GOVERNO DA BAHIA LANÇA CARNAVAL DO INTERIOR EM JUAZEIRO

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PIATÃ, NA CHAPADA, CANCELA CARNAVAL PELA SEGUNDA VEZ

O lançamento já foi uma festa.

O Governo da Bahia lançou oficialmente, ontem (29), em Juazeiro, o Carnaval da Bahia 2026 no interior. A abertura contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e do vice-governador Geraldo Júnior, e destacou o reforço das ações de segurança, saúde, cultura e turismo para a realização da festa, em mais de 150 municípios baianos. Enquanto as perspectivas são ótimas em 150 municípios, a cidade de Piatã, na Chapada Diamantina, anuncia que o Carnaval de 2026 está cancelado no município. Um enorme prejuízo para a economia e a cultura piatãense, quando o prefeito, Marcos Paulo Azevedo, se queixa de “falta de recursos”. O personagem já foi condenado à cassação de seu mandato, na primeira instância, por improbidade.

A solenidade ocorreu no Centro de Cultura João Gilberto, onde foram apresentadas as principais iniciativas do Estado para o Carnaval 2026. Em Juazeiro, a programação segue até domingo (1º), com grandes atrações como Ivete Sangalo, Bell Marques, Psirico, Luiz Caldas e Parangolé, distribuídas em três circuitos da festa.

A realização do Carnaval em Juazeiro integra a política de valorização das manifestações culturais no interior da Bahia, com apoio do Governo do Estado para garantir segurança, infraestrutura e preservação das tradições locais: “Lançamos um edital de apoio ao Carnaval do interior, que vai além das atrações musicais, contemplando segurança pública, reforço nos plantões de saúde, valorização das tradições do povo negro e cuidado com pessoas em situação de vulnerabilidade. Neste ano, optamos por lançar, oficialmente, o Carnaval do interior aqui em Juazeiro”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.

Coordenador do Carnaval da Bahia 2026, o vice-governador Geraldo Júnior destacou o planejamento integrado da festa: “A expectativa é realizar o maior Carnaval da história da Bahia, ampliando o apoio às forças de segurança e às ações integradas do governo em mais de 150 municípios do interior do estado”, ressaltou.

Na área da segurança pública, mais de 11 mil profissionais das forças de segurança atuarão nos festejos, realizados em mais de 150 cidades baianas. O esquema inclui postos elevados de observação, portais de abordagem com detectores de metais, câmeras de monitoramento com tecnologia de reconhecimento facial, além da Operação Folia em Paz, em todo o entorno dos circuitos. O planejamento conta ainda com o uso de helicópteros, policiamento tático, Ronda Maria da Penha e ações preventivas nos principais acessos aos locais de festa.

“Temos expertise nacional e internacional no policiamento de grandes eventos como o Carnaval. Por isso, aprimoramos o planejamento a cada ano, adotando as melhores práticas para garantir a segurança da população, durante essas grandes celebrações”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

Jerônimo levou sua equipe para a festa de lançamento do Carnaval no Interior.

Grande impulso para o Turismo e a Cultura

Além da segurança, o Governo do Estado também aposta na promoção do turismo como impulsionador da economia, durante o Carnaval. Por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), vinculada à Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), as ações abrangem municípios do interior, atraindo visitantes de diversas regiões da Bahia e de outros estados e países. O investimento fortalece a rede hoteleira, bares, restaurantes, ambulantes e prestadores de serviços, gerando emprego e renda nas 13 zonas turísticas baianas.

“Garantimos infraestrutura e apoio aos festejos em mais de 152 municípios, com ações integradas nas áreas de segurança, saúde, infraestrutura, comunicação e atrações culturais. Esse conjunto de iniciativas consolida o Carnaval da Bahia como o maior e mais diverso do Brasil”, afirmou o secretário de Turismo, Maurício Bacelar.

O fortalecimento da cultura também é destaque, com o programa Ouro Negro, que vai investir R$ 17 milhões no apoio a blocos afro, afoxés e manifestações culturais, ligadas à ancestralidade e à história do povo baiano. Somado aos patrocínios da Bahiagás e ao incentivo a projetos culturais, o investimento amplia o alcance das expressões culturais, garante visibilidade aos artistas e mantém viva a essência do Carnaval como espaço de diversidade, inclusão e celebração das raízes culturais da Bahia.

