VINHOS BAIANOS IMPULSIONAM O TURISMO

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CHAPADA DIAMANTINA É GRANDE DESTAQUE

Garrafa de vinho coberta de poeira, organizadas em prateleiras de madeira, representando a produção de vinhos na Chapada Diamantina.

Paraíso das cachoeiras produz vinhos de primeira. Reprodução: http://www.pexels.com

A Chapada Diamantina é realmente um lugar incrível e que agrada a todos os públicos, dos mais variados gostos e idades. O Paraíso do trekking e dos esportes de aventura, das cachoeiras, montanhas e cânions, possui clima frio no inverno e também é destino romântico, com hotéis e pousadas estilosos e lugares com cenários incríveis para beber um bom vinho. Conhecida por sua beleza natural e clima diferenciado, tem-se destacado também pela produção local. Os vinhos da Chapada Diamantina estão em fase de crescimento e consolidação no mercado. A aceitação tem sido positiva, especialmente entre turistas que visitam a região e buscam experiências locais autênticas. A produção ainda é artesanal e em pequena escala, o que agrega valor e exclusividade aos vinhos. Eventos locais, degustações e parcerias com o turismo têm ajudado a aumentar a visibilidade e a aceitação dos vinhos produzidos.

Hoje, já se pode dizer que existem vinhos finos produzidos na Bahia, uma realidade que, poucos anos atrás, era considerada impossível em solos baianos. Nos últimos 10 anos, os vinhedos e vinícolas vêm transformando a Chapada Diamantina, cheia de encantos naturais, num importante Polo Enoturístico, despertando a atenção e surpreendendo os amantes e aficionados do vinho pelo mundo afora.

Tudo começou há 16 anos

O Estado da Bahia, em 2009, autorizou a implantação da Unidade de Observação de Videiras Viníferas da Chapada Diamantina, com o plantio de dez variedades de uvas. Os primeiros vinhos produzidos na Unidade Experimental, de 2012 a 2015, surpreenderam os enólogos mais experientes e apontaram um futuro promissor para os vinhos da região, despertando o interesse de alguns empresários que logo iniciaram investimentos para o plantio dos vinhedos.

Quem viabilizou todo o projeto de pesquisa foi uma parceria entre: Governo do Estado, a EBDA com seus técnicos qualificados e a Associação de Criadores que serviu como entidade Guarda Chuva.

O que parecia um sonho impossível tornou-se realidade e, hoje, a Chapada Diamantina se transformou numa rota obrigatória para o enoturismo, trazendo um importante vetor de desenvolvimento econômico que se reflete em vários empreendimentos imobiliários, hoteleiros, gastronômicos e toda uma cadeia produtiva, graças ao fluxo turístico que as vinícolas proporcionam. A produção expandiu o turismo que já existia na Chapada Diamantina, já muito frequentada pelos apreciadores das suas belezas e encantos, o que gerou empregos e movimentou toda a economia da região.

Um homem sorridente usando um chapéu de palha sob uma treliça com folhas verdes, aparentemente em um vinhedo.

Jairo Vaz, sócio fundador da Vinícola Vaz – Foto: Divulgação

Reconhecimento já chegou

Em meados do ano passado, a cidade de Morro do Chapéu recebeu o título de “Capital do Vinho da Chapada Diamantina” e foi inserida na Rota do Vinho da Bahia pela Secretaria de Turismo do Estado. Isso projetou, ainda mais, a região, nacionalmente, despertando o interesse de turistas e investidores.

Recentemente, dois vinhos produzidos em Morro do Chapéu, foram consagrados como os melhores da Bahia e estão entre os destaques do Brasil em uma premiação nacional. Com 92 pontos, os vinhos Malbec Ferro Doido, da Vinícola Vaz e o Syrah Reserva, da Vinícola Reconvexo, foram premiados com a medalha de ouro e se destacaram entre os mais de mil rótulos inscritos de todas as regiões produtoras do país, no GPVB 2025, a maior degustação às cegas de rótulos nacionais.

