BRASIL COLHE DINHEIRO COM AGRO E COMUNIDADES

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BALANÇA COMERCIAL É RECORDE E PEQUENOS CRESCEM

As exportações brasileiras batem recorde em 2025.

Em dezembro de 2025, exportações somaram US$ 14 bilhões, um recorde. Foto: FreepikGOVBR

Os ótimos resultados da gestão do presidente Lula aparecem em todos os setores da vida brasileira. As notícias mais recentes trazem boas notícias da arrecadação brasileira com as exportações do agronegócio, que bateram o recorde nacional; e também, não bastasse a glória de termos a produção integral do MST-Movimento dos Sem-Terras, o governo agora integra várias comunidades produtivas ao mundo dos negócios e do progresso. A partir de agora, outro grande salto: o Acordo Mercosul-União Europeia. O Ângulo e Foco não esconde sua satisfação com os rumos do Brasil, na geopolítica, no comércio internacional multilateral, nos avanços significativos em todas as políticas sociais, enfim, a glória de termos um caminho de progresso e paz a seguir.

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram recorde de US$ 169 bilhões em 2025. O crescimento foi de 3%, comparado a 2024. O setor respondeu por quase metade de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior no ano passado. Quinta-feira (8) foi divulgado o resultado para o Brasil com as vendas do agronegócio brasileiro batendo recordes e consolidando o país como uma potência global. Em 2025, o setor alcançou a marca histórica de US$ 169,2 bilhões em exportações, um crescimento de 3% comparado ao ano anterior. Esse montante representa quase metade (48,5%) de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior no ano passado. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 3,6% no volume de produtos enviados ao exterior, desempenho que compensou a queda de 0,6% nos preços médios.

Já as importações de produtos agropecuários no ano passado somaram US$ 20,2 bilhões, um aumento de 4,4% em relação a 2024. Com isso, a corrente de comércio agropecuário no último ano foi de US$ 189,4 bilhões, e o saldo da balança comercial do agronegócio, ou seja, a diferença entre o que o setor vendeu e o que comprou do exterior, fechou o ano com um superávit de US$ 149,07 bilhões.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, atribui o recorde no valor exportado ao resultado da estratégia adotada pelo Governo do Brasil de diversificação de produtos e destinos, além da resiliência e do esforço do produtor nacional, que produziu em 2025 quantidade suficiente para abastecer o mercado interno, ajudando no controle dos preços, e exportar os excedentes. Com isso, o setor gerou emprego, renda e desenvolvimento para o país por meio de uma agropecuária cada vez mais tecnológica e sustentável:

ÚLTIMO MÊS — Em dezembro de 2025, as exportações somaram US$ 14 bilhões, recorde para o mês e crescimento de 19,8% em comparação com as exportações do mesmo mês de 2024. Já as importações foram de US$ 1,62 bilhão, aumento de 6,8% em relação a dezembro de 2024, resultando em saldo da balança comercial de US$ 12,38 bilhões no último mês.

525 NOVOS MERCADOS — O agronegócio brasileiro também alcançou em 2025 a marca de 525 novos mercados abertos desde 2023. A diversificação de destinos possibilitou que o agronegócio brasileiro enfrentasse turbulências no cenário internacional (tarifaço, casos de influenza aviária, redução dos preços internacionais de algumas commodities etc.).

SAFRA RECORDE — Outro destaque foi o efeito da safra recorde de grãos 2024/2025, que atingiu 352,2 milhões de toneladas, representando um incremento de 17% em relação ao ciclo anterior. Na pecuária, a produção atingiu níveis recordes para as carnes bovina, suína e de frango, permitindo a existência de excedentes exportáveis sem comprometer a oferta de produtos agropecuários para o mercado interno.

COMPRADORES — Entre os três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros, a China lidera o ranking (US$ 55,3 bilhões, 32,7% das exportações e crescimento de 11% em relação a 2024), seguida pela União Europeia (US$ 25,2 bilhões, 14,9% das exportações e aumento de 8,6% em relação ao último ano) e pelos Estados Unidos (US$ 11,4 bilhões, 6,7% das exportações e queda de 5,6% em relação a 2024).

