SEM ORÇAMENTO, O GIGANTE PAROU

Os desatinos da liderança Laranja do norte, tanto no âmbito da economia mundial quanto nos campos de batalha, têm levado tropas militares federais a ocupar capitais importantes dos Estados Unidos. Esse foi apenas um dos ataques insanos que fez por interesses ideológicos. Ameaçar invadir a Venezuela é outro; municiar Israel e a Ucrânia é outro. Na economia, só fez caca e – taxando importantes fornecedores de alimentos e insumos de seu país – consumou outro desatinado ataque. O resultado está aparecendo, tanto no endividamento de US$ 345 bilhões que seu país acumulou, quanto no desânimo e revolta de sua população, pagando fortunas por carne e café, por exemplo. A gota d’água foi o bloqueio do orçamento norte-americano, que está paralisando o país, até em áreas como a Nasa. Vamos ver, mais pra frente, o panorama e os avanços do presidente Lula com as conversas que vem tendo com o homem do Trompete.
A América vive um momento tumultuado. Até a Estátua da Liberdade corre o risco de ter sua iluminação cortada. Numa disputa política, dentro do Congresso, a maioria dos parlamentares recusou a aprovação do Orçamento proposto pelo Poder Executivo. Vamos ficar sabendo como tudo começou por lá que passou a nos dar a impressão de que o país quebrou e que o governo está paralisado.
O partido de oposição, os Democratas querem e exigem que o Medcare (tipo SAMU) do país tenha atendimento universalizado, ou seja, se encontrar algum morador de rua precisando de socorro, deve atender, como faz o SAMU e o SUS, no Brasil, e gaste US$241 bilhões por ano. Aqui, o governo não cobra, mas lá esse socorro de emergência é pago e custa caríssimo. Bem, aqui nós temos Lula, que mudou no Brasil; uma conquista popular.
O pior é que, nos EUA, há uma espécie de máfia desses serviços de socorro de emergência, em conluio com clínicas e hospitais. Trump disse não aos Democratas.
Quadro econômico difícil
O portal Sumo, que sempre analisa o panorama econômico do mundo, menciona a insegurança dos investidores e diz: “A falta de dados, por conta da paralisação do governo norte-americano, aumenta o apetite por ativos de proteção. Os investidores avaliam os impactos da paralisação do orçamento (o shutdown) nos Estados Unidos, que ameaça atrasar a divulgação de dados econômicos cruciais e pode influenciar os próximos passos do Federal Reserve” (banco central da gringa).
Ganhos em ações de tecnologia e expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve ajudam a sustentar os mercados, apesar da paralisação do governo dos Estados Unidos. Lá, muitos empregos já foram perdidos e outros tantos estão ameaçados.
Vamos entender um pouco as incertezas, envolvendo o shutdown: As bolsas internacionais operam com investidores equilibrando ganhos em ações de tecnologia e as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve com a incerteza em torno do shutdown do governo norte-americano.
Ainda não há relatório de emprego fora do setor agrícola, o que aumenta a relevância e a expectativa dos dados de atividade. Os investidores do mundo inteiro estão acompanhando de perto para não perderem dinheiro.

Economia de energia é um fator vital para não parar tudo.
Tudo vai parando no “laranjal”
Sem orçamento aprovado – diz a lei norte-americana – não se pode realizar despesas. Aí complica porque as repartições do governo não podem pagar energia elétrica, nem salários. A tendência é acontecer, praticamente, um ‘apagão’ na máquina pública, uma grande paralisação de órgãos do governo, por falta de verba de manutenção. E até a Estátua da Liberdade pode ficar sem luzes, à noite.
Por exemplo, a Embaixada americana no Brasil limitou as postagens no X durante shutdown nos EUA. A conta oficial da Embaixada informa que publicações regulares serão suspensas até a retomada das operações, mantendo apenas avisos urgentes de segurança.
Apesar da paralisação, a Embaixada ressaltou que os serviços de passaporte e visto programados nos Estados Unidos e nas representações diplomáticas no exterior continuarão funcionando, enquanto a situação permitir.
Com o necessário ‘congelamento’ da atividade pública federal, quase tudo parou. Os estatísticos também não puderam trabalhar e o país ficou sem a divulgação de dados de emprego e do PIB, que foi interrompida. Relatórios estatísticos foram suspensos e os mercados ficaram sem referência oficial.
Na Aviação / Transporte, 11 mil funcionários foram afastados sem salário (FAA); Inspeções e certificações foram atrasadas; controladores de voo e segurança continuam sem pagamento, ameaçando até a segurança de voo. Enfim, uma espécie de caos se instalou.
No setor de Agricultura / Alimentação, as pesquisas agrícolas e coleta de dados foram interrompidas. Novos empréstimos rurais foram suspensos. O Programa WIC (Women, Infants, and Children) é um programa de assistência nutricional nos Estados Unidos que oferece suporte a mulheres grávidas e mães que amamentam, além de crianças, até cinco anos de idade, visando melhorar a saúde e nutrição dessas populações vulneráveis. Está ameaçado se o shutdown durar.
Parques Nacionais, centros de visitantes e museus foram fechados, exposições suspensas. As áreas externas estão abertas, mas sem manutenção, em todas as regiões do país.
Como irá o ego todo-poderoso e quase insano reagir e retomar o eleitorado, que vem perdendo a galope?