Dicas para os turistas

Aqui estão as principais vinícolas da região, suas localizações, tipos de vinho produzidos e informações sobre a aceitação dos produtos:

1. Vinícola UVVA – Localização: Mucugê (BA-142). Tipos de vinho: Produz vinhos finos e especiais, com destaque para vinhos tintos e brancos, adaptados ao terroir local. Aceitação: A UVVA tem ganhado destaque como um “novo diamante” da região, com crescente reconhecimento e aceitação, tanto local quanto em eventos e degustações. Funciona de terça a domingo, das 09h00 às 18h00. Site: vinicolauvva.com.br

2. Vinícola Vaz – Localização: Morro do Chapéu. Tipos de vinho: Produz vinhos variados, com foco em vinhos tintos e brancos que refletem o terroir da região. Aceitação: Reconhecida na rota dos vinhos da Chapada, tem boa aceitação entre turistas e apreciadores locais.

3. Vinícola Santa Maria – Localização: Morro do Chapéu. Tipos de vinho: Vinhos tintos e brancos, com produção artesanal e foco na qualidade. Aceitação: Parte da rota dos vinhos, com boa reputação regional.

4. Vinícola Sertania – Localização: Morro do Chapéu. Tipos de vinho: Vinhos especiais produzidos com técnicas locais. Aceitação: Em crescimento, com destaque em eventos locais.

5. Vinícola Reconvexo – Localização: Morro do Chapéu. Tipos de vinho: Vinhos especiais produzidos no terroir da Chapada Diamantina, com foco em qualidade e exclusividade. Aceitação: Ganhando espaço no mercado regional e entre turistas. Site: vinicolareconvexo.com.br

Homem dirigindo um trator em uma vinícola, transportando caixas de uvas em um campo com videiras ao fundo.

O terroir da vinícola Vaz. Foto: Divulgação

Três vinícolas na Chapada que valem o passeio

A Vinícola UVVA está localizada numa região única, onde se encontram as maiores altitudes do Nordeste Brasileiro, a cidade de Mucugê na Chapada Diamantina, mundialmente conhecida por tantas belezas, cachoeiras, cânions, morros e montanhas, além de vegetação exuberante e biodiversidade riquíssima em fauna e flora. A Vinícola realiza diversos tours guiados de degustação, é o enoturismo.

A Vinícola Vaz – A ideia de produzir vinhos na Chapada Diamantina se deu no início de 2008, na cidade de Morro do Chapéu. Primeiro foram realizados estudos técnicos e científicos sobre as condições de solo e clima da região, que prontamente atendeu todas as expectativas. Em 2016, iniciou-se a plantação de uvas para a produção de vinhos finos. A Vinícola cultiva sete tipos de uvas viníferas, três delas tintas (Syrah, Malbec e Pinot Noir) e outras quatro brancas (Chardonnay, Sauvignon Blanc, Viognier e Muskat Petit Grain). A Vinícola Vaz também realiza tours de degustação.

Vista de vinhedos com um edifício ao fundo sob um céu azul em um dia ensolarado.

Hospedagem em meio aos vinhedos. Reprodução: http://www.vinicolareconvexo.com.br.

Vinícola Reconvexo – A vinícola produz vinhos finos em seu terroir, localizado em Morro do Chapéu, espaço belíssimo onde, além do enoturismo com tours guiados para degustação de vinhos, hospeda turistas em seu glamping charmoso e equipado por chalés modernos e acolhedores.

Vista da vinícola na Chapada Diamantina, com gramado verde e cenário montanhoso ao fundo.

Vinícola Reconvexo: Divulgação

O enoturismo no Brasil e no Mundo

O enoturismo, ou turismo do vinho, é uma atividade que tem ganhado destaque significativo, tanto no Brasil quanto globalmente.

No Mundo, o enoturismo é uma importante vertente do turismo rural e cultural, contribuindo para a diversificação econômica de regiões vinícolas tradicionais, como França, Itália, Espanha, Chile, Argentina e África do Sul. O enoturismo não só gera renda direta para as vinícolas, mas também impulsiona setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio local. Além disso, promove a valorização cultural e patrimonial das regiões vinícolas, atraindo turistas interessados em experiências autênticas e de qualidade.

