DEVE CAIR PREÇO DO TRATAMENTO DE CÂNCER

Jerônimo quer a Saúde mais perto da população.
O governador baiano, Jerônimo Rodrigues, está na Ásia, acompanhando a delegação brasileira, que tem à frente o presidente Lula, para avançar em contatos e compromissos que vão dar um salto histórico na qualidade do atendimento de saúde na Bahia. Medicamentos de alto custo para combater o câncer, por exemplo, hoje caríssimos no Brasil, devem ser produzidos em nosso território, baixando muito os preços, hoje proibitivos. Outras áreas também serão beneficiadas. Antes de viajar, o governador deixou um relato sobre seus objetivos.
“Embarco agora para a Missão Ásia para encontrar com o presidente Lula e fortalecer a presença da Bahia em uma agenda estratégica para o Brasil e para o nosso povo. Vamos fortalecer parcerias para avançar com a saúde, ampliando a produção de medicamentos aqui na Bahia, inclusive para o tratamento do câncer, garantindo mais acessos pelo SUS, geração de empregos e desenvolvimento para o nosso estado.
“Durante esse período, o nosso vice-governador, Geraldo Júnior, assume o governo do estado. Desejo a ele um bom trabalho, com a certeza de que seguimos firmes, unidos e comprometidos com os baianos e baianas.”

É forte a parceria Bahia-Brasil.
Grande economia à vista
Nessa parceria com a Índia para baratear remédios, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) – que faz parte da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia – vai visitar instalações de empresas e firmar acordos para fechar uma parceria que permite o governo estadual produzir, pelo menos, quatro medicamentos oferecidos atualmente no SUS.
Entre os objetivos estão o barateamento do preço dos remédios, que hoje custam R$ 1,7 bilhão por ano. Na lista, está o Pertuzumabe, usado no tratamento do câncer de mama. Mas o medicamento mais caro para o SUS é o Eculizumabe, usado para tratar doenças raras e que tem uma demanda de R$ 817 milhões. Além disso, a gestão estadual poderá produzir ainda o Nivolumabe – imunoterapia para alguns tipos de câncer, como de pulmão, rim e estômago, e o Bevacizumabe, usado também no tratamento oncológico.
O objetivo é reduzir, através da fabricação local, o custo desses medicamentos ao SUS em até 25%, em alguns casos. Segundo a diretora-presidente da Bahiafarma, Ceuci Nunes, uma caixa que custa R$ 20 mil pode cair para até R$ 6 mil. “Uma economia de R$ 600 milhões ao ano”, afirmou.
A formalização dos termos de compromisso será feita durante os fóruns empresariais na Índia e na Coreia do Sul, em 21 e 23 de fevereiro, respectivamente. As empresas internacionais são responsáveis pela tecnologia e patentes dos medicamentos.
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