CHINA-BRASIL CIÊNCIA E TECNOLOGIA

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PESSOAS COM PARALISIA VOLTARÃO A ANDAR

Cirurgia comandada direto do cérebro do médico. Imagem: I.A. Ângulo e Foco.

Imagine você – médico, por exemplo – chegar para fazer uma cirurgia delicada, num paciente, e praticamente não precisar pegar nenhum instrumento cirúrgico nem controle remoto nas próprias mãos. O comando sai direto do seu cérebro. É nisso aí que a tecnologia está chegando. E fazer uma cirurgia é apenas um, dos muitos exemplos, de possibilidades dessa nova técnica. A revolução vai acontecer na China e no Brasil, ao mesmo tempo. Nosso notável cientista, Miguel Nicolelis, foi escolhido pelo governo chinês para liderar, por cinco anos, a implantação de sua teoria. A China parece saber onde investir, ao invés dos EUA, que parece só ter interesse em gastar com armas e destruição econômica de nações que só querem existir em paz. A Bahia ganha muito com a parceria.

A China colocou a interface cérebro-máquina entre as prioridades estratégicas de seu novo Plano Quinquenal, destacando uma área da ciência que pode redefinir o futuro da tecnologia e da medicina. O campo ganhou notoriedade mundial, graças a pesquisas pioneiras conduzidas pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que demonstrou, ainda nas décadas passadas, que sinais do cérebro podem controlar dispositivos eletrônicos.

Os estudos mostraram que a atividade neural pode ser captada e transformada em comandos capazes de movimentar braços robóticos, computadores e outros equipamentos. Esse avanço abriu caminho para aplicações médicas importantes, principalmente no desenvolvimento de próteses inteligentes e tecnologias de reabilitação para pessoas com paralisia.

Antes de o tema ganhar atenção global e investimentos bilionários, Nicolelis já conduzia experimentos que conectavam diretamente o cérebro a máquinas, ajudando a estabelecer as bases da neurotecnologia moderna. Suas pesquisas colocaram o Brasil em destaque em uma área hoje considerada estratégica para o futuro da ciência, da medicina e da interação entre humanos e sistemas tecnológicos.

A nova China

A China não está apenas alcançando os EUA; ela está redefinindo os critérios de liderança tecnológica. Ao dominar a arte de escalar, implementar e integrar inovações em seu vasto mercado e cadeias de suprimentos globais, o país construiu uma vantagem competitiva formidável em setores que vão da energia verde à biotecnologia.

Os EUA permanecem uma potência inigualável em invenção e pesquisa de fronteira, mas sua incapacidade de traduzir essa criatividade em produtos e infraestrutura no mesmo ritmo e escala que a China representa uma vulnerabilidade estratégica crescente. A competição do século XXI não será vencida apenas por quem sonha o futuro, mas por quem efetivamente o constrói. E, nesse aspecto, a China está à frente, em vários setores. (Alguns detalhes abaixo)

Xi Jinping e o presidente Lula. Foto: AgBrasil

Fórum Brasil-China, O Evento

O Fórum Brasil–China 2026, realizado no dia 13 de março, na Casa Firjan (Rio de Janeiro), resultou em encaminhamentos concretos para os próximos 12 meses e expectativa de até R$ 25 milhões em novos negócios, especialmente nas áreas de turismo, comércio, inovação e economia criativa.

Seus principais resultados foram: o volume de negócios, de até R$ 25 milhões, em contratos e parcerias após o encontro. O fortalecimento das relações bilaterais, porque o fórum reforça a parceria Brasil–China em um momento de reconfiguração das cadeias produtivas globais. Será incentivada a atração de turistas chineses e o comércio, além das exportações brasileiras para o mercado chinês.

No âmbito da Inovação e tecnologia, haverá estímulo à cooperação em startups, centros de pesquisa e projetos de economia criativa. Terá destaque a Diplomacia econômica, que fará a integração entre governos, empresas e universidades para garantir que os encaminhamentos sejam implementados.

O Brasil terá que fazer sua lição de casa. O sucesso depende da implementação efetiva da agenda de 12 meses e a execução dos encaminhamentos. Outro aspecto relevante é levar em conta a concorrência internacional com outros países que também disputam investimentos chineses, o que exige rapidez e clareza nas propostas brasileiras; e, também, o equilíbrio setorial, pois é importante que os ganhos não fiquem concentrados apenas em turismo e comércio, mas também em inovação e tecnologia. 

Enfim, o Fórum Brasil–China 2026 foi positivo e pragmático, com resultados financeiros imediatos e uma agenda estratégica para consolidar a cooperação bilateral nos próximos meses.

A China abriu suas fronteiras para as mangas da Bahia.

A Bahia ganha muito com tudo isso

Com base nos resultados da Missão Ásia e dos acordos Brasil–China, alguns setores da Bahia têm potencial imediato de se beneficiar. Um deles é a Agricultura e Pecuária, através de nossas frutas tropicais. Está sendo aberto o mercado para uva e manga, com redução da tarifa, de 25% para 5%, em cotas de exportação. Quanto às proteínas animais, houve avanço nas tratativas para exportação de ovos e carne baiana. Isso significa mais renda para produtores locais e maior inserção da Bahia nas cadeias globais de alimentos.

Energia e Inovação Tecnológica

A participação em fóruns empresariais, como Brasil–China, fortalece a imagem da Bahia como destino de investimentos estrangeiros.

