É POSSÍVEL A SOLUÇÃO NEGOCIADA PARA GAZA

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GRUPO DA FLOTILHA INICIA GREVE DE FOME

Como todos nós, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, também está apreensivo com o desfecho da negociação de paz, na guerra contra Gaza, proposta pelo presidente Trump e comunicada ao mundo, ao lado do algoz sionista Benjamin Netanyahu. Putin descreveu a situação em Gaza como “o maior cemitério infantil do mundo”. Ele classificou os acontecimentos no enclave palestino como “uma tragédia humanitária sem precedentes e uma das mais devastadoras da história recente”. E, também, reforçou “o compromisso do país com uma solução baseada na criação de dois Estados”. Vamos saber aqui, no Ângulo e Foco, quais as contrapropostas do grupo Hamas e os apoios que este vem recebendo, especialmente da central Jihad Islâmica. Estamos atentos porque essa crise é da Humanidade.

De início, vamos trazer as informações que obtivemos sobre a situação dos estrangeiros sequestrados. O site da @flotilhahumanitariapt divulgou um trecho da carta da deputada do Bloco de Esquerda de Portugal, Mariana Mortágua, uma das sequestradas, escrita hoje à sua mãe, tratando da situação. Segundo ela, “Israel mantém os ativistas presos no deserto, sem acesso a água e comida adequadas”.

“Prezados familiares,

Representantes da Embaixada do Brasil em Tel Aviv estiveram reunidos com os nacionais brasileiros detidos por Israel. Durante o encontro, foram informados sobre o contato feito por familiares pelo plantão consular e relataram satisfação em saber das mensagens recebidas.

“Todos afirmaram estar bem e demonstraram resiliência emocional diante da situação. No momento, encontram-se na prisão de Ketziot, onde seguem submetidos aos trâmites jurídicos definidos pelas autoridades locais e no aguardo de deportação. A Embaixada continuará acompanhando o caso de perto e mantendo os familiares informados.” – disse a Embaixada.

Greve de fome da turma da Flotilha

O “Brasil de Fato” publicou relato, vindo diretamente da prisão, onde se encontram os componentes da Flotilha Global Sumud, revelando que começa uma greve de fome, entre as vítimas do sequestro, promovido pelo governo sionista de Israel. Leia abaixo:

“Instrumento de denúncia e resistência

“Alguns dos 14 integrantes brasileiros da Global Sumud Flotilla, sequestrados por Israel, iniciaram uma greve de fome, induzida por Israel na Faixa de Gaza…

“Os capturados brasileiros receberam a visita de advogados, ontem, (2) e devem ser deportados em breve. Eles estão sendo mantidos na prisão de Ketziot, no deserto de Neguev – uma instalação localizada entre Gaza e o Egito, a aproximadamente 30 km da fronteira egípcia.

“Conforme os advogados, alguns dos participantes comunicaram que estariam em greve de fome, sendo esta uma reconhecida prática de desobediência civil pacífica, usada historicamente por indivíduos e grupos que se encontram em situação de vulnerabilidade, ou cujas vozes foram, sistematicamente, silenciadas pelas estruturas do poder.

“Nossos participantes, ao abdicarem voluntariamente de comer, utilizam agora o seu próprio corpo como instrumento de denúncia e resistência, face às prisões ilegais dos ativistas humanitários, mas principalmente da fome, provocada por Israel, que vem matando palestinos, diariamente, em Gaza.”

Resposta do Hamas

O grupo de resistência palestino Hamas anunciou que está pronto para libertar todos os prisioneiros israelenses, conforme o plano de cessar-fogo do presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza. E acrescentou que as questões no plano de Trump – relacionadas ao futuro de Gaza e aos direitos palestinos – devem ser abordadas dentro de uma “estrutura nacional unificada”, baseada no direito internacional.

O grupo palestino aprovou, no geral, a proposta de Trump para acabar com a guerra. Mas apresentou algumas condições, especialmente voltadas para a participação do Hamas na reconstrução de Gaza.

A professora Isabela Kalil.

Análise do impasse

Em princípio, o Hamas aceitou o acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para liberar de reféns de Israel. O grupo divulgou uma carta, hoje, em que cita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e diz aceitar acordo para libertar todos os prisioneiros israelenses, vivos e mortos.

A decisão foi publicada num canal de notícias do grupo. O comunicado afirma que aprecia os esforços de Trump e de todas as lideranças internacionais. Na carta, o Hamas pede que a Faixa de Gaza seja administrada por palestinos. O grupo extremista quer fazer parte das discussões sobre o futuro de Gaza. Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ainda não se manifestaram.

Embora o Hamas tenha sinalizado que aprova as bases do acordo, proposto por Donald Trump, o grupo apresentou exigências diferentes das propostas, diz especialista. A resposta do Hamas à proposta de paz feita por Donald Trump traz exigências distintas, disse Isabela Kalil, antropóloga da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

Segundo a estudiosa, o Hamas pede que Gaza seja administrada por autoridades palestinas, inclusive do próprio grupo, o que contraria a posição de Trump, de excluir o Hamas do governo de transição e exigir o desarmamento imediato: “Essa resposta do Hamas traz exigências que são diferentes daquelas colocadas por Donald Trump”. A comentar o tema do momento, disse:

“Havia um clima de pressão de Trump, no anúncio, e a resposta do Hamas aparece horas depois, antes mesmo do prazo para que eles respondessem. O prazo terminaria às 6h da tarde de domingo. No início da semana, Trump havia dito que daria dois ou três dias para que o Hamas avaliasse essa proposta. Nessa proposta para o fim da guerra, o presidente norte-americano exclui o Hamas de um futuro papel no governo palestino e exige a rendição de militares.

