APOIO CONCRETO PARA EVITAR UM MASSACRE

A frota de heróis da humanidade, da fraternidade e da luta contra o genocídio.
A Flotilha Global Sumud, com cerca de 600 ativistas de 44 países, está a 463 milhas náuticas de Gaza. A Flotilha retomou sua rota e deve entrar em uma zona de alto risco em, no máximo, dois dias. O governo sionista de Israel ameaça interceptação, chamando Gaza de “zona de combate ativa”. Portanto, é URGENTE que o mundo não desvie o olhar desse episódio! A segurança dos ‘heróis’ depende da proteção a eles e da solidariedade internacional! A ONU e o Brasil, em particular, já se posicionaram contra a violência israelense e dois outros países – a Turquia e a Espanha – adotaram ações de salvamento e proteção à flotilha e seus tripulantes. Cresce a atenção e a indignação mundiais quanto ao desfecho do desembarque dos alimentos e remédios, transportados pelos barcos, para salvar as milhares de vidas, cruelmente ameaçadas, dos palestinos que mal-sobrevivem na Faixa de Gaza. Vamos assistir, pelas redes sociais e blogs, se o Mundo tem força sobre as atrocidades de Israel.
Todos os olhos na Flotilha!
Magno de Carvalho Costa, nosso correspondente na Flotilha, enviou hoje, ao Ângulo e Foco, cópia de um diálogo que acaba de manter com a central sindical CSP-Conlutas, há poucas horas:
“De Zanata (CSP CONLUTAS):
Força aí galera! O planeta e o universo estão com vocês! E com tanta força, a luta será a nosso favor. Vamos vencer os opressores e seguir a caminho da vitória. Se inspirem na revolução cubana… No início era improvável, hoje é realidade. E essa empreitada vai causar uma revolução.
Resposta de Magno:
“É isto aí companheiro, não só na revolução cubana, mas também na vitória dos vietnamitas que derrotaram a maior potência militar do planeta, o que era inimaginável.
“CRESCE O APOIO OFICIAL À FLOTILHA
“Dois navios da marinha de guerra da Turquia com a Cruz Vermelha, trazendo ajuda humanitária, se juntaram à flotilha e vão até onde formos. Já tínhamos, acompanhando nossa flotilha, um navio da Itália e estão vindo, para nos alcançar, dois navios da Espanha. Tudo isto é fruto da pressão popular nos respectivos países. Tivemos uma parada, devido a problemas mecânicos, com três barcos italianos – dois já superados e um que não poderá continuar. Isso não afetará o nosso calendário.
“Na noite de amanhã, terça para quarta-feira, se não houver nenhuma intervenção na noite de hoje, estaremos entrando na área vermelha, considerada ‘zona de guerra’ por Israel. Para nós, zona de alerta ou alarme máximo.
“As últimas notícias de apoios institucionais concretos são, para nós, uma importante vitória. Por outro lado, a situação em Gaza se agrava, principalmente com a retirada dos Médicos Sem Fronteiras. Os nossos advogados, na Palestina ocupada, avisam que, se formos presos amanhã, ficaremos dois dias sem apoio jurídico, pois quarta e quinta-feira são feriados judaicos.
“Para mim, é uma sensação, no mínimo, estranha e inusitada, vermos naus de guerra “escoltando” nossos barcos, mas também uma sensação de vitória da ação popular. Vamos em frente até a derrota de Israel e com a Palestina livre do rio ao mar.”

Enquanto isso, em Gaza, o exército sionista acelera o massacre.
Turquia resgata ativistas em barco avariado. Espanha manda reforços.
Há informes de que há fragatas na ajuda que está a caminho, enviada pela Turquia e a Espanha. Fragata é um tipo de navio de guerra. O termo tem sido usado, ao longo dos séculos, para designar uma gama alargada de navios, com diferentes tamanhos e funções. Modernamente, as fragatas são usadas na proteção de navios mercantes, de forças navais anfíbias e de navios de reabastecimento. A classificação de um navio como fragata é, no entanto, muito genérica. As modernas fragatas podem ter poucas ou nenhumas diferenças em relação a outros navios classificados como corvetas, contratorpedeiros ou cruzadores.
A Turquia enviou ajuda para dar socorro e retirar ativistas da Flotilha para Gaza, após avaria em um dos barcos. A Turquia entende que, na Faixa de Gaza, palco de uma guerra há quase dois anos, a população está em risco de morrer de fome, segundo a ONU.
A Turquia colaborou na evacuação de ativistas, que estavam a bordo de um barco da flotilha, que sofreu avaria, levando ajuda para Gaza, informaram os organizadores e a agência estatal turca Anadolu, nesta segunda-feira (29).
A flotilha Global Sumud (“sumud” significa “resistência”, em árabe), da qual a ativista sueca Greta Thunberg faz parte, partiu de Barcelona neste mês com o objetivo de romper o bloqueio na Faixa de Gaza e entregar ajuda humanitária no território palestino sitiado.
Na Faixa, palco de uma guerra há quase dois anos, a população está em risco de morrer de fome, segundo a ONU. Em um comunicado publicado no Instagram, os organizadores da flotilha afirmaram que a missão foi paralisada temporariamente porque um dos barcos, “Johnny M”, registrou um vazamento em sua sala de máquinas.
Brasil condena ataques sionistas
O Brasil condena ataque israelense contra flotilha a caminho de Gaza, seguindo a ONU, que exige fim dos ataques contra a flotilha humanitária que navega para Gaza. Enquanto isso, Trump afirma estar trabalhando em “muitos acordos comerciais e militares” com a Turquia.
“Todos os participantes foram enviados com segurança a outro barco. Alguns serão recolocados em outros barcos e outros serão levados ao litoral”, indica o comunicado.
Segundo a Anadolu, a embarcação estava em águas internacionais – entre Creta, Chipre e Egito – quando emitiu um alerta de emergência, nesta segunda-feira. As autoridades turcas, incluindo o Crescente Vermelho turco, coordenaram os trabalhos de evacuação. Semih Fener, capitão de um dos barcos de assistência enviados, disse à Anadolu que o incidente ocorreu por falha técnica: “Recebemos 12 pessoas e as dividimos em outros barcos. Quatro pessoas voltarão para casa”, disse.

