PROPOSTA FEITA POR TRUMP A NETANYAHU E O HAMAS PODE RESOLVER TUDO

Imagem I.A.
O Ângulo e Foco segue cobrindo passo-a-passo a chegada da Flotilha Global Sumud à Faixa de Gaza, onde deve descarregar – nas próximas horas – algumas toneladas de alimentos e remédios, ao povo palestino que vem sendo massacrado, impiedosamente, pelo governo sionista de Israel. Notícias, enviadas hoje da Flotilha, por nosso correspondente Magno Costa, revelam que foram avistados navios e barcos menores de guerra israelenses e luzes no fundo do mar, sugerindo que submarinos inimigos estão, também, ameaçando os heróis do mundo, que persistem no seu objetivo inicial, com medo mas muito determinados em cumprir seu objetivo humanitário e pacífico.
Nosso correspondente na Flotilha Global Sumud, o brasileiro Magno de Carvalho Costa, do coletivo CSP-Conlutas, começou sua narrativa de hoje, logo cedo: Segundo ele, “um submarino acendeu luzes próximo a superfície; será que quer nos assustar? Seguimos a Gaza a toda força.”
“Israel será derrotado! Palestina livre do Rio ao Mar.
“CONTINUAMOS EM FRENTE.
“Bom dia, são 12h50 aqui e 6h50 no Brasil. Estamos a 120 milhas de Gaza, lembrando que Israel considera que 150 milhas são águas territoriais deles, a chamada “zona vermelha”, portanto, já navegamos 30 milhas nesta região.
“Os navios das marinhas turca e italiana, que iriam com a flotilha até Gaza – os dois turcos com a Cruz Vermelha e ajuda humanitária resolveram obedecer a Israel e não entrar nas “150 milhas” e o da Espanha nem tinha chegado até à flotilha e já voltou.
Na noite passada, a marinha israelense resolveu não deixar a gente dormir, passando com um enorme navio de guerra bem próximo dos nossos barcos, além do submarino acendendo suas luzes quase na superfície, conseguiram; ninguém dormiu. Pela manhã sumiram.
“Todas as interceptações, ou ataques, são feitos à noite. Nosso capitão calcula que temos cerca de 20 horas de navegação até Gaza. A probabilidade de interceptação esta noite é grande. A noite passada, apesar de desgastante, sem sono, foi um bom teste para nós. Nos portamos, aqui no Sirius, com tranquilidade, cumprindo todos o protocolos que vínhamos treinando, sem falhas. Estamos preparados e com a moral alta, creio, que porque nossa inspiração é a resistência absurda do povo palestino.
N.R.: Sete horas depois, uma nova mensagem de Magno Costa informava que embarcações da marinha israelense estavam a 7 milhas, se dirigindo para o barco Sirius, onde ele está. Leia: “[13:47, 01/10/2025] Temos barcos militares a 7 milhas à frente. Agora já são dezenas de navios; devem tentar um bloqueio não pararemos. Estão vindo em nossa direção; provavelmente teremos que descartar os celulares com a interceptação quase certa. Estamos tranquilos e preparados. A divulgação é fundamental! Estamos juntos! a vitória virá. Seguimos em frente.
“Cada vez fica mais claro que a vitória dos Palestinos é a vitória de todos os que lutam contra o imperialismo e pela superação do capitalismo, em crise estrutural profunda, e sua barbárie.
“EM FRENTE!”

Imagem de satélite da aproximação dos navios sionistas para abordar a Flotilha.
Distribuição dos participantes da Global Sumud Flotilla:
497 participantes de 46 países
Países com maior número de participantes:
– Turquia: 56
– Espanha: 49
– Itália: 48
– Tunísia: 28
– Malásia: 27
– Grécia: 26
– Estados Unidos: 22
– Alemanha: 19
– Argélia: 17
– Irlanda: 16
– Reino Unido: 15
– Brasil: 14
– França: 33
Países com participação de uma pessoa:
– Japão, Indonésia, Eslováquia, Lituania, Bulgária, Croácia, Chequia, Luxemburgo, Austrália, Irlanda, Mauritania, Omã e Maldivas.

