POLÍCIA BAIANA VAI FUNDO CONTRA O CRIME

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NOVEMBRO COM MENOR NÚMERO DE ASSASSINATOS EM 13 ANOS

Imagem ilustrativa relacionada à redução de assassinatos na Bahia.
Veículo da Polícia Civil de Pernambuco em uma operação na rua, com dois carros parados ao lado.

Setor de armas e munições no alvo. Foto: Alberto Maraux/Ascom SSP

Na Bahia, para a polícia, não importa quem infringiu a lei; todos vão pagar. Dois exemplos: A redução em 28% dos crimes de mortes, em comparação com o ano passado, registrados no mês de novembro, é um atestado da prioridade que o Governo baiano dedica à segurança pública da população do estado. Em outras frentes, as informações que chegam ao Ângulo e Foco comprovam que o ‘crime do colarinho branco’ também vem sendo combatido com eficácia. A sonegação fiscal, por exemplo, aparece em destaque em diversas operações policiais recentes, que culminaram com a prisão de um empresário de varejo de armas e munições e a descoberta de vários casos de ocultação de operações com o mesmo objetivo: o de fraudar a arrecadação de impostos, que estão sendo apurados para que haja a devida punição. Veja abaixo.

A Polícia Civil da Bahia registrou, no mês de novembro, encerrado no último domingo (30), o menor número de mortes violentas dos últimos 13 anos. Megaoperações de asfixiamento financeiro das facções e reforço do patrulhamento resultaram na queda das ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte.

Em números absolutos foram contabilizadas 273 mortes violentas no mês de novembro de 2025. Na comparação com o mesmo período do ano passado (379 casos computados), a redução foi de 28%.

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, destaca que “a dedicação incansável de todos os homens e mulheres das Forças Policiais da Bahia resultou neste expressivo índice de diminuição dos crimes graves contra a vida”. Numa comparação ano-a-ano, em 2023, a redução das ocorrências de homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte foi de 6% e, no ano de 2024, a Polícia Civil registrou diminuição de 8,2%.

“Sabemos do desafio e contamos com o total apoio do governador Jerônimo Rodrigues. Seis mil policiais e bombeiros foram contratados, em pouco mais de dois anos e, amanhã (5), a Bahia ganhará mais 2.000 PMs”, lembrou Werner.

Revelou, ainda, que “além do patrulhamento ostensivo, foi fortalecida a Criminalística com a duplicação do efetivo do Departamento de Polícia Técnica e, em 2026, será realizado um novo concurso para a Polícia Civil, com 750 vagas para delegados, escrivães e investigadores”.

Grupo de policiais em apoio a uma apresentação ou reunião, com foco em segurança pública.

Operação Fogo Cruzado. Foto: Ascom/MP-BA

‘Operação Fogo Cruzado’ prende empresário envolvido com sonegação fiscal superior a R$ 14 milhões

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal na Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a ‘Operação Fogo Cruzado’, que investiga a sonegação de mais de R$ 14 milhões em impostos aos cofres estaduais, por empresários do setor de comércio varejista de armas e munição. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria e foi emitida uma ordem judicial de prisão temporária, em Feira de Santana, contra o empresário apontado como líder do grupo criminoso.

Segundo a apuração, o grupo deixava de recolher ICMS declarado aos cofres públicos no prazo legal e de forma continuada e se valia de diversas manobras para sonegar o tributo, a exemplo da sucessão empresarial fraudulenta e interposição fictícia de sócios e administradores.

As investigações da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), do Ministério Público e da Polícia Civil, na Bahia, identificaram a constituição fraudulenta de empresas vinculadas entre si, mediante “laranjas”, com a intenção de esconder seu real proprietário e adiar o devido pagamento do imposto devido (ICMS) por tempo indeterminado, sem qualquer intenção de saldá-lo.