Palácio do Itamaraty.Foto:DammerMartis-GOV/BR
Brasil condena ataque israelense contra a flotilha e Espanha vai escoltar
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, condenou, esta semana, o ataque de drones israelenses sofrido pelas embarcações da Flotilha Global Sumud, em águas gregas, nos últimos dias. O grupo de barcos, que conta com tripulantes brasileiros, leva ajuda humanitária a Gaza, na Palestina, e partiu da Espanha no fim de agosto.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou o ataque como injustificado e reiterou que são inadmissíveis atos violentos.
“Ao reforçar o caráter pacífico e humanitário da Flotilha, o Brasil insta, novamente, as autoridades israelenses a não realizar qualquer tipo de ação que ponha em risco a incolumidade dos civis e das embarcações”, disse o governo.
A mobilização se amplia. A ONU exige fim dos ataques contra a flotilha humanitária. A Itália mobilizou uma fragata para auxiliar a flotilha que leva ajuda para Gaza, enquanto Israel intensifica ofensiva na Cidade de Gaza e deixa pelo menos 40 mortos.
O Itamaraty informou que está em contato com as autoridades gregas, por meio da Embaixada em Atenas, para acompanhar as apurações do episódio.
A missão brasileira é composta pelos ativistas Thiago Ávila, Bruno Gilga Rocha, Lucas Farias Gusmão, João Aguiar, Mohamad El Kadri, Magno de Carvalho Costa, Ariadne Telles, Lisiane Proença, Carina Faggiani, Victor Nascimento Peixoto e Giovanna Vial; a vereadora de Campinas Mariana Conti (PSOL) e a presidenta do PSOL do Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti.
Chega a escolta
O governo da Espanha anunciou o envio de navios para escoltar a missão até Gaza e garantir a segurança dos tripulantes. Veja o comunicado:
“O governo da Espanha exige o cumprimento do direito internacional e que os direitos dos nossos cidadãos sejam respeitados, de navegar pelo Mediterrâneo em condições seguras”, afirmou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

Barco turco, na Flotilha, aguarda o socorro, vindo de seu país.
Brasil e outros países pedem proteção à flotilha que partiu para Gaza
O governo do Brasil, juntamente com outros 15 países, divulgou uma nota expressando preocupação com a segurança da Flotilha Global Sumud, frota de embarcações que partiu rumo a Gaza em busca de criar um corredor humanitário e quebrar o bloqueio israelense à ajuda humanitária na região. Barcos da iniciativa têm sofrido com ataques nas últimas semanas.
Além do Brasil, os ministros das Relações Exteriores da África do Sul, Bangladesh, Catar, Colômbia, Eslovênia, Espanha, Indonésia, Irlanda, Líbia, Malásia, Maldivas, México, Omã, Paquistão e Turquia participaram do comunicado. Todos esses países têm cidadãos embarcados na flotilha, incluindo o brasileiro Thiago Ávila.
A nota diz que a iniciativa da flotilha informou seu propósito de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e aumentar conscientização para as necessidades do povo palestino, e reforça que “ambos os objetivos são compartilhados por nossos governos”.
“Dessa forma, instamos todos a que se abstenham de atos ilegais ou violentos contra a Flotilha, em respeito ao direito internacional e ao direito internacional humanitário.
Recordamos que qualquer violação ao direito internacional e aos direitos humanos dos participantes da Flotilha, incluindo ataques contra as embarcações em águas internacionais ou detenção ilegal, motivará responsabilização”, completa o governo, em comunicado.

Trump aparece de ’bonzinho’
O Laranjão, que dá apoio irrestrito ao governo sionista de Israel, anunciou que pressionará Netanyahu sobre plano de paz para Gaza. O norte-americano afirma estar muito próximo de um acordo para acabar com a guerra, libertar os reféns mantidos pelo Hamas e desarmar o movimento islamista palestino.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, hoje (29), na Casa Branca, para uma reunião crucial que pretende impulsionar um plano de paz em Gaza.
Trump afirma que está muito próximo de um acordo para acabar com a guerra em Gaza, libertar os reféns mantidos pelo Hamas e desarmar o movimento islamista palestino, após conversas com líderes árabes na semana passada.
“Temos uma oportunidade real de alcançar algo grandioso no Oriente Médio”, publicou Trump, no domingo, em sua plataforma Truth Social. “Todos a bordo para algo especial. Pela primeira vez, vamos conseguir!”, escreveu em letras maiúsculas.
Netanyahu, no entanto, apresentou poucas razões para otimismo, nos últimos dias, intensificando a destruição de Gaza e seu povo.

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Fontes: AFP, Agência Brasil, Estadão Conteúdo, Equipe Neves e redes sociais


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