Israel e seu isolamento crescente, tem sido importante; e espero que se intensifiquem, principalmente contra a brutal crueldade em Gaza e, também, para que a carga de ajuda humanitária que levamos – e a que está barrada na fronteira do Egito – possa chegar ao povo massacrado da Palestina, na faixa de Gaza.
Nós, que aqui estamos, navegando a Gaza, estamos cumprindo a parte que nos propomos: Ir para furar o bloqueio a Gaza e abrir um corredor marítimo de ajuda humanitária. É hora de intensificamos a luta em todo o mundo pelo fim deste holocausto e do “Estado” genocida de Israel.
PALESTINA LIVRE DO RIO AO MAR”
DO BERÇO DA DEMOCRACIA PARA O PALCO DO GENOCÍDIO
É muito simbólico que a Flotilha tenha saído da Grécia rumo a Gaza. Lembremos que a Grécia, frequentemente, é chamada de “berço da Democracia”, devido ao desenvolvimento e à implementação do sistema democrático na cidade-estado de Atenas, durante o século V a.C. Aqui estão algumas razões que explicam essa designação:
A Democracia Ateniense foi um regime político que permitiu a participação direta dos cidadãos nas decisões políticas. Isso era bastante inovador para a época, pois a maioria das sociedades era governada por monarcas ou tiranos.
A participação cidadã numa democracia começou assim. Todos os cidadãos atenienses (excluindo mulheres, escravos e estrangeiros) tinham o direito de participar da Assembleia, onde podiam votar em leis e políticas. Essa participação direta é um dos pilares da democracia moderna.

Reformas de Clístenes aperfeiçoaram
Em 508 a.C., Clístenes implementou reformas que estabeleceram a base da democracia ateniense. Ele reorganizou a sociedade ateniense em tribos e demes, permitindo uma representação mais equitativa.
Então, surgiram as Instituições Democráticas, como o Conselho dos Quinhentos e os tribunais populares, que permitiram que os cidadãos participassem ativamente na governança e na justiça.
Para nós, hoje, o principal é a sua influência cultural. A democracia ateniense influenciou profundamente o pensamento político ocidental. Filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles discutiram e analisaram a democracia, contribuindo para o seu desenvolvimento teórico.
Felizmente, o conceito de democracia, como um sistema onde o poder é exercido pelo povo, se espalhou pelo mundo e se tornou um modelo para muitas nações modernas. Para outras, como Israel, não.
Em suma, a Grécia, especialmente Atenas, é considerada o berço da democracia por ter introduzido um sistema que permitiu a participação ativa dos cidadãos na política, estabelecendo princípios que ainda são fundamentais nas democracias contemporâneas.
POESIAS DOMINICAIS
O Povo unido jamais será vencido
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O Povo Unido Jamais Será Vencido!
O povo unido jamais será vencido!
O povo unido jamais será vencido!
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De pé, vamos cantar, que vamos triunfar
Avançam já bandeiras de unidade
E você virá marchando junto a mim
E assim verá seu canto e sua bandeira
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Florescer. A luz de um amanhecer vermelho
Anuncia já a vida que virá
De pé, marchar, que o povo vai triunfar
Será melhor a vida que virá
Para conquistar nossa felicidade
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E em seu clamor mil vozes de combate se levantarão
Dirão canção de liberdade
Com determinação a pátria vencerá
E agora o povo que se levanta na luta
Com voz de gigante gritando: avante!
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O povo unido jamais será vencido!
O povo unido jamais será vencido!
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A pátria está forjando a unidade
De norte a sul, se mobilizará
Desde o salar ardente e mineral
Até a floresta austral, unidos na luta
E no trabalho, irão, a pátria cobrirão
Seu passo já anuncia o porvir
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De pé, vamos cantar, que o povo vai triunfar
Milhões já impõem a verdade
De aço são, ardente batalhão
Suas mãos levam a justiça e a razão
Mulher, com fogo e com coragem
Já estás aqui junto ao trabalhador
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E agora o povo que se levanta na luta
Com voz de gigante gritando: avante!
O povo unido jamais será vencido!
O povo unido jamais será vencido!
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História da Música
“O Povo Unido Jamais Será Vencido” foi composta em 1970, por Sergio Ortega e Claudio Iturra, como um hino de apoio à Unidade Popular, durante a campanha de Salvador Allende, no Chile. A música se tornou um símbolo da luta pela justiça social e pelos direitos humanos, especialmente durante o período de repressão, após o golpe militar que depôs Allende em 1973.
A canção foi criada como parte do movimento da Nueva Canción Chilena, que buscava promover a cultura e a identidade latino-americana através da música. Após o golpe militar, a música se tornou um hino de resistência, sendo cantada em protestos e manifestações em defesa da democracia e dos direitos humanos.
A canção teve impacto internacional e transcendeu fronteiras, sendo traduzida e adaptada em vários idiomas, incluindo o Português, pois ganhou popularidade em Portugal durante a Revolução dos Cravos, em 1974.
Até hoje, “O Povo Unido Jamais Será Vencido” é um símbolo de luta e esperança, sendo frequentemente utilizada em movimentos sociais e políticos ao redor do mundo.
Link do hino. Clique para ouvir
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POVO UNIDO – PADRE JOÃO CARLOS
Nada melhor que um samba para falar em povo unido, neste nosso momento nacional. Mas se encaixa, perfeitamente, na tragédia que se anuncia na chegada da Flotilha Sumud Global. O Ângulo e Foco traz, abaixo, o áudio da música do Padre João Carlos Ribeiro, um sacerdote da Congregação Salesiana, cantor e compositor com 8 CDs editados por Paulinas COMEP. Pernambucano de Palmares, dirige atualmente o Colégio Salesiano do Recife.
Povo unido
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Povo unido, povo unido
Com Deus conto
Das vitórias, das vitórias
Perde a conta
Quando o povo oprimido
Nos tempos dos Macabeus
Padecendo a injustiça
Na justiça a esperança não perdeu
Pra vencer o inimigo
Se uniu, se organizou
Invocando o Deus vivo
O Deus vivo que escutou o seu clamor
Rei não houve, nem rainha
Coronel, nem general
Que borrasse a sua luta
Sua luta no combate contra o mal
Mas, pudera, a sua força
Da união é que nascia
Deus vitória é quem lhe dava
Deus-com-eles: batalhão maior não havia.
Link “O Povo Unido” – Pe. João Carlos. Clique para ouvir
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LAMENTO POR GAZA VT
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