FORTE IMPACTO CONTRA O CRIME ORGANIZADO

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OPERAÇÕES CLUSTER E EPÍLOGO NA FORÇA INTEGRADA

Parte do material apreendido na Operação Cluster. Foto:SSPBA

Uma das maiores preocupações da população brasileira, em particular a baiana, é, com certeza, a Segurança Pública. O País já conta com uma força de integração que vem atuando, ao mesmo tempo, em vários estados, com ótimos resultados. Depois de deflagrar uma série de operações em diversos estados, o sistema de Força Integrada (FICCO) voltou, nos últimos dois dias, à Bahia, mais uma vez unindo as forças de segurança pública da Bahia e federais que realizaram a Operação Cluster. Veja somente aqui, no Ângulo e Foco, um panorama completo desse combate incessante ao crime, na Bahia e no Brasil. Com vídeo.

Nesta terça-feira (17), a Operação Cluster resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão preventiva, em Simões Filho (BA). Ela foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia (PCBA). A PF realizou outra operação recente (Operação Novo Oeste), mas não tem relação direta com a Cluster.

A Operação Cluster aconteceu nos dias 17 e 18 de março, em Simões Filho (Região Metropolitana de Salvador), a partir de investigação, iniciada em 2025, pelo DENARC. Seu objetivo é o de desarticular uma organização criminosa estruturada, com atuação em tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, homicídios e crimes violentos.

A estrutura da organização criminosa desbaratada tem o modelo típico de facções e as investigações indicavam que o grupo tinha divisão funcional clara: Lideranças, encarregadas da coordenação geral; operadores logísticos, que cuidavam da distribuição de drogas e armas; gerentes financeiros, que detinham o controle do dinheiro ilícito; e executores, que têm atuação direta no tráfico e na violência. Esse tipo de estrutura (“cluster”) explica o nome da operação: possui vários núcleos interligados, operando como rede criminosa.

Além das medidas judiciais cumpridas com as prisões, foram apreendidos celulares, documentos e cadernos de contabilidade do crime. Esses materiais são essenciais para rastrear fluxos financeiros, identificar outros integrantes e mapear conexões com outros crimes.

Entre os 11 suspeitos presos, estavam uma operadora financeira, um responsável logístico e outros integrantes, ligados diretamente ao tráfico.

Outra agravante da atividade da facção é a conexão com um crime de grande repercussão. As investigações apontam ligação com o assassinato de Mãe Bernadete (Maria Bernadete Pacífico), liderança quilombola, morta em 2023. Parte dos alvos já responde ou passou a responder por esse caso.

As equipes em ação na “Cluster”. Foto:SSPBA

Uma estratégia ampla

A Operação Cluster não é uma ação isolada, mas sim parte de uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado na Bahia, focada em: desarticular redes completas (e não apenas indivíduos), atingir a estrutura financeira das facções e conectar investigações com crimes de alto impacto social.

O sucesso da Operação Cluster se deve à Integração policial, pois mobilizou múltiplas unidades especializadas: DENARC (narcotráfico), DHPP (homicídios), DEIC (investigações gerais), DRACO (crime organizado e lavagem), POLINTER (articulação interestadual) e DPT (perícia). Essa amplitude indica um nível elevado de complexidade e articulação criminosa.

A investigação vai se expandir. Além das apreensões, as novas fases possíveis são: bloqueio de bens, novas prisões e levantamento de conexões interestaduais.

Combate firme ao crime organizado

O governador Jerônimo Rodrigues comemorou os resultados da Operação, destacando o sistema integrado com o Governo Federal: “A Polícia Federal está nas ruas, junto às forças estaduais de segurança, realizando a Operação Cluster no sistema de Força Integrada. Uma ação coordenada contra o tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e a atuação de facções criminosas.”

A ação nacional, coordenada pela Polícia Federal, ocorre em 15 estados para cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 112 mandados de prisão nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.

“Não haverá impunidade para organizações criminosas!” – afirmou o governador.

Operação Cluster. Foto: Divulgação/ PCBA

Combate ao crime organizado

Prossegue Jerônimo: “Aqui na Bahia, estamos atuando com firmeza na série de operações Força Integrada de combate ao crime, em parceria com o Governo do Brasil. Uma ação conjunta que apresenta bons resultados.”

“Essa mobilização nacional, presente em 15 estados, reforça a importância da integração entre as forças de segurança no combate ao crime organizado. Seguimos trabalhando com responsabilidade pra garantir mais segurança aos baianos e baianas.”

Sequência de operações

Essa operação cruza com outras ações recentes na Bahia no novo sistema de combate ao crime e o reconhecimento do desenho completo do crime organizado no estado, em 2026.

A leitura integrada das operações Cluster (PCBA), Epílogo (FICCO/PF) e outras ações recentes revela um quadro bastante claro: o crime organizado na Bahia, em 2026, funciona como rede descentralizada, multiatividade e interestadual. Essa rede atua em três níveis: cruzamento operacional (o que cada operação atinge), padrão estrutural do crime e traçando o “mapa estratégico” do estado.

