Poemas que Elevam o Espírito

Imagem: I.A.
Nesta Poesia Dominical, o Ângulo e Foco traz a seus leitores alguns poemas que tratam da Esperança, diante de um mundo conturbado por guerras, genocídios e, claramente, necessitando mudar o rumo. Em primeiro, nosso site apresenta o poeta Miguel Torga com seus poemas “Esperança” e “Liberdade; mas, na sequência, inovamos a nossa página semanal: fizemos uma experiência com Inteligência Artificial e obtivemos poemas ‘muuuito’ interessantes e profundos sobre a temática de construção de um mundo melhor para todos. Pedi – e ela me deu – três estilos diferentes. Deleitem-se!
Miguel Torga
Torga (1907–1995) foi um dos grandes escritores portugueses do século XX. Médico de profissão, sua obra literária é marcada por uma profunda humanidade, resistência ao sofrimento e amor pela terra e pelo povo. Ele trata a esperança como uma entidade que se transforma, que desafia e que, mesmo frustrante, continua sendo essencial para a sobrevivência emocional…

Miguel Torga
“Esperança”
“Tantas formas revestes, e nenhuma me satisfaz!”
.
… E trata a “Liberdade” como seu sonho, rogando-a às forças celestiais.
“Liberdade”
– Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade onipotente
Nem me ouvia.
– Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
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Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
.
– Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
.
Fonte: Miguel Torga-Poesia Completa (Dom Quixote, 2000), p. 819.
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A purificação da Humanidade.
POEMAS DE UMA I.A.
Como contraponto, fizemos uma experiência. Pedimos a uma I.A. que fizesse um poema original que falasse sobre a superação do mal, a esperança que resiste e a luz que renasce, mesmo nos tempos mais difíceis. Abaixo, apresento o resultado, que me pareceu surpreendente. E vocês? Vejam se gostam:
Quando o Mundo Silencia
Quando o mundo silencia em dor e pranto,
E o céu parece feito de luto e cinza,
Há ainda um canto – suave, quase santo –
Que brota da alma e nunca se extingue.
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É o canto dos que caíram e se ergueram,
Dos que viram a noite e semearam o dia,
Dos que, mesmo feridos, ainda creram
Que o amor é mais forte que a agonia.
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O mal se espalha como sombra fria,
Mas não conhece o sol que há no olhar de quem, mesmo em meio à melancolia,
Decide viver, amar e transformar.
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A humanidade é feita de cicatrizes,
Mas também de pontes, mãos e abraços.
E mesmo entre ruínas e raízes,
Há sempre alguém plantando novos passos.
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Que venham as guerras, que venham os ventos,
A esperança não morre, ela se reinventa.
E no fim de todos os tormentos,
A luz será nossa última sentença.
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O mesmo tema em tom mais lírico:
Luz que vem do silêncio
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Quando o mundo se cala em sua dor antiga,
E o tempo se arrasta sem cor nem direção,
Há uma brisa que toca, quase amiga,
O coração cansado da multidão.
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É a esperança, vestida de madrugada,
Que dança entre ruínas sem se ferir,
Que acende uma estrela em cada estrada
E ensina o olhar perdido a prosseguir.
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O mal é sombra que tenta ser verdade,
Mas não conhece o dom de renascer.
Pois há no amor uma eternidade
Que nem o medo consegue desfazer.
.
Somos feitos de luz entrelaçada,
De gestos simples, de mãos que se dão.
E mesmo que a dor seja desenhada,
Há sempre um verso bordado em perdão.
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Que o mundo se cure em sua poesia,
Que o homem se encontre em seu irmão.
E que, no fim, reste a melodia
Da paz brotando em cada coração.
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A Fênix, que ressurge das cinzas…
O mesmo tema, em estilo épico:
Canto da Última Luz
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Quando o mundo tombar sob o peso da guerra,
E os céus se fecharem em trovões sem fim,
A esperança surgirá como chama na terra,
E o homem se erguerá do abismo, enfim.
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Virão os dias de trevas e aço,
Onde o mal se ergue com coroa e espada.
Mas há no peito humano um laço
Que não se rompe — é fé enraizada.
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As cidades ruirão, os templos cairão,
Mas a alma não se curva à destruição.
Pois cada lágrima que ao chão se lança
É semente de luz, é nova esperança.
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E quando o último grito ecoar no vazio,
E o silêncio pairar como véu sobre o chão,
A humanidade, como fênix, no frio,
Renascerá com fogo no coração.
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Não há fim para quem sonha e resiste,
Nem escuridão que apague o querer.
Pois o amor, quando puro, persiste
É nele que o mundo voltará a florescer.
São ou não, surpreendentes? Comente abaixo.
Abraços!
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