O mundo exige o fim da mortandade cruel

No mesmo dia, o contraste: bombas e banho de mar. Gaza em transição.
Ambos os lados em guerra, na Faixa de Gaza, concordaram com o plano de paz, proposto por Donald Trump. Sem dúvida, um grande passo que pode pôr fim ao massacre genocida que Israhell vinha executando, há dois anos, na região. O mundo comemora com cautela, até que se concretizem as trocas de reféns do Hamas por prisioneiros do sionismo. O Ângulo e Foco está acreditando que teremos um ‘final feliz’ para a matança, atribuindo à movimentação da Flotilha Global Sumud um importante papel na construção da paz. E destacando que o maior objetivo dos manifestantes de todo o mundo, inclusive da Flotilha, foi alcançado. Aproveitando a brecha, criada com a abordagem e sequestro dos ‘flotilhistas’, pescadores aproveitaram a falta de patrulhamento nas praias e tiraram do mar de Gaza toneladas de peixes que serviram para saciar um pouco a fome que grassa no enclave. Até as crianças aproveitaram para tomar banho de mar, proibido desde agosto. Vamos registrar a chegada dos manifestantes brasileiros a sua terra e mostrar o discurso incisivo, feito por nosso correspondente na Flotilha, Magno de Carvalho Costa, no Aeroporto de Guarulhos, logo após o desembarque.
Membro da alta cúpula do grupo terrorista Hamas, Khalil Al-Hayya, declarou o fim da guerra com Israel na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (9). Segundo a liderança, o encerramento do conflito se deu após ter recebido garantias dos Estados Unidos e de mediadores de países árabes sobre um cessar-fogo permanente. Conforme publicação do G1, Al-Hayya atuou na liderança das negociações do Hamas sobre o acordo de paz na Faixa de Gaza, proposto pelos EUA.
O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia anunciado na quarta-feira, que Israel e o grupo terrorista tinham selado um acordo para a implementação da primeira fase para o fim da guerra. Hoje, anunciou que vai viajar para o Oriente Médio e, certamente, deve ir a Israhell.
Brasileiros da Flotilha voltam ao Brasil
Os 13 brasileiros, integrantes da Flotilha da Liberdade, chegaram, na manhã de quinta-feira (09), em São Paulo, pousando no Aeroporto de Guarulhos pouco depois das 10h. O grupo estava, ao longo da última semana, preso em Israel, após interceptação das embarcações que tentavam chegar a Gaza, levando ajuda humanitária.
Militantes e ativistas pró-Palestina aguardavam a chegada dos brasileiros no aeroporto. Dezenas de jornalistas também acompanharam o desembarque e cobriram os discursos, ali mesmo realizados.
Voltaram para casa: Ariadne Telles, Bruno Gilga Rocha, Gabrielle Tolotti, João Aguiar, Lisiane Proença, Lucas Farias Gusmão, Luizianne Lins, Magno Carvalho Costa, Mariana Conti, Miguel Viveiros de Casto, Mohamed El Kadri, Thiago Ávila e Victor Nascimento Peixoto, os brasileiros deportados por Israel após sequestro e prisão.
A delegação brasileira foi recebida por centenas de manifestantes.

Magno fala do sucesso da aventura
Confira a fala de Magno de Carvalho Costa, conselheiro da CSP-Conlutas na Global Sumud Flotilla, que serviu de correspondente, trazendo informações sempre atualizadas ao Ângulo e Foco, a cada dia de navegação pelo Mediterrâneo, rumo a Gaza. Vídeo no final deste post. O coletivo saudou o retorno do guerreiro: “Orgulho da sua presença nessa missão, Magno!”

Um bombardeio de despedida da guerra
Mantendo a sanha genocida de Israhell, pouco antes de aprovar o plano de Trump para a Paz em Gaza, Netanyahu mandou bombardear a cidade de Kan Yunis. Aproveitou que o acordo só entra em vigor após a reunião interna do Governo sionista. Na reunião, alguns setores se opuseram à paz, porém, o Acordo foi aprovado pela maioria.
O cessar-fogo começou na noite de 9-10. Os 20 reféns com vida já devem ser libertados domingo ou segunda. Os negociadores ficaram de decidir quais prisioneiros serão soltos. A libertação dos reféns do Hamas será segunda-feira (13), segundo Trump.
Frustrado por não ser o vencedor do Nobel da Paz – conquistado pela política da Venezuela, Maria Corina Machado, que se encontra em local incerto e não sabido – Trump vai ao Oriente Médio e a Gaza para selar o acordo.
Enquanto isso, as forças de defesa israelenses estão se preparando para o recuo inicial das tropas de Israel, em 24 horas. Mas aproveitaram o momento para mais maldades: Gaza amanheceu sob bombardeio, quinta-feira passada.