“Estamos reforçando que o Carnaval do interior não é complemento do de Salvador. Ele é essencial para a identidade cultural da Bahia. Estar em Juazeiro simboliza o reconhecimento da força das manifestações culturais em todo o território baiano”, afirmou o secretário de Cultura, Bruno Monteiro.

Para o prefeito de Juazeiro, Andrei da Caixa, a parceria com o Governo do Estado fortalece a realização da festa. “Além de ser o maior Carnaval da história de Juazeiro, teremos uma festa mais tranquila e organizada, graças ao apoio do Governo do Estado e à união de esforços entre os entes públicos”, destacou.

Visão panorâmica da solenidade, em Juazeiro.

PIATÃ, NA CHAPADA, CANCELA CARNAVAL PELA 2a VEZ

Leia a íntegra da matéria do Jornal A Comarca:

“Gestão Marcos Paulo põe fim ao que era bom, o tradicional e centenário Carnaval de Piatã, na Chapada Diamantina (VÍDEO abaixo)

O carnaval de Piatã, considerado um dos mais importantes e animado da Chapada Diamantina e do interior da Bahia, foi cancelado pelo segundo ano consecutivo. O anúncio foi feito pelo Prefeito, cassado em primeira instância, Marcos Paulo Azevedo, em uma entrevista a uma emissora local, alegando crise financeira, mas a população cobra explicações sobre milhões arrecadados e questiona a falta de transparência.

Dois Carnavais cancelados, milhões em arrecadação e o povo sem respostas.

Pela segunda vez consecutiva, o município de Piatã fica sem sua principal manifestação cultural: o Carnaval. Uma festa centenária, construída por gerações, que sempre representou alegria, identidade, convivência social, geração de emprego e renda e impulso no turismo, gastronomia e comércio.

O argumento, porém, não convence grande parte da população. O Carnaval de Piatã nunca foi apenas diversão. Trata-se de uma das celebrações mais aguardadas e marcantes do calendário festivo municipal, que cria memórias e momentos inesquecíveis para os que o celebram. Sempre foi cultura viva, durante a festa as ruas ganham vida com pessoas fantasiadas, crianças nas matinês, dançando aos sons de músicas típicas, como as marchinhas e outros estilos carnavalescos, ambulantes trabalhando, comerciantes vendendo e famílias reunidas. Cancelar essa festa por dois anos seguidos não é um simples corte administrativo – é uma decisão política, com impactos profundos sobre a cidade.

O questionamento popular se intensifica, diante de um dado que não pode ser ignorado: durante a gestão, o município recebeu mais de 20 milhões de reais em impostos, provenientes da atividade de mineração. O recurso entrou nos cofres públicos. Isso é fato. O que permanece sem resposta clara é como e onde esse dinheiro foi aplicado, especialmente quando eventos culturais tradicionais são descartados sob o argumento de falta de recursos.

A situação se agrava em um cenário de instabilidade política. O prefeito Marcos Paulo responde a um processo de cassação, que já passou pela primeira instância e segue para a segunda. É correto afirmar que o processo ainda está em andamento e não há decisão definitiva, mas sua existência reforça a sensação de fragilidade administrativa e aumenta a cobrança por mais responsabilidade e transparência na gestão dos recursos públicos.

Outro ponto que causa indignação é a ausência de diálogo com a população. Não houve esforço visível para buscar alternativas, como um Carnaval popular, enxuto, com artistas locais e baixo custo. A opção foi simplesmente cancelar. Mais uma vez, quem paga o preço é o povo: as crianças perderam seu espaço, os comerciantes perderam renda e a cidade perdeu parte de sua identidade.

Nas ruas e nas redes sociais, o sentimento se repete em coro: “lamentável”, “acabou uma tradição”, “isso é um crime cultural”. Não se trata de saudosismo, mas de respeito à história e ao pertencimento de um povo que sempre teve no Carnaval um símbolo de união.

Cultura não é luxo. Cultura é política pública, é investimento social, é memória coletiva. Quando uma gestão escolhe cortar a cultura, enquanto milhões circulam sem explicações suficientes, o problema deixa de ser financeiro e passa a ser falta de compromisso com o povo e a cidade.

O Carnaval de Piatã não pertence a governos nem a mandatos. Pertence ao povo. E o povo segue esperando respostas, enquanto sua tradição é deixada de lado.”

CLIQUE E ASSISTA O VÍDEO:

Fontes: Jornal A Comarca, Secom/GOVBA

Fotos: Thuane Maria/GOVBA

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