A Força-Tarefa investiga, ainda, a associação criminosa e estruturação de um esquema de lavagem de dinheiro da atividade ilícita através do comércio de joias, como atividade correlata a atividade delitiva. A operação contou com a participação de sete promotores de Justiça, 14 delegados de Polícia, 56 policiais do Necot/Draco, seis servidores do Fisco Estadual, oito servidores do MPBA, e sete policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

Intensificação contra fraude

A Força-Tarefa intensificou as ações em face de fraudes tributárias e da prática de declarar o débito de ICMS e não repassar o imposto à Fazenda, de forma contumaz, o que configura crime contra a ordem tributária, e que muitas vezes serve apenas para dissimular fraudes ainda mais graves. Estas práticas criminosas causam graves danos à coletividade, especialmente considerando que o imposto foi efetivamente pago pelos consumidores e não repassado aos cofres públicos, resultando em perda de receitas necessárias às políticas públicas e serviços públicos essenciais para a população.

A Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal é composta pelo Grupo Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do MPBa, Inspetoria Fazendária de Inteligência e Pesquisa (Infip) da Sefaz e pelo Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Necot/Draco), da Polícia Civil da Bahia.

Investigador da Polícia Civil inspecionando e retirando aparelho celular durante operação de combate à sonegação fiscal em uma loja.

Operação Mobile. Foto: Divulgação/Ascom Sefaz-BA

Operação Mobile intima 14 empresas por sonegação

Integrante da força-tarefa da Operação Mobile 360⁰, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) intimou para esclarecimentos 14 empresas do segmento de telefonia celular, em Salvador e Região Metropolitana, após a identificação de uma série de indícios de irregularidades que configuram sonegação fiscal. Caso não comprovem regularidade, as empresas deverão ser alvos de autuações e outras sanções previstas pela legislação.

Durante a fiscalização integrada, a equipe da Fazenda estadual vistoriou 20 estabelecimentos comerciais, localizados em Salvador e na Região Metropolitana. Parte das empresas fiscalizadas apresentava registros de vendas, via pix e cartão de crédito e débito, com valores elevados, incompatíveis com o ICMS efetivamente recolhido para o Estado. Houve, ainda, apreensão de quatro máquinas de cartão que estavam sendo utilizadas, sem vínculo com o CNPJ da empresa, o que configura prática de sonegação fiscal.

De acordo com a inspetora chefe da Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa, Sheilla Meirelles, “a Secretaria da Fazenda do Estado atua em conjunto com a Polícia Civil em diversas ações que, tendo como objetivo mais amplo coibir crimes em geral, acabam atuando no combate à prática de sonegação fiscal propriamente dita. Essa atuação é de grande importância para o combate aos crimes tributários e correlatos no âmbito do Governo do Estado.”

O coordenador de Fiscalização da Inspetoria de Fiscalização de Mercadorias em Trânsito da Região Metropolitana de Salvador, Osvaldo Ribeiro, enfatiza, por sua vez, que “a Sefaz-BA segue firme no compromisso de promover a justiça tributária, combatendo a sonegação fiscal e a concorrência desleal no comércio baiano”.

Ações permanentes

A operação Mobile 360º é liderada pela Polícia Civil da Bahia com o objetivo principal de recuperar aparelhos celulares alvos de furto, perda ou roubo. A operação conta com a participação de outros órgãos, com o intuito de verificar irregularidades diversas praticadas neste segmento. As ações acontecem de forma permanente na capital, na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e no interior do estado.

A sétima edição da Mobile 360°, realizada entre agosto e outubro de 2025, resultou na apreensão de 2.181 aparelhos celulares pela Polícia Civil, dos quais 1.531 já foram restituídos aos proprietários. Mais 650 aparelhos estão aptos para devolução, e os usuários estão sendo convocados para a retirada. Deflagrada em maio de 2024, a operação já recuperou 4.129 celulares, com 3.153 devolvidos aos proprietários.

Além da Sefaz-Ba, participam ainda a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba), a Receita Federal do Brasil e a Companhia de Policiamento Fazendário (CIPFaz), vinculada à Polícia Militar da Bahia.

Fontes: Ascom/Sefaz-BA, Ascom/SSP

4 respostas a “POLÍCIA BAIANA VAI FUNDO CONTRA O CRIME”

  1. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana

    Excelente notícia

  2. Avatar de Luis Costa
    Luis Costa

    A polícia da Bahia é mais letal que a de sp. Procede essa informação?

    1. Avatar de mazzeiray

      Dados de 2024 confirmam sua afirmação. Vamos ver logo se isso se repete este ano.

  3. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Notícia boa!!

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