Outros mercados que expandiram suas compras de produtos agropecuários brasileiros foram: Paquistão (US$ 895,6 milhões; +122%), Argentina (US$ 573,79 milhões; +29%), Filipinas (US$ 332,6 milhões; +9,18%), Bangladesh (US$ 256,75 milhões; +4,64%), Reino Unido (US$ 231,5 milhões; +3%) e México (US$ 217 milhões; +2%).

Pequenos e grandes fazendeiros convivendo em harmonia.
Harmonia de grandes e pequenos na produção trazem progresso econômico e social. Imagem I.A.A.F.

Proteínas vegetais e animais

Entre os principais produtos da pauta exportadora, a soja em grãos manteve-se como o principal item, gerando US$ 43,5 bilhões em receitas cambiais (+1,4%), com volume embarcado recorde de 108,2 milhões de toneladas, aumento de 9,5%. A carne bovina também registrou recorde, com receitas de US$ 17,9 bilhões (+39,9%) e incremento de 20,4% em volume. Durante o ano de 2025, foram abertos 11 mercados para a carne bovina brasileira.

O setor de proteínas animais também registrou o incremento de 19,6% no valor e de 12,5% no volume exportado de carne suína, tornando o Brasil, pela primeira vez, o terceiro maior exportador mundial do produto, e para o aumento de 0,6% no volume exportado de carne de frango, mesmo diante de um cenário desafiador no ano anterior, em função do primeiro e único caso registrado de influenza aviária em granjas comerciais.

OUTROS PRODUTOS — O café, outro produto tradicional da pauta exportadora, apresentou crescimento de 30,3% em valor, totalizando US$ 16 bilhões, impulsionado por preços internacionais que atingiram níveis históricos, tanto para o café verde quanto para o café solúvel. Destaque também para o incremento no valor e no volume exportado de frutas (+12,8% e +19,7%, respectivamente), além da abertura de 26 mercados nos últimos três anos, e para os pescados (+2,6% em valor e +17% em volume).

Benefício a comunidades de pesca.
Comunidade de pesca artesanal também foram beneficiadas. Foto: Divulgação/MPA

QUEM PRECISA TAMBÉM TEM ACESSO À TERRA

Enquanto o agro demonstra sua pujança, com apoio dos incentivos governamentais, o Brasil avança na justiça social, distribuindo terra para quem precisa dela para sobreviver. Vários territórios e comunidades de pesca artesanal são reconhecidos no Programa Nacional de Reforma Agrária.

A iniciativa ocorre por meio da criação de Projetos de Assentamento Agroextrativistas, modalidade específica que se destina a populações tradicionais. O PAE é uma modalidade específica de assentamento da reforma agrária, que se destina a populações tradicionais (como as ribeirinhas, seringueiras, pescadoras, etc.).

O Governo do Brasil iniciou o reconhecimento de territórios tradicionais pesqueiros e a inclusão de pescadoras e pescadores artesanais no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e ocorre por meio da criação de Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAEs).

O PAE é uma modalidade específica de assentamento da reforma agrária, que se destina a populações tradicionais (como as ribeirinhas, seringueiras, pescadoras, etc.), que tem como principal fonte de sustento o extrativismo, a agricultura familiar e outras atividades de baixo impacto ambiental.

A criação dos Projetos objetiva garantir o acesso à terra e a segurança da posse para comunidades que ocupam e produzem nessas terras públicas, de forma sustentável há gerações, mas não possuem documentação de propriedade. Além do reconhecimento e da segurança jurídica aos territórios tradicionais pesqueiros, a ação busca também garantir o acesso das pescadoras e dos pescadores artesanais às políticas que fazem parte do PNRA.

RECONHECIMENTO — Até o momento, foram reconhecidas seis comunidades, localizadas nos estados de Santa Catarina, Pará e Ceará. Essa ação reforça a garantia dos territórios pesqueiros para o fortalecimento da pesca artesanal, dos modos de vida e da cultura local, além de garantir mais segurança jurídica contra conflitos fundiários.

