NOSSO CORRESPONDENTE MAGNO COSTA É HOMENAGEADO

Magno recebe homenagem na USP.
O valoroso militante pacifista Magno de Carvalho Costa – que representou os coletivos Sintusp/Conlutas na Flotilha de Solidariedade a Gaza e, também, foi o correspondente diário do site Ângulo e Foco – recebeu homenagem, esta semana, do Centro Acadêmico da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA) e da Fundação Wladimir Herzog. Os discursos exaltaram a participação de Magno no movimento, assim como dos demais representantes brasileiros.
Na mesa montada para essa homenagem, estavam a professora Cremilda Celeste de Araújo Medina, jornalista e professora titular sênior da ECA; Thiago Tanji, Presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo; Ivo Herzog, presidente da Fundação Wladimir Herzog, (Magno) Sofia e Rosa diretoras do CALC e Monica Seixas, deputada estadual de São Paulo.
No seu discurso de agradecimento, Magno disse: “Foi muito gratificante, com 45 anos de trabalho nesta escola, receber essa homenagem dos estudantes da ECA/USP, representados pelo CALC, e da Fundação Herzog, representada pelo seu presidente Ivo Herzog.”
Depois de ter sido sequestrado, preso e, em seguida, liberado, Magno regressou ao Brasil (São Paulo) e continuou na luta.

Nosso correspondente, ao receber o diploma da homenagem.
Uma grande vitória sobre os bolsonaristas-sionistas
No dia 29 de outubro, a galeria do plenário da Câmara de vereadores de Campinas estava superlotada de militantes -trabalhadores da cidade e do campo, estudantes, sindicatos e movimentos populares, além de uma minoria de provocadores bolsonosionistas – para acompanhar a sessão de votação do pedido de instalação de uma comissão processante para cassar o mandato da vereadora Mariana Conti, do PSOL, que também participou da Flotilha.
Mariana foi acusada de abandonar a Câmara para participar da operação marítima que levava ajuda humanitária a Gaza. Lembremos que, antes da viagem, Mariana teve liberação concedida pela Câmara, sem remuneração, para esta missão.
Sobre aquele evento, Magno afirmou: “Nós, do Sintusp e da CSP CONLUTAS, fomos com uma delegação participar desta nova batalha, em defesa da companheira, junto com uma grande, animada e combativa galera que não parou de ecoar, com muita força, nossas palavras de ordem pela Palestina, de apoio a Mariana e contra os bolsonaristas vereadores e apoiadores, com suas bandeiras do estado genocida de Israel. Ninguém conseguiu ouvir os discursos de traição à pauta humanitária”.
No final da reunião, a votação para a instalação da comissão para cassar a Mariana deu o seguinte resultado: 21 votos contra, 8 a favor e duas abstenções.

Nosso herói, no comando provisório do barco Sirius, durante a viagem a Gaza.
Uma paz que demora a chegar
No dia 11 de outubro, o Hamas concordou com o plano de Trump. Esperava-se que o acordo entre o movimento palestino e Israel fosse assinado, no Egito. Os garantidores do acordo foram Egito, Catar, EUA e Turquia. Após isso, as forças israelenses deveriam cessar o fogo na Faixa de Gaza. Mas não foi isso que aconteceu.
Segundo relatos, as partes concordaram apenas com a primeira fase do acordo, que previa a libertação imediata dos reféns israelenses, bem como a entrega dos corpos dos israelenses mortos que foram encontrados no enclave destruído. Paralelamente, Israel libertaria cerca de 2000 prisioneiros palestinos e retiraria suas tropas até a linha amarela. Isso aconteceu a duras penas, mas os militares sionistas continuaram – como continuam até hoje – a atacar palestinos, ignorando o cessar-fogo.
A segunda fase do acordo, que previa o desarmamento dos combatentes, a remoção do Hamas do poder, a entrada de forças internacionais, entre outros pontos, ainda não foi acordada pelas partes. Não se descartava que, após a conclusão da primeira fase, Israel tentasse retomar as ações militares no enclave.
Mesmo com o tratado de cessação das hostilidades, tanques israelenses abriram ‘fogo de advertência’, na estrada pela qual refugiados palestinos caminhavam, de volta, em direção à cidade de Gaza. O momento foi transmitido ao vivo pelo canal Al-Jazeera.
Pois é. Ainda há muito o que fazer pela paz no Oriente Médio, inclusive para pacificar e reconstruir Gaza. Uma ‘linha amarela’ foi instituída por Israel para separar seus territórios da nova Gaza, porém, delimitando uma faixa muito estreita para a ocupação palestina, usurpando terras que, antes, pertenciam ao povo de Gaza.
Enquanto o regime sionista continuar governando Israel, observadores internacionais acreditam que não haverá paz. O povo israelense está dividido – muitos querem ver o cruel Benjamin Netanyahu fora do poder.

A Flotilha, seguindo corajosamente em direção a Gaza.
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