BAHIA ESTIMULA A AGROINDÚSTRIA E DEFENDE NOSSO CACAU

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JERÔNIMO CHEGOU DA ÁSIA COM O MESMO “GÁS”

Jerônimo se reuniu com a Cooperativa de Produtores Rurais, em Luís Eduardo.Foto:Thuane Maria/GOVBA

O governador Jerônimo Rodrigues, de volta da Ásia, no dia seguinte, já fez outra viagem, voltado para o fortalecimento da agroindústria, durante visita à Cooperfarms, em Luís Eduardo Magalhães. Em benefício dos produtores de cacau da Bahia, conseguiu que o Governo Federal suspendesse a importação do produto, originado na Costa do Marfim e acompanhou o resultado da reunião da Cadeia Produtiva do Dendê, voltada para diversificar sua industrialização.

Em Luís Eduardo Magalhães, o governador Jerônimo Rodrigues visitou a nova sede da Cooperfarms, em Luís Eduardo Magalhães. Um momento que reafirma a importância do cooperativismo para o desenvolvimento do Oeste, fortalecendo a economia regional, gerando empregos qualificados e impulsionando a agroindústria local.

Ontem (26), o governador Jerônimo Rodrigues esteve no oeste baiano para visitar as novas instalações da Cooperativa de Produtores Rurais (Cooperfarms), que reúne mais de 200 cooperados. Na ocasião, dialogou com produtores e dirigentes sobre os detalhes do maior projeto agroindustrial já planejado para a região, voltado à cadeia integrada de produção de proteína animal e outras culturas.

Com dirigentes, o governador visitou o moderno prédio da Cooperfarms.Foto:Thuane Maria/GOVBA.

Os investimentos do Governo do Estado visam o fortalecimento da agroindústria, por meio de políticas de incentivo à produção rural, melhoria da infraestrutura logística e apoio à modernização do setor produtivo, como declarou o governador: “O oeste baiano tem um papel decisivo na economia do nosso estado e a Cooperfarms tem um projeto estratégico grandioso, que amplia mercados, fortalece a cadeia produtiva, agrega valor à produção e gera empregos, renda e arrecadação”.

A Cooperfarms possui campos de produção distribuídos em seis estados brasileiros, totalizando uma área superior a 600 mil hectares. A cooperativa atua na produção de soja, algodão, milho, sorgo, feijão e milheto, além de culturas de menor impacto, como frutas. O faturamento por safra dos cooperados superou $ 1 bilhão de dólares, evidenciando a força do setor no cenário nacional.

O diretor-presidente da cooperativa, Marcelino Kuhnen, destacou que o apoio do Governo do Estado é essencial para o crescimento da instituição: “Esses investimentos fortalecem a cooperativa, impulsionam a produção e possibilitam a geração de novos postos de trabalho na Região Oeste”, afirmou.

Suspensa importação de cacau da Costa do Marfim

O Governo da Bahia ganhou o protagonismo nacional com sua articulação para suspensão de importações de cacau da Costa do Marfim. A parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou, terça-feira (24), a suspensão temporária das importações de amêndoas de cacau da República da Costa do Marfim.

A decisão, publicada no Despacho Decisório nº 456/2026, teve forte influência das demandas de produtores baianos e foi motivada pelo risco fitossanitário, associado ao elevado fluxo de grão vindos do território marfinense, resultando na mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil.

A medida é fruto do entendimento, entre o Governo do Estado e o Governo Federal, com a participação do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional e de órgãos estratégicos da cadeia do cacau. A suspensão integra um conjunto de ações voltadas à proteção da cacauicultura, reduzindo o risco de entrada de pragas e doenças no território nacional e buscando maior estabilidade econômica do setor.

Na Bahia, especialmente no Litoral Sul, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) vem atuando de forma estratégica como canal de escuta de agricultoras e agricultores familiares, servindo como catalisadora para que problemas – como a queda de preços das amêndoas, insegurança regulatória e ameaça à sanidade das lavouras – fossem sistematizados e levados à agenda do Governo do Estado.