Segundo o diretor de Gestão Estratégica do Incra, Gustavo Souto, o Instituto já trabalhava com o PAE, em comunidades e povos tradicionais da Amazônia, mas sem o olhar específico aos territórios pesqueiros. A partir do trabalho com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a SPU, e em diálogo com o Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT) e o Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), o Incra procurou o MPA para iniciar o trabalho de inclusão da pesca artesanal no PNRA.

FORTALECIMENTO — Souto ressalta que o MPA tem sido um parceiro fundamental para estabelecer os diálogos com as comunidades e avançar no processo. Também veio dessa parceria a inclusão de “território pesqueiro” nos nomes dos referidos PAEs. “A nossa expectativa é que, neste ano de 2026, a gente possa levar mais políticas de reforma agrária, ou seja, mais cidadania, direitos, créditos e inclusão produtiva para as milhares de famílias que vivem nos territórios pesqueiros”, apresenta.

PARTICIPAÇÃO — A participação do MPA se dá por meio da Coordenação-Geral de Territórios Pesqueiros e Integração de Políticas Públicas (CGTIP), da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA). A atuação conta ainda com o acompanhamento e a parceria da coordenação do Fórum Nacional da Pesca Artesanal, da Articulação Nacional das Pescadoras e do Movimento Nacional dos Pescadores e Pescadoras.

De acordo com a coordenadora de Territórios Pesqueiros e Integração de Políticas Públicas do MPA, Suana Medeiros Silva, o reconhecimento legal dos territórios pesqueiros é uma luta histórica dos movimentos sociais. “Ele garante a continuidade da atividade e a reprodução socioeconômica das famílias que vivem da pesca”. Além disso, ela destaca que “com a criação dos PAEs Pesqueiros, essa demanda histórica passa a integrar a agenda do Incra, reconhecendo as comunidades tradicionais pesqueiras no PNRA, considerando as suas especificidades”.

COLABORAÇÃO — Para a concretização da ação, o MPA e o Incra convidaram pessoas das próprias comunidades como colaboradoras nos processos de articulação, de delimitação do território e da elaboração dos dados necessários para a criação do PAE.

Confira abaixo a relação das comunidades tradicionais contempladas:

PAE Território Pesqueiro Ponta do Leal – Município: Florianópolis (SC) – Área: 1,96 hectare – Capacidade prevista: 50 unidades familiares. Portaria nº 1.548, de 30/12/2025

PAE Território Pesqueiro Praia do Rincão – Município: Balneário Rincão (SC) – Área: 111,12 hectares – Capacidade prevista: 1.000 unidades familiares. Portaria nº 1.549, de 30/12/2025

PAE Território Pesqueiro Praia Central de Balneário Camboriú – Município: Balneário Camboriú (SC) – Área: 31,02 hectares – Capacidade prevista: 100 unidades familiares. Portaria nº 1.550, de 30/12/2025.

PAE Pesqueiro – Território Balbino – Município: Cascavel (CE) – Área: 255,92 hectares – Capacidade prevista: 600 unidades familiares. Portaria nº 1.552, de 30/12/2025

PAE Pesqueiro – Território Francês – Municípios: Anajás (PA) e Ponta de Pedras (PA) – Área: 8.232,61 hectares – Capacidade prevista: 180 unidades familiares. Portaria nº 1.554, de 30/12/2025

PAE Pesqueiro – Território Joviniano Pantoja – Municípios: Santa Cruz do Arari (PA), Ponta de Pedras (PA) e Anajás (PA) – Área: 5.471,80 hectares. Capacidade prevista: 400 unidades familiares – Portaria nº 1.555, de 30/12/2025

O presidente Lula em visita a um assentamento da Reforma Agrária. Foto: AgBrasil.

Fonte: SecomGOVBR

2 responses to “BRASIL COLHE DINHEIRO COM AGRO E COMUNIDADES”

  1. Avatar de
    Anônimo

    SÓ TENHO ALGO A DIZER: PRESIDENTE LULA 2026. TRABALHO LINDO DO MAIOR ESTADISTA E PRESIDENTE DO PLANETA.

  2. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    QUEREMOS LULA POR MAIS 4 ANOS!!

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