Na Operação Epílogo, por exemplo, realizada pelo FICCO com a PF, ontem, a base era a conexão Feira de Santana – São Paulo, com foco em subgrupo de facção estruturada. Suas ações criminosas incluem: tráfico, armas, homicídios e lavagem de dinheiro.

Foram efetuados 15 mandados (7 prisões), além da prova de atuação em dois estados (BA e SP). Já se verificou que o grupo continuou operando, mesmo após prisão do líder; que atua no nível estratégico/inter-regional. A operação, em âmbito nacional (Força Integrada – FICCO), chegou em 15 estados simultaneamente e efetuou prisões, bloqueio de ativos e apreensão de armas e drogas.

Na estrutura da operação, atuam a PF, a PM, a PC e o sistema penitenciário. A atuação se dá no nível sistêmico, buscando desbaratar a rede nacional de facções.

Foram feitas prisões de líderes fora do estado (SP), apreensões recorrentes de armas pesadas e drogas, e continuidade de operações mesmo após capturas, o que indica persistência estrutural das facções.

O padrão do crime organizado na Bahia (2026)

A sobreposição dessas operações revela um modelo bem definido: Estrutura em rede (modelo “cluster”), células locais (bairros/cidades) que são conectadas a: liderança regional e comando interestadual. Não possuem hierarquia rígida – é uma rede modular.

Constatou-se, também, a integração econômica do crime. As organizações combinam: Tráfico de drogas, que sua base financeira, armas usadas para proteção territorial, homicídios para manter o controle social e lavagem de dinheiro para sustentação do esquema. Um funcionamento semelhante a “holding criminosa”.

Verificou-se, também, a existência de uma conexão interestadual forte: Bahia e São Paulo, funcionando como o principal eixo e líderes operando mesmo presos. Estão presentes facções nacionais, como PCC e CV, ainda que nem sempre nomeadas oficialmente.

O Departamento de Narcóticos atuou na Operação. Foto:PCBA

O “mapa estratégico” do crime na Bahia

As investigações revelaram uma estrutura em camadas. A Camada 1 é a base territorial: bairros periféricos e controle por células locais, como aconteceu na Operação Cluster. A Camada 2 refere-se à Coordenação regional, sendo preferidas cidades médias estratégicas como Feira de Santana, alvo da Epílogo. Na Camada 3 se identificou um comando ampliado, formado por conexões com outros estados e a existência de liderança fora do território. Na Camada 4, está o Sistema financeiro, através da lavagem de dinheiro, existência de operadores financeiros e uso de redes legais e ilegais.

O que mudou (2026)

A estratégia de Força Integrada (FICCO) mantém foco em estrutura completa, não só “soldados” e realiza operações simultâneas em vários estados. O principal problema é que o crime já opera como sistema distribuído; remover líderes não desorganiza totalmente.

A tendência, a partir de agora, é um aumento de operações integradas, bloqueio financeiro, inteligência policial e redução relativa de ações isoladas e locais.

O modelo de Força Integrada, da Polícia Federal não é apenas uma operação policial. Na prática, trata-se de um modelo operacional integrado, normalmente executado por forças como: FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), Polícia Federal, Polícias Civil e Militar e Sistema penitenciário. Ou seja, é uma força-tarefa coordenada, e não uma operação isolada com nome único.

O objetivo central da “Força Integrada” é combater organizações criminosas estruturadas, atuando simultaneamente em: tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios e controle territorial. Tem foco em desarticular toda a cadeia criminosa, não apenas executores.

Na prática, funciona com a integração dos órgãos policiais e segue uma estratégia operacional com ações seguindo um padrão recorrente: 1. Inteligência integrada, quando se faz o cruzamento de dados financeiros, telefônicos e logísticos e a identificação de redes criminosas. O padrão 2  é a ação simultânea com cumprimento de mandados em vários estados, prisões e buscas coordenadas. Exemplo recente é o da operação da PF no Oeste baiano, que cumpriu mandados em BA, SP, MG, DF, MA e SE

O padrão 3 foca no ataque à estrutura financeira das quadrilhas, com a apreensão de bens, bloqueio de contas e identificação de “operadores financeiros” e foco em enfraquecer a sustentabilidade do crime.

Com a nova sistemática nacional de combate ao crime organizado, devem acontecer menos ações isoladas e mais investigações longas estruturadas. Será mantido o foco em hubs logísticos. O

A chamada “Força Integrada” representa, na prática, um novo modelo de combate ao crime organizado no Brasil, baseado em: cooperação entre instituições, atuação simultânea em vários estados e ataque à estrutura econômica das facções. Na Bahia, esse modelo está sendo aplicado de forma intensiva, em 2026

Assista o vídeo

O diretor do Departamento de Narcóticos, delegado Ernandes Júnior.

Fontes: SSPGOVBA, GOVBR

2 responses to “FORTE IMPACTO CONTRA O CRIME ORGANIZADO”

  1. Avatar de
    Anônimo

    A Bahia segue avançando 👏🏻👏🏻

  2. Avatar de Marina Romana
    Marina Romana

    👏👏👏👏

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