A Bahia conquistou projetos para produção de veículos movidos a hidrogênio e aplicação de Inteligência Artificial em diagnósticos médicos e gestão hospitalar. Assim, a Bahia se coloca como referência em tecnologias limpas e inovação aplicada à saúde.

Outro aspecto relevante da diplomacia brasileira e do Governo baiano foi a integração em cadeias globais de minerais críticos e energias renováveis, o que amplia oportunidades para o estado.

Esses acordos colocam a Bahia em posição estratégica para se tornar um centro de inovação, saúde e exportação agrícola e mineral no Brasil.

A China é líder na produção de chips avançados. I.A. Ângulo e Foco.

Rivalidade EUA-China

A rivalidade tecnológica entre China e Estados Unidos entrou em um novo capítulo. Mais do que uma disputa sobre quem inventa mais, a competição atual é definida por quem consegue escalar produção, implementar inovações em larga escala e dominar cadeias de suprimentos estratégicas.

A China tem avançado rapidamente ao transformar descobertas científicas em aplicações práticas e dominantes, um modelo que contrasta com a dificuldade dos EUA em transpor a “morte do vale” entre a invenção e a implementação. Vou fazer um resumo que pesquisei sobre os avanços mais significativos da China, destacando as áreas onde o país já está à frente dos Estados Unidos.

No campo da Inteligência Artificial (IA), o domínio histórico norte-americano é, agora, desafiado por inovações assombrosas vindas da China. O poderio chinês demonstrou ao mundo sua capacidade de surpreender com inovações de alto impacto e modelos de código aberto. Um exemplo foi o lançamento do modelo DeepSeek, que rivalizou com os melhores modelos americanos, pegando o setor de surpresa.

No campo da Ciência e Pesquisa, a disputa entre as duas super-potências cresce. Os Estados Unidos estão avançando sobre as tendências científicas, na liderança em pesquisas “prescientes” e que conectam disciplinas, criando novas direções. Já a China está na liderança em áreas de pesquisa emergentes, antecipando e amplificando o consenso científico em escala. Como é o caso do Dr. Nicolelis, mencionado acima. A China mostra capacidade de identificar e liderar o desenvolvimento em áreas que se tornarão mainstream, conforme estudo publicado no site da arXiv.

Onde a China lidera

No campo da Energia Verde, a China detém a liderança em invenção, por exemplo, células solares modernas e baterias de lítio. No âmbito das tecnologias quânticas, tem liderança no desenvolvimento do computador quântico teoricamente “perfeito” e de ponta. Lidera, também, em implantação de infraestrutura e aplicações práticas em rede. Implementou a primeira rede de comunicação quântica segura do mundo, com mais de 12.000 km de extensão.

Já em Semicondutores e Aviação, sofre com a dependência de tecnologia ocidental, com restrições de exportação como arma geopolítica. Mesmo assim, conseguiu avanços no desenvolvimento do avião comercial C919 com motorização nacional, além de possuir produção expandida de chips e baterias.

A Agricultura é que foi uma Revolução da habilidade de Implementação chinesa. No setor agrícola, a China está vencendo a batalha da implementação. Enquanto os EUA ainda possuem um sistema de inovação de ponta, o país asiático criou um ambiente regulatório e de mercado que permite que as inovações cheguem ao campo muito mais rápido.

Ciência e Tecnologia: A Virada Estratégica

A China está mudando o paradigma da liderança científica global, não apenas produzindo mais, mas também liderando as tendências e investindo pesadamente no futuro. Seu investimento em Pesquisa & Desenvolvimento mostra com clareza e consistência um compromisso financeiro da China com a ciência. Estima-se que o país gastará US$ 42 bilhões em pesquisa básica em 2026, um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Enquanto isso, os EUA enfrentam um cenário de instabilidade, com propostas de cortes profundos nos orçamentos da Fundação Nacional da Ciência (NSF) e dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), o que coloca em risco décadas de liderança inquestionável.

A economia chinesa, também vem alcançando destaque na construção de Infraestrutura de ponta. Relatos de pesquisadores americanos que visitam laboratórios na China descrevem instalações modernas e equipadas, contrastando com a realidade de muitos laboratórios nos EUA, alojados em edifícios centenários com infraestrutura defasada. Ao mesmo tempo, políticas de imigração e financiamento instáveis nos EUA estão afastando talentos estrangeiros, que historicamente foram a espinha dorsal da inovação americana.

Agora, revelo o segredo com dois exemplos: Foco na Aplicação. Enquanto os EUA buscam o computador quântico “perfeito”, a China já implantou a maior rede de comunicação quântica segura do mundo. Enquanto os EUA inventaram a bateria de lítio moderna, a China construiu a fábrica global que a produz.

Fontes: ForumBrasilChinaNovaEra, China2Brasil, G1, redes sociais, dados oficiais

4 responses to “CHINA-BRASIL CIÊNCIA E TECNOLOGIA”

  1. Avatar de
    Anônimo

    👏🏻👏🏻👏🏻

  2. Avatar de José Peroba Filho
    José Peroba Filho

    Excelente matéria !!!

  3. Avatar de
    Anônimo

    China-Brasil, tecnologia de ponta na saúde e nas infinitas possibilidades. Cientistas chineses e brasileiros unidos para o bem comum e a evolução na Ciência. Vivas ao ESTADISTA inteligente e visionário, Governo Presidente LULA 2026.

  4. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana

    Maravilha

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