O papa Leão XIV . Foto: VaticanNews.
Papa saúda a paz na Faixa de Gaza
O site Vatican News trouxe, hoje, uma notícia sobre o fim das hostilidades, sob o título: “Israel ratifica acordo de paz para Gaza. Decretada a trégua”.
O acordo de cessar-fogo – assinado em Sharm el Sheik com a mediação dos Estados Unidos, do Catar e do Egito – ganha concretude. O plano, aprovado pelo governo israelense, sancionou o fim do conflito na Faixa de Gaza e a libertação recíproca de reféns e detidos palestinos. O presidente dos EUA, Trump, mostra-se entusiasmado.
“As armas, finalmente, silenciarão em Gaza, após 735 dias de guerra e mais de 67.000 baixas, segundo dados do Hamas. A trégua foi estabelecida, na Faixa de Gaza, após o governo israelense ratificar, durante a noite, o acordo desta quinta-feira, no Egito. No entanto, houve relatos de ataques israelenses em Khan Younis, nas horas seguintes à aprovação do plano pelo governo israelense. O exército israelense, por sua vez, relatou a morte de um soldado reservista esta quinta, 9 de outubro, em um ataque de franco-atirador do Hamas, na Cidade de Gaza.
“Etapas para implementar o acordo
Uma das preocupações, neste momento, é com o cumprimento de todas as etapas do acordo. Continua o Vatican News:
“O cessar-fogo será monitorado por uma força multinacional, composta por 200 soldados estadunidenses e militares do Egito, Catar, Turquia e provavelmente dos Emirados Árabes Unidos. O Hamas prometeu libertar todos os 20 reféns vivos, dentro de 72 horas, portanto, entre segunda e terça-feira, em troca da libertação de 1.950 prisioneiros palestinos. No entanto, Marwan Barghouti, um dos líderes proeminentes do grupo islâmico, detido em Israel desde 2002, não estará entre eles.
“A facção palestina solicitou 10 dias para a devolução dos corpos dos outros reféns. Enquanto isso, a Defesa Civil de Gaza pediu à população palestina, segundo a Al Jazeera, que se mantenha afastada das áreas fronteiriças da Cidade de Gaza, por questões de segurança, até que a retirada das forças israelenses seja oficialmente anunciada e confirmada pelas autoridades.
“Reações
“O presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou, expressando sua confiança na implementação de uma paz duradoura. O chefe da Casa Branca é agora esperado em Israel, no domingo, e depois no Egito, para a assinatura oficial do acordo. Os elogios internacionais ao resultado desta última mesa redonda diplomática foram unânimes, mas as organizações humanitárias estão cautelosamente otimistas, observando que as necessidades dos civis palestinos continuam dramaticamente urgentes: de acordo com a denúncia da associação humanitária Emergency, 90% das casas foram destruídas, os serviços de saúde desapareceram completamente e há escassez de alimentos e bens essenciais” – finaliza a matéria.
Famintos comeram peixes e brincaram na praia (vídeos)
No dia 17 de agosto, Israel tinha proibido pescarias em Gaza, agudizando, ainda mais, a fome na área. Com a chegada da Flotilha e o deslocamento de embarcações da polícia marítima na direção dos barcos, abriu-se um espaço, bloqueado há quase dois meses, para a população faminta poder pescar. Uma significativa vitória da Flotilha Global Sumud.
Dezenas de pescadores trouxeram, em suas redes, toneladas de pescados que saciaram a fome de muitos habitantes famintos. As crianças aproveitaram para brincar na areia da praia, coisa que não faziam, desde a proibição dos sionistas. Portanto, a mobilização gerada pela Flotilha deu resultado contra a fome e a tristeza.
ASSISTA AOS VÍDEOS ABAIXO
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Os pescadores palestinos aproveitaram e mataram a fome de milhares.
Confiante, Gaza celebra.
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