Netanyahu e Trump apertam as mãos, selando o Acordo.Foto:Redes sociais
EUA e Israel se reúnem e fazem proposta para acabar com a guerra
Depois de uma conversa, anteontem, Trump e Netanyahu falaram, na Casa Branca, sobre tentativa de acordo em Gaza. O encontro entre o presidente dos EUA e o premiê israelense, nesta segunda-feira (29), ocorreu após a guerra na Faixa de Gaza ter sido tema central na recente Assembleia Geral da ONU, em que dezenas de países reconheceram a existência do Estado Palestino e denunciaram horror no enclave. O Plano, apresentado pela Casa Branca, anuncia um conselho, que será presidido por Donald Trump, anistia ao Hamas e possibilidade de Estado Palestino. A divulgação do plano ocorreu minutos antes da entrevista coletiva. Veja ponto-a-ponto o documento, abaixo.
Trump seria o ‘supervisor’ de Gaza, haveria libertação de reféns e anistia ao Hamas. A proposta, apresentada pelo presidente dos EUA a Benjamin Netanyahu, para o fim da guerra, foi aceita pelo primeiro-ministro de Israel. O Hamas afirmou que analisará proposta.
O plano de Trump para encerrar a guerra em Gaza
Os Estados Unidos divulgaram um plano para encerrar a guerra na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (29). Ao lado de Donald Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que concorda com a proposta. Agora, o grupo terrorista Hamas precisa se manifestar.
A proposta prevê, entre vários pontos, a criação de um conselho internacional, presidido por Trump, anistia a integrantes do Hamas que entregarem as armas e a possibilidade da criação de um Estado palestino. Uma autoridade do Hamas disse à agência Reuters que vai analisar a proposta.

Trump e Netanyahu falam com a imprensa na Casa Branca — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
A proposta ponto-a-ponto, conforme comunicado divulgado pelos EUA.
Condições para o fim imediato da guerra:
– Aceitação da proposta por ambas as partes;
– Devolução de todos os reféns israelenses, vivos e mortos, em até 72 horas;
– Israel não ocupará nem anexará Gaza;
– Suspensão de todas as operações militares e retirada progressiva das forças israelenses conforme padrões e prazos acordados;
– Congelamento das linhas de combate até a retirada completa.
Troca de reféns e prisioneiros:
– Após a devolução de todos os reféns israelenses, Israel libertará 250 prisioneiros palestinos com penas de prisão perpétua;
– Também serão liberados 1.700 palestinos, detidos após 7 de outubro de 2023, incluindo mulheres e crianças;
– Para cada refém israelense falecido devolvido, serão entregues os restos mortais de 15 palestinos.
Anistia e passagem segura:
– Membros do Hamas que se comprometerem com a paz e entregarem suas armas receberão anistia;
– Os membros do Hamas que desejarem deixar Gaza, segundo a proposta, terão passagem segura para outros países;
– Em relação à população, ninguém será forçado a deixar Gaza: Aqueles que desejarem sair poderão fazê-lo livremente e terão direito de retorno. Encorajaremos as pessoas a permanecer e lhes ofereceremos a oportunidade de construir uma Gaza melhor.
Ajuda humanitária:
– Envio imediato de ajuda humanitária completa;
– Reabilitação de infraestrutura básica: água, eletricidade, esgoto, hospitais, padarias;
– Entrada de equipamentos para remoção de escombros e abertura de vias;
– Distribuição de alimentos e remédios será feita por ONU, Crescente Vermelho e instituições neutras;
– Abertura da passagem de Rafah, conforme acordo anterior.
Governança de transição:
– Gaza será administrada por um comitê palestino, tecnocrático e apolítico;
Supervisão por um órgão internacional chamado “Conselho da Paz”, presidido por Trump;
– Participação de especialistas internacionais e líderes como Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido, que será dirigente de Gaza;
– Não foi divulgado se Israel fará parte do conselho presidido por Trump.
Desmilitarização de Gaza:
– Hamas e outras facções não terão papel no governo;
– Destruição de infraestrutura militar e terrorista, como os túneis subterrâneos usados pelo grupo;
– Processo de desativação de armas, supervisionado por monitores independentes.
Caminho para o Estado Palestino:
– Reconstrução de Gaza e reformas da Autoridade Palestina como pré-condições;
– Estabelecimento de diálogo entre Israel e palestinos para definir horizonte político;
– Estabelecimento de processo baseado em tolerância e convivência pacífica.
Plano econômico de reconstrução:
– Painel de especialistas desenvolverá plano de revitalização;
– Criação de zona econômica especial com tarifas preferenciais;
– Estímulo à permanência da população com oportunidades de trabalho e desenvolvimento;
– Governança “moderna e eficiente, voltada para atrair investimentos”.
Garantias de segurança:
– Parceiros regionais garantirão cumprimento das obrigações por Hamas e facções;
– Implementação imediata da Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza;
– Treinamento e suporte às forças policiais palestinas;
– Perímetro de segurança entre Israel e a Faixa de Gaza, até que o território esteja estabilizado;
– Cooperação com Jordânia e Egito, proteção de fronteiras e controle de entrada de munições.
Portanto, queridos leitores, ‘a sorte está lançada’. Vamos ficar sabendo, nas próximas horas, se ainda existe uma possibilidade de paz, no caso de ainda restar um pingo de humanidade aos sionistas de Israel e boa-vontade, por parte do Hamas.

Imagem: I.A.
Fontes: Reuters, G1 e redes sociais


Deixe uma resposta