Isabela Kalil disse que considera a decisão do Hamas, de aceitar uma parte da sugestão, importante: “Estávamos no aguardo de uma oposição do Hamas e, agora, eles disseram concordar com as exigências feitas pelo Donald Trump.” A professora faz, porém, uma ressalva:

“É preciso ver se o Trump vai concordar com as exigências do Hamas. Por exemplo, a de que o grupo participe das discussões, a respeito da reconstrução da Faixa de Gaza. Os Estados Unidos têm uma tradição de não negociar com o que eles consideram grupos terroristas. O Hamas promoveu um atentado terrorista ao invadir uma festa, invadir kibuts, queimar, estuprar pessoas e há registros de muita violência. É preciso entender, exatamente, se ainda vai haver uma segunda rodada de negociação para afinar o texto, porque vem com algumas condições, também. Me parece que o Hamas respondeu num tom de condição, não de pedido. É preciso entender exatamente como isso vai ser lido, tanto pelo primeiro-ministro do de Israel, Benjamim Netanyahu, como pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.”

E prossegue: “Agora, o que todo mundo espera é o fim dessa guerra porque, segundo a Organização das Nações Unidas, estão morrendo muitos civis e, notadamente, mulheres e crianças, entre as quase 70.000 pessoas que morreram, durante os bombardeios de Israel a Gaza. Mais de 60% são mulheres e crianças. Então, tem uma série de crianças que estão órfãs, e outras pessoas, neste momento, estão morrendo de bomba e de fome em Gaza.”

Segundo ela, “o momento é para comemorar esse passo dado pelo Hamas e, agora, aguardar como os Estados Unidos vão ler esses senões que eles colocaram no comunicado, publicado no canal do grupo extremista, com o Hamas aceitando, mas dando também algumas condições”:

– A resposta do Hamas traz exigências que são diferentes daquelas colocadas pelo Donald Trump. Basicamente duas: A primeira, de que a Faixa de Gaza seja administrada por autoridades palestinas e, a segunda, que dentre essas autoridades esteja o próprio Hamas. Isso, o Donald Trump já demonstrou que não é possível e que está completamente fora de cogitação, avalio, com base em todas as posições que o Donald Trump tem adotado.

“É, sem dúvida – continuou -, uma contra-proposta muito difícil. Embora Donald Trump seja uma pessoa muito imprevisível, eu acho muito difícil que ele aceite esses termos, de que o próprio Hamas faça parte dessa gestão. Aí, talvez a gente tenha um diálogo ou a possibilidade de que Donald Trump responda, de alguma forma. Mas, da maneira como o Hamas colocou, eu acho muito difícil que o Trump aceite.

Bandeirada Jihad Islâmica.

Jihad Islâmica se manifesta a favor da paz

A Jihad Islâmica anunciou seu total apoio à resposta do Hamas ao plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, para o cessar-fogo em Gaza, consolidando uma posição unificada da resistência Palestina. A decisão foi anunciada hoje (4), em meio a um momento-chave para negociações mediadas por potências regionais e internacionais.

Um porta-voz da organização afirmou que a resposta conjunta reflete a unidade das facções palestinas e reafirma sua “participação responsável, nas consultas” que levaram à aceitação da proposta dos EUA.

Esta posição esclarece dúvidas sobre possíveis fissuras internas na Faixa de Gaza, fortalecendo a frente política e militar palestina.

Unidade estratégica e coordenada

A Jihad Islâmica descreveu a decisão como uma “expressão da posição unificada das forças de resistência palestinas”, enfatizando a importância de manter uma linha comum nas negociações em andamento.

O Hamas, por sua vez, entregou sua resposta aos mediadores internacionais na sexta-feira à noite, concordando em libertar todos os prisioneiros israelenses – vivos e mortos – sob a fórmula de troca proposta.

O movimento esclareceu que questões relacionadas ao futuro político de Gaza e aos direitos do povo palestino devem ser abordadas dentro de uma estrutura nacional unificada e com respeito ao direito internacional, enviando uma mensagem clara sobre a coordenação interna da resistência.    

A resposta do Hamas ao plano de Trump gerou uma onda de apoio internacional, inclusive da ONU e dos governos do Egito, Catar, Jordânia, Turquia, França, Alemanha, Reino Unido, Índia, Itália, Irlanda, Austrália e Canadá, que veem nessa medida uma oportunidade real para um cessar-fogo permanente e a libertação de prisioneiros.

Desde o início da ofensiva, mais de 66.000 palestinos – a maioria mulheres e crianças – foram mortos em Gaza pela agressão israelense, com dezenas de milhares de feridos e uma crise humanitária sem precedentes.

O Ângulo e Foco está de olho!

Fontes: UOL News, Brasil de Fato, @flotilhahumanitariapt e redes sociais

Uma resposta para “É POSSÍVEL A SOLUÇÃO NEGOCIADA PARA GAZA”

  1. Avatar de
    Anônimo

    Com fé em Deus essa guerra vai acabar!
    Espero que a deportação dos ativistas seja urgente!!!

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