Só rezando e pedindo perdão.
Febre tarifária
De acordo com resultados de uma pesquisa virtual, em agosto de 2025, as relações comerciais dos EUA com 94 países foram diretamente afetadas por medidas tarifárias. A situação é dinâmica, com algumas nações chegando a acordos para taxas mais baixas, enquanto outras enfrentam tarifas mais altas ou sanções adicionais.
Abaixo, um resumo da situação de vários países, com base nas informações mais recentes: O Brasil tem tarifa de 50%, uma das taxas mais altas e passava por dificuldades diplomáticas para encontrar um canal oficial de negociação. Até que houve uma importante promissora reaproximação dos presidentes Lula e Trump (leia abaixo).
Contra a Índia, também estabeleceu uma tarifa total de 50%. Uma tarifa extra de 25% foi adicionada sobre a taxa existente. O Reino Unido passou a ter tarifa de 10%, num acordo que inclui uma cota para carros britânicos e tarifa zero em componentes aeroespaciais.
Contra a União Europeia, a tarifa ficou em 15%, reduzida dos 30% anterior. Em contrapartida, no acordo constou compromisso da UE de investir nos EUA. Contra o Japão, a tarifa ficou em 15%, reduzida dos 25% iniciais, após negociação; o Japão comprometeu-se a investir US$ 550 bilhões nos EUA. Contra a Coreia do Sul, estabeleceu uma tarifa de 15%, também após acordo.
Em outros países da Ásia, as tarifas iniciais foram reduzidas, mas ficaram altas: Vietnã com tarifa de 20%; Indonésia tarifa de 19% e eliminará 99% de suas próprias tarifas sobre produtos norte-americanos. Nas Filipinas, ficou uma tarifa de 19% e o acordo de que produtos dos EUA exportados para lá terão isenção total de tarifas. Contra a China, ficou acertada uma trégua tarifária temporária de 30%, em vez de 145%.

O preço do café nos EUA – que o americano adora – está proibitivo.
Compreendendo o Contexto Mais Amplo
Anotamos fatores importantes para entender esta política comercial de longo alcance: um aspecto geopolítico que pesou na postura tarifária do atual governo dos EUA foi a conexão com o bloco BRICS.
Os EUA ameaçaram com uma tarifa adicional de 10% sobre os países que se alinharem com as políticas “anti-americanas” do bloco BRICS (que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, entre outros). Isso contribuiu para as tarifas mais altas, enfrentadas por alguns membros.
Houve, também, um incidente com a Colômbia. Em resposta a uma disputa diplomática sobre deportações, os EUA ameaçaram com tarifas e potenciais sanções bancárias e proibições de viagem, levando a uma rápida resolução, após a Colômbia recuar. Isso mostra como as ameaças comerciais podem estar ligadas a questões não comerciais.
Diante dessas pressões, alguns analistas sugerem que os países – como o Brasil – estão tentando diversificar suas parcerias internacionais e buscar alianças regionais mais fortes para reduzir sua dependência dos EUA e lidar melhor com essas tensões.
Cidadãos indignados com preços
Um exemplo da revolta dos americanos, em geral, com essa política externa de Trompete, circulou nas redes esta semana. Cidadãos americanos compartilharam imagens de carnes e cafés nas redes sociais para denunciar a subida de preço nos EUA, se perguntando “Are we great yet? (já somos grandes novamente?)”, numa alusão ao slogan de Trump: “Make America Great Again“.
Num dos posts, o cidadão mostra que o preço por libra da carne praticamente dobrou, desde o final de 2024, de 5.99$ para 9.99$.

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