10 ÓRGÃOS HUMANOS NÃO FUNDAMENTAIS

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OS BOLSONARENTOS PODEM FICAR TRANQUILOS COM A PRISÃO

Hoje, dia 22 (número eleitoral dele), foi preso preventivamente o adoentado Jair Bolsonaro, simplesmente por ter tirado a tornozeleira eletrônica que usava e preparar uma fuga da prisão domiciliar. A prisão ocorreu, casualmente, às 6h43 (somando os algarismos dá 13, o número eleitoral de Lula). Como a vida é cheia de coincidências… O prisioneiro, que sofre de patologias diversas, ainda alegou suas doenças para fugir à prisão – só se apresenta soluçando e exibindo uma barriga enorme, segundo ele, ‘por causa da facada’ que sofreu, pouco antes de ser eleito. Nada disso comoveu a Justiça, que mandou buscá-lo em casa para ficar quietinho na cela especial da Polícia Federal de Brasília. Não adiantou a ‘cortina de fumaça’, planejada por um senador – por coincidência filho dele –, de reunir simpatizantes no condomínio do ex para disfarçar a fuga. Tudo deu “com os burros n’água”. A PF não é boboca e está contrariada com as artimanhas bolsonarentas da Câmara dos Deputados, presidida por Marmota, a mando dos ricaços que sustentam as facções. Mas, chega de passearmos nessa trilha nojenta. O Ângulo e Foco descobriu um estudo científico que atesta: o ser humano pode ter uma vida normal, mesmo perdendo 10 órgãos, considerados inúteis. Atenção, doutores bolsonarentos!

O Dr. Indraneil Mukherjee, cirurgião no Northwell’s Staten Island University Hospital, numa entrevista ao The New York Post, explica essa super-curiosidade: nosso corpo tem 78 órgãos, mas podemos sobreviver sem dez deles; um é completamente inútil. É bem provável que nenhum de nós escolhesse se separar de nenhum destes órgãos. Porém, se acontecer, o corpo humano encontra, muitas vezes, forma de continuar a sua vida normal – e, por vezes, surpreendentemente bem.

O ser humano circula, por aí, com quase oito dezenas de órgãos, no entanto, a verdade é que uma parte razoável deles é dispensável – incluindo o nosso “liquidificador de alimentos” e um que é essencialmente inútil. Ninguém quer perdê-los, mas é bom saber que isso não seria, automaticamente, uma sentença de morte.

Para o cientista, aparentemente não precisamos deles todos para viver – o que seria perfeitamente possível, quando os cirurgiões fazem cortes com seus bisturis. Veja o raciocínio, órgão por órgão:

“Eis a verdade surpreendente: para muitos destes componentes internos, uma existência plenamente funcional não só é possível, como muitas vezes é surpreendentemente robusta”, diz Indraneil Mukherjee.

Ou seja, perder um ou dois destes órgãos não é necessariamente uma sentença de morte. Há casos de pessoas que perderam sete órgãos e estão ainda aqui para contar essa história.

Esse é o caso de Louise Altese-Isidori que, depois de os médicos terem descoberto que o seu câncer do ovário tinha se espalhado pelo corpo. Ela foi submetida a uma cirurgia para remover o baço, o apêndice, a vesícula biliar, o útero, os ovários, as trompas de Falópio e todo o revestimento do estômago.

“Tive um cirurgião milagroso”, conta Louise ao site AOL: “Eu lutei como uma louca. A moça do Brooklyn, dentro de mim, foi à luta”. Hoje, ela está com os problemas de saúde em remissão e leva uma vida quase normal.

Esse caso “é um testemunho da extraordinária capacidade de adaptação do corpo humano e das engenhosas intervenções da medicina moderna”, diz Mukherjee.

Na sua entrevista ao New York Post, Mukherjee citou dez órgãos sem os quais passaríamos bem. Desde partes do intestino, ao desvio da canalização da bexiga, vamos conhecê-los:

1. Apêndice: este pequeno órgão, que mais parece um saco, em forma de verme, preso ao intestino grosso, é “praticamente inútil na vida moderna”, explicou Mukherjee. A sua remoção não exige medicação a longo prazo e a maioria das pessoas recupera em poucos dias.

2. Vesícula biliar: este outro saco que armazena a bílis, usada pelo fígado, pode ser retirado sem grandes intercorrências: “Basta deixarmos o fígado pingar a bílis diretamente no intestino delgado”. Algumas pessoas podem precisar de pequenos ajustes alimentares, mas a vida segue em frente.

3. Rim: temos dois, mas só precisamos de um. “Um rim é geralmente mais do que suficiente para filtrar o sangue e mantê-lo saudável”, afirma Mukherjee. São necessários controles ocasionais, mas não vai necessitar de medicação pelo resto da vida.

4. Estômago: Se o órgão que mistura e armazena os alimentos, antes da digestão, for removido – devido a úlceras, câncer ou cirurgia bariátrica, os alimentos passam diretamente para o intestino delgado. Isso muda tudo, segundo ele: “Conseguimos gerir a nossa vida normalmente, mas a cirurgia requer vigilância alimentar constante e apoio médico”, explica o estudioso.

5. Intestino delgado: podemos, também, perder parte do intestino delgado, sem grandes problemas. Mas, se a porção retirada for muito extensa, pode surgir a chamada ‘síndrome do intestino curto’, que dificulta a absorção de nutrientes e líquidos. É certo que haverá diarreia, fadiga e uma nutrição intravenosa pode-se tornar parte do dia-a-dia: “A vida pode ser sustentada, desde que o paciente comece muitas mudanças comportamentais”.

6. Cólon: sem este órgão, evacuamos mais vezes e mais depressa, mas é um fardo suportável. Em alguns casos, as duas extremidades do intestino que sobraram podem ser ligadas cirurgicamente; em outros casos, o paciente usa um saco de colostomia: “Pode levar uma vida quase normal, até ir nadar ou dançar em bailes”, diz Mukherjee.

7. Ânus: se a saída natural dos alimentos, digeridos no corpo, tiver que ser removida, os médicos criam uma nova abertura, através do abdômen. O paciente, então, passa a usar um saco de estoma, que requer manutenção, mas funciona: “É possível viver de forma ativa, apesar do funcionamento com um sistema modificado” – comenta.

8. Esôfago: Este tubo alimentar pode ser reconstruído com partes do estômago ou do intestino. Torna o engolir mais complicado: “Temporariamente, pode até ser necessário usar uma sonda de alimentação”, explica Mukherjee.

9. Bexiga: se ela for removida, a urina é desviada para um saco externo ou para uma bolsa interna, criada cirurgicamente: “Esse procedimento exige adaptação, mas é possível levar vidas plenas e ativas” – garante.

10. Pulmão: para respirar, um pulmão consegue dar conta do recado, mas a respiração nunca será a mesma. “Pessoas atléticas conseguem compensar melhor – explica Mukherjee – mas, até pequenas constipações ou a poluição do ar, podem desequilibrar o sistema.”

Com todos esses argumentos médicos, os ainda (!) milhares de bolsonarentos podem ficar tranquilos quanto à sobrevivência de seu ‘mito’, encarcerado.

2 respostas a “10 ÓRGÃOS HUMANOS NÃO FUNDAMENTAIS”

  1. Avatar de
    Anônimo

    Muito boa a explicação. Nos deixa mais tranquilos rsrsrs

  2. Avatar de
    Anônimo

    CIÊNCIA É TUDO.

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