O processo de escuta teve participação ativa da Superintendência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) que, através de agendas territoriais, suporte técnico e diálogo com cooperativas e organizações representativas do setor, permitiram identificar o impacto negativo das importações da Costa do Marfim para a cacauicultura baiana.

A partir do diagnóstico, o tema ganhou centralidade na agenda estadual e resultou na instalação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura, que passou a atuar de forma articulada com o Ministério da Agricultura, acompanhando o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistência nos fluxos de exportação destinados ao Brasil.

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, que integra a comissão, “a Bahia puxou esse debate porque não dava para ficar olhando o produtor sofrer calado. A gente ouviu quem está no campo, levou essa preocupação para Brasília e construiu, junto com o Governo Federal, uma resposta que protege não só a Bahia, mas a cacauicultura do Brasil inteiro”.

A suspensão das importações faz parte de um conjunto de ações articuladas pelo Governo da Bahia para enfrentar os desafios do sistema produtivo do cacau. Entre os encaminhamentos estão medidas para reduzir distorções de mercado e o deságio nos preços, o debate sobre o regime de drawback, o reforço da fiscalização fitossanitária, a ampliação da assistência técnica aos produtores e a recomposição da capacidade institucional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), além da articulação por um plano nacional de contenção da monilíase.

Paralelamente, o Estado também vem atuando junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e ao Ministério da Agricultura para ampliar a transparência na divulgação das estimativas oficiais de safra, fundamentais para dar mais previsibilidade ao mercado e contribuir para a estabilidade dos preços do cacau.

A reunião da Câmara Setorial do dendê. Foto: Rebeca Falcão- Ascom/Seagri

Apoio à cadeia produtiva do dendê

O incentivo à produção de mudas com garantia fitossanitária e a produção de derivados do dendê na Bahia foram os principais pontos discutidos na primeira reunião da Câmara Setorial do Dendê em 2026, ocorrida de forma virtual ontem (26). Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), o encontro reuniu representantes do setor e abordou também a adoção de novas tecnologias, acesso a crédito através do Plano Safra e elaboração de um plano de ações para o desenvolvimento do setor, dentre outros assuntos.

O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, ressaltou que a produção de mudas de qualidade visa recuperar as plantas atuais, já antigas, além da ampliação da produção do dendê no estado, com qualidade sanitária: “Hoje, há uma grande preocupação com a doença do anel vermelho, que destrói o dendê. Então, a produção de mudas isentas de doenças é importante para evitar que uma praga acabe dizimando toda uma cultura. A reivindicação é de que essas mudas sejam produzidas em viveiros, de forma sadia, com certificação, para renovar o parque de palmeiras de forma segura”, explicou.

Outra demanda apresentada foi a necessidade de incentivo ao beneficiamento do dendê, diversificando a produção para além do azeite, trazendo assim mais valor ao fruto produzido no estado. A intenção é buscar parcerias com instituições e entidades parceiras, como institutos de pesquisa, universidades e instituições do terceiro setor, para desenvolvimento de tecnologias e instalação de agroindústrias, voltadas à fabricação de produtos derivados ou que utilizem o dendê, como margarinas, bolachas, sabonetes, cosméticos e velas.

Também foi relatada a necessidade de melhoria do processo de colheita, que ainda é feita de forma artesanal. “Então, é necessária uma máquina ou uma outra técnica, por exemplo, que facilite a colheita do cacho, principalmente em plantas mais altas”, completou Pinheiro Filho.

O próximo encontro da Cadeia Produtiva do Dendê está prevista para acontecer no próximo dia 24 de março, de forma presencial, dentro da programação do Fórum Estadual de Gestores da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Feagri).

Fonte: SecomGOVBA

One response to “BAHIA ESTIMULA A AGROINDÚSTRIA E DEFENDE NOSSO CACAU”

  1. Avatar de heroic0573c510b4
    heroic0573c510b4

    Me emocionam essas notícias…

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