COMEÇA A LIBERAÇÃO DA TURMA DA FLOTILHA

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O PAU COMENDO NAS MANIFESTAÇÕES DA EUROPA

Calabrese com Greta, durante a viagem.

Enquanto continuam pipocando manifestações gigantes em todo o mundo, especialmente na Europa, em favor da Palestina e da libertação dos sequestrados da Global Sumud Flotilla, começam a sair de Israhell aviões rumo à Europa, devolvendo os ativistas a seus países de origem. Apenas um brasileiro está voltando, ainda faltam 13. Vamos ficar um pouco mais atualizados da situação, hoje, incluindo alguns vídeos esclarecedores. Boa leitura!

Ao menos 137 ativistas internacionais foram deportados por Israel, após a interceptação da Global Sumud Flotilla. O único integrante da delegação brasileira a ser deportado foi o educador popular no Rio de Janeiro e militante do PSOL, Nicolas Calabrese. Com dupla cidadania – argentina e italiana -, Calabrese foi mandado para a Turquia com apoio do consulado italiano, que assumiu os custos da viagem. Ainda não há data prevista para seu retorno ao Brasil, segundo informa o Correio Braziliense.

Os primeiros 137 ativistas embarcaram em um avião providenciado pela Embaixada da Turquia em Tel Aviv. Na lista de libertos há cidadãos de: Turquia, Itália, EUA, Reino Unido, Argélia, Tunísia, Marrocos, Líbia, Jordânia, Kuwait, Suíça, Bahrein e Malásia. A organização Adalah, responsável pela defesa dos ativistas, informou que o governo israelense não fornece nenhum aviso oficial sobre as deportações, o que dificulta o trabalho dos advogados.

Denúncia de maus-tratos

De acordo com a assessoria de imprensa do grupo brasileiro da Global Sumud, os detidos relataram uma série de violações legais, desde quando houve a interceptação da embarcação em águas internacionais. Entre quinta e sexta-feira (2) e (3), mais de 200 audiências judiciais foram realizadas, sem aviso prévio e sem a presença de advogados, conforme a Adalah. Em audiências consideradas irregulares, aproximadamente, 80 ativistas foram ouvidos.

Em Ktziot, a prisão onde ainda permanecem centenas de participantes da flotilha, os advogados voltaram a relatar denúncias de maus-tratos, agressões físicas, privação de comida, retenção de medicamentos e água imprópria para consumo. Há informações de que muitos detidos estão no isolamento, sem assistência consular.

Continuam os protestos na Europa e no Brasil

Nas manifestações contra Israel e pró-palestina, realizadas em várias cidades italianas, hoje, houve passeatas gigantes em Roma, Nápolis e Turim, além de muitas outras regiões. Os trabalhadores dos portos bloquearam a entrada e saída de mercadorias do país, em apoio aos palestinos.

Foi disparado muito gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, segundo informações, na estação central de trens de Milão. Os manifestantes estavam muito agitados e chegaram a quebrar uma janela da estação, além de arremessarem uma cadeira contra os policiais.

Em Milão, mais de dez pessoas foram detidas e 60 policiais foram feridos, segundo a agência italiana de notícias ANSA. Os protestos foram convocados pelos sindicatos de trabalhadores.

Em Veneza, os estivadores foram atacados com jatos d’água, mas em outros portos o movimento seguiu tranquilo, em Trieste, Livorno e Gênova. Os trabalhadores afirmam que, com a greve, tentam impedir que a Itália seja passagem de armas e suprimentos para os sionistas.

A direitista, primeira-ministra Giorgia Meloni criticou a agitação em Milão, cidade que, por ser a capital financeira da Itália, sediará disputas nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecerá em fevereiro.

“A violência e a destruição não têm nenhuma relação com solidariedade e não mudarão a vida das pessoas em Gaza, nem por uma fração, mas terão consequências concretas para os cidadãos italianos, que acabarão sofrendo e pagando pelos danos causados” – disse ela na rede X.

Estação invadida e trens parados em Nápoles.

Vários movimentos diferentes

Houve interrupção do tráfego em rodovia na cidade de Bolonha, mas a polícia dispersou os manifestantes com jatos d’água; em Nápoles, houve confronto com a polícia, quando foi forçada a entrada na estação ferroviária e os trens atrasaram seus horários.

Em Roma, dezenas de milhares de pessoas se concentraram na entrada da estação central dos trens e se espalharam para bloquear as principais avenidas.

Em muitas cidades, escolas suspenderam suas aulas e o transporte público foi afetado. Em Gênova, a concentração foi em torno do porto.

Uma maiores marchas. em apoio à nova “Frota da Liberdade”, aconteceu em Istambul, capital da Turquia. Os organizadores da fundação IHH informaram à RIA Novosti sobre, pelo menos, 500 mil participantes.

Os manifestantes caminharam a partir da mesquita Hagia Sophia, após a oração do meio-dia, até à praça Eminönü, onde ocorreu um comício. Eles carregavam cartazes em apoio aos palestinos e criticando as ações dos militares israelenses. Marchas semelhantes ocorreram em várias outras cidades turcas.

Atores contra Israhell

Aqui, a nossa homenagem aos atores que realmente boicotaram Israhell oficialmente, entre eles: Andrew Garfield, Emma Stone, Olivia Colman, Mark Ruffalo e Joaquin Phoenix. Eles mostraram coragem ao se posicionar publicamente, apoiando o movimento do Film Workers for Palestine. A atitude que eles adotaram, em público, demonstra que a arte pode ser uma ferramenta eficaz de resistência e empatia, para quem tem visibilidade internacional.

NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS ABAIXO

MANIFESTAÇÕES NO BRASIL
A ativista Greta Thunberg teria sido torturada.
Menina entoa o mantra das manifestações:”Free Free Palestine”.

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