BAHIA SAI NA FRENTE PARA MUDAR ABORDAGENS

II Fórum Internacional de Ciências Policiais. Foto: Carlos AlbertoGOVBA
Enquanto o Brasil e o mundo seguem estarrecidos com a violência policial – seja nas comunidades do Rio de Janeiro, seja em capitais estadunidenses, por exemplo -, a Bahia dá um importante passo no rumo do aprimoramento da atividade das polícias. Terminou, no fim de semana, em Salvador, o II Fórum Internacional de Ciências Policiais (FICP Bahia 2025), oportunidade em que a temática do aperfeiçoamento policial foi discutida e se encaminha para ser uma realidade que, em muito, pode contribuir para a construção democrática e o respeito pela vida humana.
O vice-governador Geraldo Júnior comemorou o sucesso do FICP Bahia 2025, encerrado na sexta-feira (31), em Salvador. Representando o governador Jerônimo Rodrigues, o vice participou da abertura do evento, que reuniu autoridades, pesquisadores, gestores, policiais e especialistas nacionais e internacionais no SENAI CIMATEC, consolidando a Bahia como referência nacional em inovação e inteligência aplicada à segurança pública.
O vice-governador destacou o protagonismo da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o legado deixado pelo encontro. “A atenção e o protagonismo da SSP-BA e a dedicação pessoal do secretário Marcelo Werner na realização do FICP Bahia 2025 demonstram a maturidade institucional e a visão estratégica de uma gestão que compreende que enfrentar o crime exige método, integração e conhecimento: A Bahia se tornou sede de um movimento que ultrapassa fronteiras, reunindo polícias, universidades, empresas e governos, em torno de uma ideia central: sem ciência, não há segurança sustentável”, afirmou Geraldo Júnior.
Promovido pelo Instituto Arrecife, em parceria com a Superintendência de Inteligência (SI/SSP), o Fórum teve como tema “Inteligência Policial e Novas Tecnologias no Combate ao Crime”, reunindo centenas de participantes do Brasil e do exterior em dois dias de intensos debates, painéis e oficinas. A programação abordou temas como policiamento orientado por inteligência, crimes digitais, estatística criminal, gestão de imagens, reconhecimento facial e cibersegurança.
O vice-governador também enfatizou a importância do Fórum para o fortalecimento das políticas públicas de segurança e para a valorização dos profissionais da área:
“Os debates, painéis e palestrantes de peso contribuíram para o avanço das discussões sobre as ciências policiais e para o fortalecimento da integração, da inteligência e dos investimentos nos nossos policiais. A SSP está de parabéns por promover um evento que projeta a Bahia no cenário internacional e reafirma nosso compromisso com uma segurança pública moderna, humana e baseada no conhecimento científico.”
O FICP Bahia 2025 contou com a presença de Jason Potts, diretor de Segurança Pública de Las Vegas (EUA) e presidente da American Society of Evidence-Based Policing (ASEBP), além de especialistas e representantes de diversos estados brasileiros, instituições de ensino e centros de pesquisa. A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira edição, realizada no Rio de Janeiro, em 2024, e consolida o Fórum como um dos mais importantes espaços de integração entre ciência, tecnologia e prática policial no país.
Geraldo Júnior reforçou o compromisso do Governo da Bahia com a valorização da ciência e da inovação na segurança pública: “Seguimos firmes, investindo em tecnologia, inteligência e capacitação, e fortalecendo nossos quadros com base no conhecimento. A Bahia segue no caminho certo, com uma política de segurança pública cada vez mais integrada, técnica e humana”.

Profissionais de Polícia Científica em ação. Imagem: I.A.
O que são as Ciências Policiais
O Instituto Brasileiro de Segurança Pública explica o que são as Ciências Policiais, mostrando o conceito, objeto e método da investigação científica:
“Como todos os campos do conhecimento humano, dia-a-dia, novas dúvidas e novos problemas ensejam novos métodos de pesquisa, que acabam por revelar “novas verdades” e soluções mais efetivas.
As Ciências Policiais são uma área de estudo que engloba conhecimentos multidisciplinares, relacionados à segurança pública, investigação criminal, prevenção e combate ao crime. Os profissionais formados nessa área são responsáveis por garantir a ordem e a segurança da sociedade, atuando tanto na prevenção de crimes quanto na investigação e solução de casos.
Os profissionais das Ciências Policiais podem trabalhar em diferentes instituições, como polícias civis, polícias militares, polícia federal, polícia rodoviária, entre outras. Além disso, também podem atuar em órgãos de segurança pública, como secretarias, ministérios públicos e institutos de criminalística.
Para exercer a profissão de forma eficiente, é necessário ter conhecimentos sólidos em áreas como direito, criminologia, psicologia, investigação criminal, entre outras. Além disso, é fundamental possuir habilidades de comunicação, trabalho em equipe, liderança e capacidade de análise e resolução de problemas.
Como se dá a Formação
O período de formação na área de Ciências Policiais varia de acordo com a instituição de ensino e o nível de formação desejado. Em geral, para ingressar na carreira policial, é necessário ter concluído o ensino médio e ser aprovado em um concurso público específico.
Para aqueles que desejam se especializar na área, existem cursos de graduação em Ciências Policiais, com duração média de 4 anos, e cursos de pós-graduação – como especialização, mestrado e doutorado – que podem levar de 1 a 5 anos para serem concluídos.
O Currículo do Curso inclui temas relevantes como: Direito Penal; Criminologia; Investigação Criminal; Legislação Específica; Psicologia Forense; Políticas de Segurança Pública; Técnicas de Abordagem e Imobilização; Perícia Criminal; Gerenciamento de Crises; e Ética Profissional.
Para cursar Ciências Policiais, é importante possuir algumas habilidades e aptidões específicas. Entre elas, destacam-se:
Boa capacidade de comunicação oral e escrita; Capacidade de trabalhar em equipe; Resiliência e capacidade de lidar com situações de estresse; Ética profissional e comprometimento com a justiça; Habilidade de análise e resolução de problemas; Capacidade de tomar decisões rápidas e assertivas; Conhecimentos básicos em informática e tecnologia; Boa condição física e resistência; Capacidade de lidar com situações de risco; e Interesse pela área de segurança pública e combate ao crime.
Após a formação em Ciências Policiais, é possível se especializar em diferentes áreas, de acordo com o interesse e aptidões do profissional. Algumas especializações comuns na área são: Investigação Criminal; Perícia Criminal; Policiamento Ostensivo; Inteligência Policial; Segurança Pública; Crimes Cibernéticos; Gerenciamento de Crises; e Políticas de Segurança.
O campo de trabalho para os profissionais das Ciências Policiais é amplo e diversificado. Eles podem atuar em diferentes instituições e órgãos de segurança pública, como: Polícias Civis; Polícias Militares; Polícia Federal; Polícia Rodoviária; Secretarias de Segurança; Ministérios Públicos; Institutos de Criminalística; Órgãos de Inteligência; e Empresas de Segurança.
Além disso, também é possível atuar como consultor, pesquisador e professor universitário, entre outras possibilidades de carreira.

A ação da polícia científica é humanizada. Imagem: I.A.
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