No Brasil, o enoturismo tem crescido, especialmente, em regiões como o Vale dos Vinhedos (Rio Grande do Sul), a Serra Gaúcha, o Vale do São Francisco (Bahia e Pernambuco) e, mais recentemente, em áreas como a Chapada Diamantina (Bahia). O enoturismo é uma fonte importante de renda extra para as vinícolas brasileiras e tem potencial para consolidar uma nova vocação econômica para essas regiões, promovendo o desenvolvimento local e a geração de empregos.

Uvas escuras sendo seguradas por mãos com luvas, em um vinhedo.

A matéria-prima da Vinícola Uvva. Foto: Divulgação.

Um setor em expansão

Estudos indicam que o enoturismo tem se tornado um dos pilares do faturamento das vinícolas, com um crescimento constante na procura por experiências que envolvem a produção e degustação de vinhos. Segundo a Revista ADEGA, o enoturismo segue em expansão global, com um aumento significativo no número de visitantes nas regiões vinícolas.

No Brasil, o turismo vinícola atrai turistas de diversas partes do país e do exterior, com destaque para o Vale dos Vinhedos, que é uma das regiões mais visitadas.

O governo brasileiro e entidades como o Sebrae destacam o enoturismo como uma tendência em alta, com potencial para crescimento sustentável e diversificação econômica regional.

Os dados indicam um crescimento contínuo da visitação, refletindo o interesse crescente dos turistas por experiências autênticas, ligadas à cultura do vinho.

Estatísticas recentes

Vamos saber, agora, os resultados do Enoturismo no Brasil e no Mundo, em 2025:

No Brasil, 85% das vinícolas já ampliaram suas atividades para além da produção de vinho, oferecendo experiências turísticas, segundo pesquisa do Sebrae (2025). Isso demonstra a forte integração do enoturismo com a indústria vinícola nacional.

Cerca de 58% das vinícolas brasileiras trabalham com visitas agendadas, o que mostra uma organização crescente e profissionalização do setor.

A digitalização é um fator importante no Brasil, com o WhatsApp sendo o canal de contato para 93% das vinícolas, facilitando a comunicação e o agendamento de visitas. Assim, o enoturismo tem-se consolidado como um perfil de viagem popular entre brasileiros, reforçando a importância de agentes especializados para atender a demanda crescente.

O Relatório Global sobre Enoturismo 2025 (Geisenheim University) analisou dados de 1.310 adegas em 47 países, confirmando o crescimento e a consolidação do enoturismo como um segmento turístico global.

O mercado global de vinhos está avaliado em USD 362,41 bilhões em 2025, com projeção de crescimento para USD 424,56 bilhões até 2030, a uma taxa composta anual de 3,22%. Esse crescimento impacta diretamente o enoturismo, que é parte integrante da cadeia de valor do vinho.

Países como Chile, Japão e outros líderes continentais têm experiências de enoturismo que estão ganhando destaque, mostrando a diversidade e expansão global do setor.

Esse setor está em franca expansão, tanto no Brasil quanto no cenário internacional, com um aumento significativo no número de vinícolas que oferecem experiências turísticas e na profissionalização do atendimento ao visitante. O crescimento do mercado global de vinhos também impulsiona o enoturismo, tornando-o um segmento estratégico para o desenvolvimento econômico regional e mundial.

Fontes: Sebrae, GOVBA, SeturBA, revista Adega e vinícolas

Uma resposta para “VINHOS BAIANOS IMPULSIONAM O TURISMO”

  1. Avatar de
    Anônimo

    TUDO NO BRASIL É MARAVILHOSO. AGRICULTURA FAMILIAR, CAFÉ, UVAS, FRUTAS… O BRASIL É UMA RIQUEzA! BRASILEIROS, TEMOS QUE TIRAR O COMPLEXO DE VIRALATA E ADMIRAR ESSE PAIS TÃO INCRÍVEL. CHAPADA DIAMANTINA, PARABÉNS. PARABENS POR TODOS OS INCENTIVOS DO GOVERNO DO MARAVILHOSO PRESIDENTE LULA E DE JERÔNIMO.

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